Júpiter explicado: os fatos alucinantes

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Júpiter explicado: os fatos alucinantes

Júpiter é um dos planetas mais brilhantes dos nossos céus e o maior e mais massivo planeta do Sistema Solar. Ele possui anéis fracos, numerosas luas e uma superfície instável. Há algo mais? Fizemos um resumo geral de Júpiter e reunimos todos os fatos alucinantes sobre esse vasto planeta. Divirta-se!

Índice

Fatos sobre o planeta Júpiter

  • Tipo de planeta: gigante gasoso
  • Raio: 69.911 km
  • Massa: 1,8982×10^27 kg
  • Afélio: 817 milhões de km
  • Periélio: 741 milhões de km
  • Distância média da Terra: 778 milhões de km
  • Temperatura da superfície: −145 ℃
  • Duração do dia solar: 9 h 55 m 33 s
  • Duração do dia sideral: 9 h 55 m 30 s
  • Duração do ano: 11,8618 anos terrestres
  • Idade: 4,603 bilhões de anos
  • Batizado em homenagem a: deus romano do céu e do trovão

Qual é o tamanho de Júpiter?

Júpiter é considerado o planeta gigante ou o planeta joviano, junto com Saturno, Urano e Netuno. Quando os antigos astrônomos batizaram Júpiter em homenagem ao governante romano de todos os deuses, eles não tinham ideia de que seu enorme tamanho superava os dos outros planetas. Mesmo assim, deram um nome muito adequado.

Tamanho de Júpiter

Com um raio de 69.911 km, Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. Em comparação, o segundo maior, Saturno, tem um raio de 58.232 km. Júpiter também é o planeta mais massivo: tem mais de duas vezes a massa de todos os outros planetas combinados.

Quantas Terras cabem dentro de Júpiter?

Está difícil imaginar algo tão grande quanto Júpiter? Digamos que seriam necessárias mais de 1.300 Terras para construir um único Júpiter. Se o gigante gasoso fosse do tamanho de uma bola de basquete, a Terra seria do tamanho de uma uva.

A órbita e a rotação de Júpiter

Cada planeta leva um certo tempo para completar uma órbita em torno do Sol e uma rotação em torno do próprio eixo. Como vivemos na Terra, consideramos os dias (24 horas) e os anos (365,25 dias) locais como padrão. Vejamos como Júpiter difere do nosso planeta.

Qual é a duração de um dia em Júpiter?

Apesar de ser o maior planeta, Júpiter também é o planeta que gira mais rápido no Sistema Solar; portanto, tem os dias mais curtos. Um dia em Júpiter dura pouco menos de 10 horas — o tempo exato varia de 9 horas e 56 minutos ao redor dos polos a 9 horas e 50 minutos perto do equador. A razão por trás dessa diferença é que Júpiter é um planeta gasoso e não gira como uma esfera sólida. Em vez disso, seu equador gira ligeiramente mais rápido do que as regiões polares, o que leva à diferença na duração do dia em diferentes áreas.

Qual é a duração de um ano em Júpiter?

Um único ano joviano dura 11,8618 anos terrestres ou 4.332,59 dias terrestres. Em comparação, o segundo maior planeta, Saturno, tem um período orbital de cerca de 29 anos terrestres, e o menor, Mercúrio, gira em torno do Sol a cada 88 dias terrestres.

A que distância está Júpiter?

Júpiter é o quinto planeta a partir do Sol: Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte estão entre eles. Há, também, o cinturão de asteroides localizado aproximadamente no meio das órbitas de Marte e Júpiter.

Qual é a distância entre Júpiter e o Sol?

O gigante gasoso está a 5,2 UA do Sol ou 778 milhões de quilômetros de distância. Em comparação, Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, está a 0,4 UA ou cerca de 58 milhões de km de distância da nossa estrela. Lembrete rápido: uma unidade astronômica (UA) é a distância entre o Sol e a Terra.

Qual é a distância entre Júpiter e a Terra?

A distância entre os planetas está sempre mudando, porque eles se movem ao longo de suas órbitas. Júpiter está a apenas 588 milhões de km de distância quando está mais próximo do nosso planeta e a 968 milhões de km no seu ponto mais distante.

Quanto tempo leva para chegar a Júpiter?

Se você quiser fazer um sobrevoo simples, levará cerca de 550 a 650 dias, como aconteceu com a espaçonave Voyager: a Voyager 1 levou apenas 546 dias, e a Voyager 2, 688. No entanto, se realmente pretender entrar na órbita de Júpiter, precisará estar indo devagar o suficiente quando chegar ao planeta. Por exemplo, a duração do voo da espaçonave Galileo, da NASA, foi de 2.242 dias antes de finalmente chegar a Júpiter.

Do que Júpiter é feito?

Júpiter não tem uma superfície sólida; sua atmosfera simplesmente fica mais densa à medida que você desce, fazendo a transição para uma camada líquida em torno de um pequeno núcleo. Em poucas palavras, significa que a atmosfera de Júpiter compõe quase todo o planeta. Júpiter (e sua atmosfera) consiste em cerca de 90% de hidrogênio e 10% de hélio — uma composição muito semelhante à do Sol.

Formação de Júpiter

Como outros planetas do Sistema Solar, Júpiter se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando a gravidade juntou gás e poeira para criar o gigante gasoso. O planeta recebeu a maior parte da massa que sobrou após a formação do Sol e ficou com mais do que o dobro do material combinado dos outros corpos do Sistema Solar. Cerca de 4 bilhões de anos atrás, Júpiter se acomodou em sua posição atual como o quinto planeta a partir do Sol.

Estrutura de Júpiter

Ainda não sabemos ao certo como é o núcleo de Júpiter. Pode consistir em materiais sólidos ou ser uma sopa densa, espessa e fervente. O que sabemos é que o núcleo é cercado por uma camada de hidrogênio metálico líquido que se estende por 90% do diâmetro do planeta.

Superfície de Júpiter

Esse gigante gasoso não tem a superfície rígida que temos na Terra. O planeta é composto principalmente por gases e líquidos em um turbilhão. Não é possível pousar uma espaçonave nele nem pilotá-la através do planeta devido às pressões e temperaturas extremas que vão esmagá-la, derretê-la e vaporizá-la.

O que é a Grande Mancha Vermelha em Júpiter?

A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade gigante com cerca de duas vezes a largura da Terra localizada no Hemisfério Sul de Júpiter. Ela consiste em nuvens de cor carmesim que giram no sentido anti-horário a uma velocidade superior à de qualquer tempestade na Terra.

Essa tempestade foi observada pela primeira vez em 1878; entretanto, Gian Domenico Cassini, em 1665, mencionou uma “tempestade permanente”, que se acredita ser a Grande Mancha Vermelha. Essa tempestade de longa duração pode ser explicada pela ausência de uma superfície sólida em Júpiter. Na Terra, os furacões se desintegram quando atingem terreno sólido, mas simplesmente não existe solo para colidir com a Mancha Vermelha.

Contudo, a Grande Mancha Vermelha tem diminuído ao longo dos anos: de uma extensão de cerca de 40.000 km em 1879 para quase 15.000 km em 2021. As razões para isso são desconhecidas.

As luas de Júpiter

Júpiter e seus numerosos satélites se assemelham a um Sistema Solar em miniatura e são de grande interesse científico para astrônomos de todo o mundo.

Quantas luas tem Júpiter?

Júpiter tem 79 luas: 53 delas têm nome e 26 estão aguardando um nome oficial. A maioria delas é pequena: cerca de 60 satélites têm menos de 10 km de diâmetro. O número de luas está sempre mudando; em 2003, os astrônomos descobriram 23 luas novas; então, em 2018, foram encontradas mais 12 luas jovianas. Em 2021, Júpiter está perdendo para Saturno no número de satélites; de acordo com a NASA, o planeta anelado tem 82 luas.

Quais são as 4 maiores luas de Júpiter?

As quatro maiores luas de Júpiter são Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Elas são chamadas de “satélites galileanos” em homenagem a seu descobridor e são tão notáveis quanto o próprio Júpiter.

A maior delas, Ganimedes, é maior que Mercúrio e é conhecida como o satélite mais gigantesco do Sistema Solar. Ela até tem o seu próprio campo magnético! Europa, por sua vez, tem um potencial muito alto de ser habitável: há evidências de um vasto oceano logo abaixo de sua superfície gelada. Acredita-se que tenha o dobro de água da Terra. Io é o corpo com maior atividade vulcânica do Sistema Solar, com centenas de vulcões.

Calisto, que tem aproximadamente o mesmo tamanho de Mercúrio (99% de seu diâmetro, para ser exato), é o terceiro maior satélite do nosso Sistema Solar e pode parecer sem graça comparado com as outras três luas. No entanto, na década de 1990, a espaçonave Galileo, da NASA, revelou que pode haver um oceano salgado abaixo da superfície de Calisto.

Os anéis de Júpiter

O sistema de anéis jovianos foi o terceiro sistema de anéis descoberto no Sistema Solar, depois dos de Saturno e Urano. Os anéis de Júpiter são fracos e consistem principalmente em poeira; provavelmente são sobras do bombardeio de meteoros em luas de Júpiter.

Quantos anéis tem Júpiter?

Júpiter tem quatro anéis: um tênue anel halo, mais próximo do planeta; um anel principal relativamente brilhante, mas muito fino; e dois anéis Gossamer largos e espessos: Amalteia e Tebe. Os dois últimos têm o nome das luas que fornecem o material para os anéis. Você pode dar uma olhada no mosaico do sistema de anéis de Júpiter para entendê-lo melhor.

Os anéis de Júpiter são visíveis?

Você certamente não verá os anéis de Júpiter a olho nu, pois são muito fracos e tênues. Para observações terrestres, são necessários os maiores telescópios que existem. Mesmo do espaço, eles são visíveis apenas quando vistos por trás de Júpiter e quando estão iluminados pelo Sol ou quando são vistos diretamente no infravermelho.

Missões a Júpiter

Desde 1973, nove espaçonaves visitaram Júpiter. Vamos falar sobre as mais notáveis.

A primeira foi a Pioneer 10, da NASA, que forneceu centenas de fotos de Júpiter e coletou algumas medições. A Pioneer 11, em 1974, chegou três vezes mais perto do planeta do que sua antecessora.

Em 1979, a famosa espaçonave Voyager descobriu o sistema de anéis jovianos e tirou milhares de fotos de nuvens e tempestades no planeta. Essas fotos também mostraram que a misteriosa Grande Mancha Vermelha é uma tempestade gigantesca. Além disso, Voyager 1 e 2 descobriram dezenas de vulcões na lua Io de Júpiter — os primeiros vulcões ativos encontrados em outro objeto espacial.

A sonda Galileo, da NASA, tornou-se a primeira espaçonave a entrar na órbita de Júpiter; ela chegou ao planeta em 1995. A missão Galileo, entre muitas outras coisas, examinou a atmosfera de Júpiter e seu imenso campo magnético, e estudou de perto as luas galileanas. Vários anos depois, em 2000, a [espaçonave Cassini], que estava indo para Saturno, tirou algumas das melhores fotos que temos de Júpiter.

A segunda espaçonave a entrar na órbita de Júpiter chama-se Juno. Ela chegou a Júpiter em 2016 e vai explorar o gigante gasoso até setembro de 2025 ou até o fim da vida da espaçonave.

Próximos eventos

Fique a par dos futuros eventos que vão ocorrer com Júpiter no céu.

20 de agosto: Júpiter em oposição

Em 20 de agosto de 2021, à 00:00 GMT, Júpiter alcançará a oposição. Em outras palavras, a Terra voará entre o gigante gasoso e o Sol, ou seja, Júpiter estará do lado oposto do Sol em nossos céus. Para observadores da Terra, o momento próximo da oposição é perfeito para visualizar o planeta, pois ele aparecerá no auge de seu tamanho e brilho. A propósito, apenas cinco horas depois, às 5:00 GMT, o planeta chegará ao seu ponto mais próximo da Terra.

Não desanime se você perder a noite da oposição! Ela apenas marca o meio do melhor momento de observação, então você terá mais algumas semanas! Localize Júpiter no céu com a ajuda dos nossos aplicativos de astronomia.

18 de outubro: Júpiter encerra o movimento retrógrado

Em 18 de outubro de 2021, às 5:13 GMT, Júpiter retornará ao seu movimento usual para o oeste, encerrando seu movimento retrógrado. Nessa noite, o planeta estará posicionado na constelação de Capricórnio e brilhará com uma magnitude aparente de -2,6.

Dúvidas frequentes

De que cor é Júpiter?

Júpiter é um planeta com uma cor muito bonita, coberto por nuvens principalmente brancas, laranja, marrons e vermelhas; a Grande Mancha Vermelha tem uma cor marrom-avermelhada.

Quem descobriu Júpiter?

Júpiter era conhecido desde os tempos antigos, mas a primeira pessoa que forneceu observações detalhadas foi Galileu Galilei, em 1610.

Qual é a aparência de Júpiter?

Júpiter é um gigante gasoso coberto por faixas de nuvens rodopiantes. Parece um ponto muito brilhante a olho nu em nossos céus, e um pequeno telescópio o mostrará como um planeta de cor branca ou creme.

Seres humanos podem viver em Júpiter?

Bem, pousar em Júpiter é uma má ideia para os seres humanos. A palavra “pouso”, por si só, não é muito apropriada, já que não existe terra sólida em Júpiter. Você cairia dentro do planeta até chegar ao seu núcleo, vivenciando uma pressão mil vezes mais forte do que na Terra no seu caminho.

O que há entre Marte e Júpiter?

Existe o cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter. Essa região em forma de donut contém corpos sólidos e irregulares de diferentes tamanhos e formas chamados de asteroides e planetas menores.

Onde está Júpiter no céu?

A maneira mais fácil de localizar Júpiter no céu é usando aplicativos de observação de estrelas. Abra o campo de busca, digite “Júpiter” e toque no resultado correspondente. O aplicativo mostrará a posição do planeta no céu.

Você sabia?

  • Júpiter não tem estações devido a uma inclinação muito pequena, de apenas 3 graus. Em vez disso, há muitas tempestades de longo prazo no planeta gigante gasoso.
  • Júpiter é uma estrela fracassada. Precisaria de mais de 70 vezes a sua massa atual para iniciar um processo de fusão nuclear e se tornar uma estrela verdadeira.
  • Júpiter tem o maior oceano do Sistema Solar — ele é feito de hidrogênio em vez de água.
  • Júpiter tem o campo magnético mais forte de qualquer planeta do Sistema Solar.

E isso foi tudo sobre Júpiter — desde seu tamanho até missões de exploração. Compartilhe o artigo nas redes sociais e veja nosso cartoon sobre o gigante gasoso que explica fatos sobre Júpiter em palavras simples.

Com votos de céus claros e boas observações!

Crédito Texto:
Crédito de imagem:Vito Technology, Inc.