Que planetas estão visíveis esta noite? Guia do céu de setembro de 2026
Quer saber que planetas estão visíveis esta noite? Este guia, atualizado regularmente, explica a visibilidade de Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Abaixo, poderá descobrir que planetas podem ser vistos agora, quando deve procurá-los e como identificá-los no céu.
👉 Para localizar cada planeta a partir do seu local, abra a aplicação gratuita Star Walk 2 e utilize o modo Planet Walk.
Índice
- Que planetas estão visíveis esta noite? (1–15 de setembro de 2026)
- Melhores datas para observar os planetas: 1–15 de setembro de 2026
- Planetas visíveis ao entardecer: Vénus e Mercúrio
- Planetas visíveis à noite: Saturno, Urano e Neptuno
- Planetas visíveis de manhã: Marte e Júpiter
- Qual é a estrela brilhante a oeste depois do pôr do Sol?
- Qual é o ponto brilhante antes do nascer do Sol?
- Perguntas frequentes sobre os planetas visíveis esta noite
- Dicas para observar os planetas: resumo
Que planetas estão visíveis esta noite? (1–15 de setembro de 2026)
De 1 a 15 de setembro de 2026, Vénus é o planeta mais brilhante ao anoitecer em todos os locais onde é visível. Depois do pôr do Sol, procure a oeste um ponto de luz muito brilhante. No entanto, nas latitudes setentrionais elevadas, o planeta põe-se demasiado pouco tempo depois do Sol para poder ser visto.
Mais planetas ficam visíveis no decorrer da noite e antes do amanhecer. Saturno é o planeta mais fácil de observar durante a noite, enquanto Marte e Júpiter são visíveis antes do nascer do Sol. Nas latitudes muito meridionais, Marte e, sobretudo, Júpiter permanecem baixos sobre o horizonte. Urano e Neptuno também estão visíveis, mas recomenda-se o uso de binóculos ou de um telescópio para Urano, enquanto para Neptuno são indispensáveis.
Mercúrio regressa ao céu do entardecer, mas permanece muito perto do horizonte. É difícil ou impossível vê-lo a partir das latitudes setentrionais.
Para obter o resultado mais preciso, consulte o céu da sua localização em Star Walk 2: a visibilidade dos planetas depende do local onde se encontra, do horizonte e das condições meteorológicas.
| Dados de observação | Mercúrio | Vénus | Marte | Júpiter | Saturno | Urano | Neptuno |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Quando observar | Depois do pôr do Sol; melhor de 10 a 15 de setembro | Depois do pôr do Sol | Antes do amanhecer | Antes do amanhecer | Do anoitecer ao amanhecer | De uma hora avançada da noite ao amanhecer | Do anoitecer ao amanhecer |
| Método de observação | A olho nu | A olho nu | A olho nu | A olho nu | A olho nu | Binóculos ou telescópio | Binóculos ou telescópio |
| 60–66° N | Não visível | Não visível | Alto | Baixo | Moderado | Alto | Moderado |
| 50–60° N | Não visível | Não visível | Alto | Moderado | Alto | Alto | Alto |
| 40–50° N | Não visível | Muito baixo | Alto | Moderado | Alto | Alto | Alto |
| 30–40° N | Extremamente baixo | Baixo | Alto | Moderado | Alto | Alto | Alto |
| 30° N–30° S | Muito baixo | Alto | Alto | Moderado | Alto | Alto | Alto |
| 30–40° S | Muito baixo | Alto | Moderado | Baixo | Alto | Alto | Alto |
| 40–50° S | Muito baixo | Alto | Baixo | Muito baixo | Alto | Moderado | Alto |
| 50–60° S | Muito baixo | Alto | Muito baixo | Extremamente baixo | Alto | Baixo | Alto |
Nota:
- Abaixo do horizonte: menos de 0°
- Extremamente baixo: 0–5°
- Muito baixo: 5–10°
- Baixo: 10–20°
- Moderado: 20–30°
- Alto: mais de 30°
- Não visível: não existe uma janela de observação prática; o planeta permanece abaixo do horizonte ou perde-se no brilho do Sol.
As estimativas de altitude são aproximadas: referem-se ao centro de cada faixa de latitude e ao melhor momento prático de observação entre 1 e 15 de setembro.
Notas rápidas por região
-
Norte da Europa: Vénus e Mercúrio ficam muito baixos ou não são visíveis na prática durante o crepúsculo vespertino. Saturno é o melhor planeta para observar durante a noite; Marte e Júpiter são alvos fáceis de manhã.
-
Hemisfério Sul: Vénus fica alto ao anoitecer, enquanto Mercúrio se torna um alvo difícil ao entardecer no final do período. Saturno é excelente para observar durante a maior parte da noite. Marte e Júpiter ficam mais baixos de manhã.
-
Trópicos: Vénus é fácil de ver depois do pôr do Sol, com Mercúrio baixo nas proximidades nos últimos dias do período. Saturno permanece visível durante a maior parte da noite. Marte e Júpiter são visíveis de manhã.
Planetas visíveis esta noite em Portugal
Em Portugal, Saturno é o planeta mais fácil de observar durante a noite entre 1 e 15 de setembro. Nasce ao entardecer e permanece visível até ao amanhecer. Antes do nascer do Sol, Marte e Júpiter são fáceis de identificar a olho nu. Recomenda-se o uso de binóculos ou de um telescópio para Urano, enquanto para Neptuno são indispensáveis.
Vénus aparece muito baixo sobre o horizonte oeste depois do pôr do Sol. As condições são ligeiramente melhores no sul do país e na Madeira do que no norte, mas será sempre necessário um horizonte completamente desimpedido. Em muitas localidades, o planeta põe-se antes de o céu escurecer o suficiente.
Mercúrio é um alvo vespertino ainda mais difícil. As melhores oportunidades surgem aproximadamente entre 10 e 15 de setembro no sul de Portugal e na Madeira, mas o planeta permanece extremamente baixo no crepúsculo. No centro e no norte do país, a sua observação geralmente não é prática.
Planetas visíveis esta noite no Brasil
No Brasil, Vênus é o planeta mais brilhante no início da noite entre 1º e 15 de setembro. O planeta aparece bem posicionado depois do pôr do Sol em praticamente todo o país e é fácil de reconhecer pelo brilho intenso. No extremo sul, fica um pouco mais baixo, mas ainda oferece boas condições de observação.
Saturno nasce no começo da noite e permanece visível até o amanhecer. Marte e Júpiter aparecem antes do nascer do Sol; ambos ficam mais baixos no sul do Brasil, especialmente Júpiter, mas continuam mais fáceis de observar nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Mercúrio permanece muito baixo no crepúsculo vespertino e é um alvo difícil, mesmo nas regiões mais favoráveis. As melhores oportunidades ocorrem aproximadamente entre 10 e 15 de setembro, com o horizonte oeste totalmente livre. Para Urano são recomendados binóculos ou um telescópio, enquanto Netuno exige ajuda óptica.
Melhores datas para observar os planetas: 1–15 de setembro de 2026
2 de setembro: Vénus passa perto de Spica, na constelação de Virgem. Observe a baixa altura sobre o horizonte oeste depois do pôr do Sol. Se Vénus ficar acima do seu horizonte local, será fácil identificá-lo graças ao seu brilho, mas Spica, menos brilhante, poderá ser difícil de ver no crepúsculo luminoso.
3 de setembro: a Lua passa perto de Urano e das Plêiades, na constelação de Touro. São necessários binóculos ou um telescópio para ver Urano, e a luz da Lua dificultará ainda mais a observação.
6–14 de setembro: a Lua visita quatro planetas sucessivamente. Passa por Marte em 6 de setembro, Júpiter em 8 de setembro, Mercúrio em 12 de setembro e Vénus em 14 de setembro. Os encontros com Marte e Júpiter ocorrem antes do nascer do Sol; os encontros com Mercúrio e Vénus aparecem no crepúsculo vespertino.
Planetas visíveis ao entardecer: Vénus e Mercúrio
Vénus: o planeta mais brilhante ao entardecer
Olhe para oeste depois do pôr do Sol. Se vir um ponto de luz muito brilhante perto do horizonte oeste, é quase certamente Vénus.
O planeta aumenta o seu brilho de cerca de magnitude −4,6 para −4,8 durante o período. Em 2 de setembro, passa perto de Spica. Em 14 de setembro, um fino crescente lunar passa muito perto de Vénus, criando uma das melhores cenas do mês para observar a olho nu. Em alguns locais, a Lua ocultará Vénus durante o dia.
Vénus permanece muito baixo para os observadores nas latitudes setentrionais e pode pôr-se antes de o céu escurecer. A sua posição é muito mais favorável nos trópicos e no Hemisfério Sul.
Mercúrio: um alvo difícil ao entardecer
Mercúrio regressa ao céu vespertino durante a primeira metade de setembro, mas permanece baixo no crepúsculo luminoso. À medida que o período avança, a sua distância aparente ao Sol aumenta, embora continue a ser difícil de ver.
As melhores vistas são obtidas nos trópicos e no Hemisfério Sul por volta de 10 a 15 de setembro. Observe logo acima do horizonte oeste pouco depois do pôr do Sol. Em 12 e 13 de setembro, um crescente lunar extremamente fino passa perto de Mercúrio, mas a própria Lua pode ser mais difícil de ver do que o planeta.
Planetas visíveis à noite: Saturno, Urano e Neptuno
Saturno: visível desde o entardecer até ao amanhecer
Saturno nasce sobre o horizonte leste ao entardecer e põe-se a oeste depois do nascer do Sol.
Para o observar perto do seu ponto mais alto, olhe depois da meia-noite para o céu a sul no Hemisfério Norte ou para o céu a norte no Hemisfério Sul. Brilha com uma magnitude de cerca de 0,4–0,5 e parece um ponto amarelado.
Urano: um alvo noturno para observar com binóculos
Urano permanece no céu desde uma hora avançada da noite até ao amanhecer. Com uma magnitude de cerca de 5,7, é melhor observado com binóculos ou um telescópio e parece um ténue ponto azul-esverdeado.
Urano atinge uma boa altitude antes do amanhecer na maioria dos locais setentrionais e tropicais. A Lua passa nas proximidades em 3 de setembro, mas a sua luz tornará Urano mais difícil de ver. Utilize Star Walk 2 para identificar a posição exata do planeta.
Neptuno: é necessário um instrumento óptico
Neptuno nasce no início da noite na constelação de Peixes e permanece visível durante a maior parte da noite. Com uma magnitude de 7,7, é demasiado ténue para ser visto a olho nu. É necessário um telescópio com uma ampliação moderada para revelar o seu minúsculo disco azulado; uma aplicação de observação do céu ajudará a localizar o planeta.
Saturno, mais brilhante, pode ajudar a encontrar a região certa do céu: os dois planetas permanecem separados por cerca de 10° — aproximadamente a largura de um punho fechado com o braço estendido. Neptuno aproxima-se da oposição em 26 de setembro, por isso as suas condições de observação continuam a melhorar. No entanto, a Lua Cheia próxima iluminará o céu nessa altura, tornando Neptuno mais difícil de ver.
Planetas visíveis de manhã: Marte e Júpiter
Marte: visível antes do amanhecer
Marte é visível antes do nascer do Sol, brilhando com uma magnitude de cerca de 1,2. A sua cor avermelhada ajuda a distingui-lo, embora Marte seja menos brilhante do que Júpiter e Vénus.
Em 6 de setembro, uma Lua minguante passa perto de Marte. Olhe para leste antes do nascer do Sol para encontrar o planeta vermelho junto à Lua.
Júpiter: emerge do brilho do Sol
Júpiter é um alvo matinal fácil durante a primeira metade de setembro. Brilha com uma magnitude de cerca de −1,8 e nasce mais cedo a cada dia. Observe acima do horizonte leste antes do nascer do Sol.
O planeta está mais bem posicionado para os observadores no Hemisfério Norte e nos trópicos. Permanece mais baixo no céu nas latitudes médias do sul e pode ser difícil de ver mais a sul. Em 8 de setembro, um fino crescente lunar passa muito perto de Júpiter. A partir de determinados locais, a Lua passará diretamente em frente do planeta numa ocultação lunar.
Qual é a estrela brilhante a oeste depois do pôr do Sol?
A «estrela» brilhante a oeste depois do pôr do Sol é provavelmente Vénus — desde que esteja acima do seu horizonte local. É, de longe, o planeta mais brilhante ao entardecer durante a primeira metade de setembro de 2026; Mercúrio está mais baixo e é muito menos brilhante.
Qual é o ponto brilhante antes do nascer do Sol?
O planeta mais brilhante antes do nascer do Sol é Júpiter, acima do horizonte leste. Marte, avermelhado, é visível nas proximidades ao longo do mesmo arco amplo, enquanto Saturno fica mais a oeste e permanece visível desde o entardecer até ao amanhecer.
Como encontrar e identificar planetas no céu
Não é necessário um telescópio caro para começar a explorar o céu noturno.
Cinco planetas — Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno — podem ser vistos a olho nu, muitas vezes até mesmo a partir de uma cidade. Os equipamentos ópticos podem revelar mais detalhes, mas não são necessários para identificar os planetas mais brilhantes. Veja como encontrá-los.
Procure pontos brilhantes
Quando estão visíveis, Vénus e Júpiter são geralmente mais brilhantes do que qualquer estrela no céu noturno, e Marte pode superar o brilho da maioria das estrelas perto da oposição. No entanto, a olho nu, tanto as estrelas como os planetas costumam parecer pontos não resolvidos — os planetas não parecem visivelmente maiores.
O brilho é uma pista útil, mas não é uma prova: estrelas brilhantes como Sírio, Arcturo e Vega podem ser igualmente evidentes. Verifique se o objeto está perto da eclíptica e se brilha de forma relativamente estável.
Os astrónomos utilizam uma escala de magnitude para medir o brilho aparente de um objeto. Nesta escala, os objetos mais brilhantes têm valores mais baixos ou até negativos. Por exemplo:
- Sol: cerca de magnitude −26,7
- Lua Cheia: cerca de magnitude −12,7
- Sírio: magnitude −1,46 (a estrela mais brilhante do céu noturno)
Ao contrário das estrelas, o brilho dos planetas muda consoante a sua posição em relação à Terra e ao Sol. Estes são os intervalos aproximados de magnitude dos planetas do Sistema Solar. Os valores extremos de Mercúrio e Vénus podem ocorrer quando os planetas estão demasiado perto do Sol para serem observados em segurança.
- Vénus: de cerca de magnitude −4,9 a −3,0
- Júpiter: de cerca de magnitude −2,9 a −1,7 (normalmente, o segundo planeta mais brilhante)
- Marte: de cerca de magnitude −2,9 a +1,9
- Mercúrio: de cerca de magnitude −2,5 a +7,2
- Saturno: de cerca de magnitude −0,6 a +1,2
- Urano: de cerca de magnitude +5,3 a +6,0 (normalmente requer binóculos)
- Neptuno: de cerca de magnitude +7,7 a +8,0 (requer binóculos ou um telescópio)
Verifique se o objeto cintila
As estrelas normalmente cintilam, enquanto os planetas brilham de forma mais estável. Isto acontece porque as estrelas estão muito mais distantes e, por isso, parecem fontes de luz pontuais. As massas de ar em movimento na atmosfera terrestre desviam continuamente a sua luz, provocando mudanças rápidas no brilho aparente, na cor e na posição. Os planetas estão muito mais próximos e, portanto, aparecem como discos minúsculos, pelo que estas distorções atmosféricas tendem a compensar-se e a sua luz parece geralmente mais estável.
Mas a cintilação é apenas uma pista — não é um teste 100% fiável. Um planeta pode cintilar de forma percetível quando está baixo sobre o horizonte, onde a sua luz atravessa uma maior quantidade de atmosfera, ou quando o ar está particularmente turbulento. Uma estrela alta no céu pode parecer relativamente estável.
Para conhecer a explicação completa sobre porque é que as estrelas cintilam, consulte o nosso artigo detalhado.
Procure planetas perto da Lua
Uma das formas mais fáceis de localizar um planeta é utilizar a Lua como guia. Todos os meses, os planetas passam perto dela no céu; os astrónomos chamam a este fenómeno aproximação. Uma «estrela» brilhante e relativamente estável perto da Lua pode ser um planeta. Como a Lua também passa perto de estrelas brilhantes, confirme o objeto com um mapa do céu.
Para saber quando um planeta voltará a passar perto da Lua, consulte o nosso artigo atualizado regularmente.

Procure encontros ou alinhamentos planetários
De tempos a tempos, os planetas parecem estar muito próximos uns dos outros no céu. Um planeta brilhante pode servir de guia para encontrar outro mais ténue — por exemplo, quando Vénus passa perto de Urano. Se ambos os planetas forem suficientemente brilhantes, o encontro poderá ser visível sem instrumentos ópticos.
Ainda mais impressionantes são os alinhamentos planetários, quando vários planetas aparecem ao mesmo tempo ao longo da eclíptica. Podem estender-se por um arco amplo em vez de se agruparem numa área pequena, mas os alinhamentos continuam a proporcionar uma boa oportunidade para encontrar vários planetas numa única sessão de observação.
O próximo alinhamento planetário ocorrerá por volta de 14 de novembro de 2026. Antes do nascer do Sol, Mercúrio, Vénus, Marte e Júpiter irão reunir-se no céu.
Saiba mais: Alinhamento planetário em novembro de 2026

Procure ao longo da eclíptica
Todos os planetas permanecem perto da eclíptica — o percurso anual aparente do Sol em relação às estrelas de fundo.
Veja como encontrar a região geral:
- Procure a faixa das constelações do zodíaco no céu.
- Utilize a Lua como outro guia: ela também permanece perto da eclíptica.
- Trace um arco amplo através dos planetas e das constelações zodiacais que já consegue identificar.
À noite, procure ao longo desse arco. Mercúrio e Vénus permanecem sempre relativamente perto do Sol no céu, por isso aparecem antes do amanhecer ou depois do pôr do Sol.
Importante: nunca olhe diretamente para o Sol — pode causar danos permanentes nos olhos!

O ângulo da eclíptica em relação ao horizonte depende da sua latitude, do hemisfério, da estação do ano e da hora da noite.
Os planetas são «errantes»
Outra forma de confirmar se está a observar um planeta ou uma estrela consiste em acompanhar a sua posição durante várias noites ou semanas. Um planeta desloca-se gradualmente em relação às estrelas de fundo, embora os planetas exteriores possam mover-se demasiado devagar para que a mudança seja evidente de uma noite para a outra.
Utilize um mapa do céu interativo
Uma aplicação de mapa do céu pode confirmar o que encontrou. A aplicação gratuita Star Walk 2 inclui um modo Planet Walk que destaca os planetas e facilita a sua distinção das estrelas. Abra o Menu, selecione Planetas e toque em Planet Walk. O mapa em tempo real destaca todos os planetas, e o painel na parte inferior permite aceder diretamente a qualquer um deles.

Se quiser experimentar alternativas, utilize Night Sky, SkySafari ou Stellarium. Algumas aplicações são totalmente gratuitas, enquanto outras exigem um pagamento inicial ou oferecem funcionalidades adicionais através de compras na aplicação. Para uma comparação rápida do que cada aplicação oferece gratuitamente, consulte o nosso artigo sobre as melhores aplicações de astronomia de 2026.
Dicas para observar cada planeta
Mercúrio: o planeta esquivo
Mercúrio é um planeta interior cuja órbita fica mais perto do Sol do que a da Terra. Isto significa que, no nosso céu, Mercúrio nunca fica muito longe do Sol; a sua maior separação angular varia entre cerca de 18° e 28°. Esta separação máxima chama-se elongação máxima e geralmente proporciona a melhor oportunidade de observação. Contando as elongações orientais e ocidentais, Mercúrio atinge a elongação máxima seis ou sete vezes por ano.
Para encontrar Mercúrio, observe a baixa altura sobre o horizonte oeste logo depois do pôr do Sol ou a baixa altura a leste pouco antes do nascer do Sol. Para verificar se atualmente é um objeto matinal, vespertino ou se não está visível, consulte a visibilidade diária do planeta na aplicação gratuita Star Walk 2.

A janela de observação de Mercúrio costuma ser curta e varia muito consoante a sua latitude, a estação do ano e a elongação do planeta. Um telescópio pequeno pode revelar o minúsculo disco de Mercúrio e as suas fases, mas utilize instrumentos ópticos apenas quando o Sol estiver em segurança abaixo do horizonte. Ao entardecer, espere pelo pôr do Sol; de manhã, pare de observar bastante antes do nascer do Sol. Nunca explore a região próxima do Sol com binóculos ou um telescópio.
Mercúrio é muitas vezes ignorado, mas é um dos planetas mais surpreendentes do Sistema Solar. Faça o teste e descubra quanto sabe realmente sobre este pequeno e misterioso planeta!

Vénus: a estrela da manhã e da tarde
Vénus é o planeta mais brilhante que pode ser visto a olho nu. Coberto por nuvens altamente refletoras, Vénus parece excecionalmente brilhante no nosso céu e, por vezes, pode ser visto durante o dia por observadores experientes que sabem exatamente onde procurar. Nunca o procure com binóculos ou um telescópio enquanto o Sol estiver acima do horizonte.
Tal como a Lua, Vénus passa por diferentes fases. Atinge o seu brilho máximo quando tem a forma de crescente: embora uma parte menor da sua superfície esteja iluminada, o seu maior tamanho aparente à medida que se aproxima da Terra mais do que compensa essa diferença. Um telescópio pequeno mostra as fases de forma fiável; binóculos com grande ampliação e firmemente montados podem revelar um crescente pronunciado em boas condições.
Tal como Mercúrio, Vénus é um planeta interior e nunca aparece muito longe do Sol no nosso céu. A distância aparente máxima de Mercúrio ao Sol é de cerca de 28°, enquanto Vénus pode atingir cerca de 48°. Os planetas exteriores podem aparecer a 180° do Sol durante a oposição.
Quando Vénus aparece perto da Lua, o par é fácil de ver até mesmo a partir de cidades com poluição luminosa. Para descobrir quando ocorrerá o próximo encontro entre a Lua e Vénus, consulte o nosso artigo atualizado regularmente.

Como Vénus é tão brilhante, muitas pessoas confundem-no com um avião — ou até com um OVNI. Consulte o nosso infográfico para conhecer outros objetos naturais e artificiais que são frequentemente identificados de forma incorreta no céu.

Marte: o planeta vermelho
Marte tem um brilho avermelhado que o torna fácil de reconhecer quando o planeta está brilhante. O seu brilho aparente varia muito consoante a sua posição no Sistema Solar e costuma atingir o máximo perto da oposição. Isto acontece aproximadamente a cada 26 meses, quando a Terra passa entre Marte e o Sol.
Marte atingirá a sua próxima oposição em 19 de fevereiro de 2027 e fará a sua maior aproximação à Terra por volta de 20 de fevereiro. Nessa altura, brilhará com uma magnitude de cerca de −1,2 e apresentará um diâmetro aparente de aproximadamente 13,8 segundos de arco. Em meados de julho de 2027, estará cerca de nove vezes menos brilhante e terá apenas 40% do diâmetro aparente que apresentava perto da oposição.

Os binóculos mostram Marte como um ponto laranja brilhante, não como um disco resolvido. Um telescópio com uma ampliação moderada a elevada pode revelar o seu disco; perto de oposições favoráveis e com uma atmosfera estável, também poderá vislumbrar uma calota polar ou marcas escuras na superfície.
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Júpiter: o maior planeta com luas visíveis
Júpiter é o maior planeta do nosso Sistema Solar e um dos objetos mais brilhantes do céu noturno. Depois de Vénus, é geralmente o segundo planeta mais brilhante; quando Vénus se põe, Júpiter é muitas vezes o planeta mais brilhante que permanece no céu. Júpiter ficará mais brilhante no final de 2026 à medida que se aproxima da oposição em 11 de fevereiro de 2027.
Até mesmo um telescópio pequeno permite observar Júpiter e os seus quatro maiores satélites — Io, Europa, Ganimedes e Calisto — conhecidos como luas galileanas. Binóculos mantidos firmes ou montados num tripé também podem revelar uma ou mais destas luas, que mudam de posição de uma noite para a outra. Para localizá-las numa determinada noite, experimente a aplicação Star Walk 2 (este tipo de objeto requer uma compra na aplicação) ou a aplicação Sky Tonight, onde todos os objetos espaciais estão disponíveis gratuitamente.
No Hemisfério Norte, Júpiter pode por vezes ser confundido com Sírio, a estrela mais brilhante do céu noturno. Sírio é especialmente evidente nas noites de inverno, mas fica longe da eclíptica e normalmente cintila mais intensamente do que Júpiter.

Para observar a Grande Mancha Vermelha — uma enorme tempestade em Júpiter — utilize um telescópio com uma ampliação de cerca de 100 vezes ou mais, aguarde condições atmosféricas estáveis e verifique se a mancha está voltada para a Terra no momento da observação.
Como sabe, Júpiter é o maior planeta do nosso Sistema Solar. Mas qual é exatamente o seu tamanho? Quantas Terras caberiam dentro deste gigante gasoso? Faça o nosso teste e descubra!

Saturno: o rei dourado dos anéis e das luas
Saturno brilha com uma tonalidade amarelo-dourada característica e é facilmente visível a olho nu. Para o encontrar, procure um ponto de luz amarelado e estável, normalmente menos brilhante do que Vénus ou Júpiter.

Um telescópio pequeno mostra os famosos anéis de Saturno, embora a sua inclinação aparente mude ao longo do tempo. Em setembro de 2026, os anéis estão inclinados num ângulo reduzido em relação à nossa linha de visão e parecem invulgarmente finos. A Divisão de Cassini requer uma ampliação maior e boas condições atmosféricas; não é garantido que seja visível em todos os telescópios pequenos.
Através de um telescópio, também poderá vislumbrar Titã, a lua mais brilhante de Saturno. Com aberturas maiores, outras luas — Reia, Dione, Tétis e Encélado — tornam-se visíveis, cada uma como um minúsculo ponto de luz estável perto do planeta.
Até que ponto conhece o rei dos anéis e das luas? Faça o nosso teste e descubra.

Urano: um ponto azul-pálido
Urano encontra-se perto do limite de visibilidade a olho nu. Sob um céu muito escuro — aproximadamente classe 3 na escala de Bortle ou mais escuro —, um observador com uma visão excelente poderá vislumbrá-lo se conhecer a sua posição exata, mas os binóculos são muito mais práticos. Um telescópio pequeno com uma ampliação moderada pode mostrar um minúsculo disco azul-esverdeado pálido.

O momento mais conveniente para procurar Urano é quando se encontra perto de um objeto de referência brilhante, como uma estrela brilhante, um planeta ou a Lua. No entanto, tenha em conta que uma Lua brilhante nas proximidades pode ofuscar o ténue brilho de Urano.
A maioria dos telescópios amadores não consegue resolver os anéis nem os detalhes da superfície de Urano. No entanto, os instrumentos de médio a grande porte podem revelar as duas maiores luas do planeta — Titânia e Oberon — como pontos de luz ténues e separados.
Neptuno: o planeta mais distante do Sol
Neptuno é o planeta mais difícil de observar. É demasiado ténue para ser visto a olho nu, por isso utilize binóculos ou um telescópio juntamente com um mapa estelar detalhado ou uma aplicação de observação do céu. Através de binóculos, Neptuno parece uma estrela ténue; é necessário um telescópio com uma ampliação moderada para revelar o seu minúsculo disco azulado. Os seus anéis e detalhes atmosféricos estão fora do alcance dos equipamentos amadores comuns. Com um telescópio de médio a grande porte e condições excelentes, poderá conseguir vislumbrar a sua maior lua, Tritão, como um ténue ponto de luz.

Perguntas frequentes sobre os planetas visíveis esta noite
Que planetas estão visíveis esta noite?
De 1 a 15 de setembro de 2026, Vénus é o planeta mais fácil de observar ao entardecer nos locais onde está visível, enquanto Saturno pode ser visto durante a maior parte da noite. Marte e Júpiter aparecem antes do nascer do Sol. Mercúrio é um alvo difícil ao entardecer; Urano é melhor observado com instrumentos ópticos, enquanto Neptuno exige o seu uso. Para obter informações exatas para a sua localização, utilize Star Walk 2 e verifique o que está acima do seu horizonte neste momento.
Porque é que os planetas não cintilam como as estrelas?
Os planetas costumam brilhar com uma luz mais estável do que as estrelas porque estão muito mais perto da Terra e parecem discos minúsculos em vez de pontos, pelo que as flutuações atmosféricas se compensam. Se um objeto brilhante perto da eclíptica não cintilar muito, poderá ser um planeta — mas os planetas também podem cintilar quando estão baixos sobre o horizonte.
É possível ver Urano ou Neptuno a olho nu?
Tecnicamente, Urano é visível a olho nu sob um céu muito escuro, mas é extremamente ténue e fácil de ignorar. Serão necessárias condições de observação excelentes e saber exatamente onde procurar. Neptuno é demasiado ténue para ser visto a olho nu e requer binóculos ou um telescópio.
Como saber se estou a observar Vénus ou Júpiter?
Vénus é geralmente muito mais brilhante do que Júpiter e aparece frequentemente baixo sobre o horizonte pouco depois do pôr do Sol ou antes do nascer do Sol. Júpiter também é muito brilhante, mas pode permanecer visível durante uma parte maior da noite e aparecer mais alto no céu, dependendo da estação. Ambos costumam brilhar de forma mais estável e cintilar menos do que as estrelas.
Para os identificar com toda a certeza, aponte o telemóvel para o objeto utilizando Star Walk 2.
Porque é que a visibilidade dos planetas depende da minha localização?
A visibilidade dos planetas depende da sua localização porque o céu parece diferente a partir de diferentes lugares da Terra. A latitude influencia a altitude que um planeta atinge e a inclinação com que a sua trajetória encontra o horizonte. A longitude determina a hora local do seu nascimento e ocaso, enquanto o fuso horário determina a hora apresentada no relógio para esses momentos. Edifícios, montanhas, árvores, crepúsculo, poluição luminosa e condições meteorológicas podem esconder um planeta mesmo quando este está tecnicamente acima do horizonte.
Dicas para observar os planetas: resumo
Não precisa de equipamentos caros para explorar o nosso Sistema Solar — basta sair e procurar pontos brilhantes que emitam uma luz relativamente estável. Quando estão bem posicionados, Vénus, Júpiter, Saturno e Marte são fáceis de ver a olho nu; a visibilidade de Mercúrio depende muito da sua localização, da estação do ano e de estar no céu matinal ou vespertino. Também pode utilizar a Lua ou os encontros planetários como guias. Para obter ajuda adicional, utilize a aplicação gratuita Star Walk 2 para identificar planetas em tempo real.
Mais eventos planetários
Para conhecer mais eventos planetários futuros, consulte:
