Conjunção de planetas em 2026: quando ver planetas próximos no céu
Quais serão os próximos planetas a aparecer juntos no céu? Este guia apresenta as próximas conjunções e aproximações planetárias, as datas principais e o que será possível observar. Use a aplicação gratuita Sky Tonight para encontrar o melhor horário de observação na sua localização.
Índice
- Próxima conjunção planetária: quando ver planetas próximos no céu?
- O que é uma conjunção planetária?
- Como localizar planetas com Sky Tonight
- Conjunções planetárias: perguntas frequentes
- Conjunções planetárias de 2026–2027: o essencial
Próxima conjunção planetária: quando ver planetas próximos no céu?
Quer saber quando dois planetas voltarão a aparecer perto um do outro? Veja as próximas conjunções e aproximações planetárias, com datas e informações para preparar as suas observações.
| Data | Planetas | Separação mínima | Melhor período para observar | Visibilidade |
|---|---|---|---|---|
| 15–16 de novembro de 2026 | Júpiter e Marte | 1°11′ | Da madrugada ao amanhecer | 🟢 Boa |
| 31 de março de 2027 | Júpiter e Marte | 4°17′ | Após o pôr do sol | 🟢 Boa |
| 11 de abril de 2027 | Mercúrio e Neptuno | 0°57′ | Antes do nascer do sol | 🔴 Fraca |
| 19 de abril de 2027 | Mercúrio e Saturno | 0°33′ | Antes do nascer do sol | 🔴 Fraca |
| 24 de abril de 2027 | Vénus e Neptuno | 0°14′ | Antes do nascer do sol | 🔴 Fraca |
Legenda de visibilidade:
- 🟢 Boa — fáceis de encontrar em condições normais
- 🟡 Moderada — visíveis, mas podem exigir experiência ou auxílio óptico
- 🔴 Fraca — difíceis de observar devido às condições desfavoráveis
Estas classificações referem-se a locais favoráveis; noutras regiões, as condições podem ser piores. Mais abaixo encontrará as horas exatas, as distâncias angulares e as recomendações de observação de cada evento.
As horas e separações dos eventos são calculadas a partir do centro da Terra; as tabelas usam a perspectiva de cada cidade. As datas gerais seguem UTC. As horas dos eventos incluem também Portugal continental e Brasília; as tabelas usam a hora local de cada cidade.
Como interpretar os dados: A «hora da conjunção» é o momento em que os planetas têm a mesma ascensão reta. A «hora da aproximação máxima» é quando parecem estar mais próximos um do outro. As distâncias indicadas são separações angulares no céu. Como referência, a Lua Cheia tem cerca de 0,5° de diâmetro aparente; assim, uma separação de 1,5° equivale aproximadamente a três diâmetros da Lua Cheia.
15 de novembro: Júpiter perto de Marte

- Hora da conjunção: 15 nov. 02:42 UTC (15 nov. 02:42 WET (UTC+0); 14 nov. 23:42 UTC−3)
- Distância na conjunção: 1°14′
- Hora da aproximação máxima: 16 nov. 02:04 UTC (16 nov. 02:04 WET (UTC+0); 15 nov. 23:04 UTC−3)
- Distância na aproximação máxima: 1°11′
Por volta de 15 de novembro, Marte (mag. 0,7) e Júpiter (mag. −2,1) brilharão próximos no céu. Os dois nascerão a altas horas da noite e subirão até ao amanhecer. Será fácil encontrá-los a olho nu junto ao asterismo da Foice, na constelação de Leão. A tabela apresenta os intervalos da madrugada de 16 de novembro.
| Cidade | Fuso horário | Início da visibilidade | Fim da visibilidade | Melhor momento | Separação | Altura de Júpiter | Altura de Marte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Lisboa, Portugal | WET (UTC+0) | 16 nov. 01:00 | 16 nov. 06:50 | 16 nov. 01:45 | 1°12′ | 19° | 20° |
| Porto, Portugal | WET (UTC+0) | 16 nov. 00:55 | 16 nov. 06:50 | 16 nov. 01:45 | 1°12′ | 20° | 20° |
| Faro, Portugal | WET (UTC+0) | 16 nov. 00:55 | 16 nov. 06:40 | 16 nov. 01:45 | 1°12′ | 20° | 20° |
| São Paulo, Brasil | UTC−3 | 16 nov. 01:35 | 16 nov. 04:45 | 16 nov. 01:35 | 1°12′ | 11° | 10° |
| Rio de Janeiro, Brasil | UTC−3 | 16 nov. 01:20 | 16 nov. 04:35 | 16 nov. 01:20 | 1°12′ | 11° | 10° |
| Brasília, Brasil | UTC−3 | 16 nov. 01:30 | 16 nov. 05:05 | 16 nov. 01:30 | 1°12′ | 12° | 11° |
- Início da visibilidade: Ambos os planetas estão pelo menos 10° acima do horizonte e o Sol pelo menos 6° abaixo.
- Melhor momento: Momento de menor separação angular entre os planetas, vista da cidade indicada, dentro do intervalo da tabela.
- Fim da visibilidade: O intervalo termina quando um dos planetas desce abaixo da altura mínima ou o Sol sobe acima de −6°.
- Separação e alturas: A separação e as alturas correspondem ao melhor momento. As horas são locais, no formato de 24 horas e em intervalos de 5 minutos. O início é arredondado para mais tarde e o fim para mais cedo, para manter ambos dentro do período que cumpre os critérios.
31 de março de 2027: Júpiter perto de Marte

- Hora da aproximação máxima: 31 mar. 05:22 UTC (31 mar. 06:22 WEST (UTC+1); 31 mar. 02:22 UTC−3)
- Distância na aproximação máxima: 4°17′
No dia 31 de março, Júpiter (mag. −2,3) e Marte (mag. −0,4) aproximam-se, com uma separação aparente equivalente a cerca de três dedos de largura com o braço estendido. As ascensões retas permanecem diferentes durante todo o encontro, pelo que não haverá conjunção em ascensão reta. Procure-os pouco depois do pôr do sol, quando já estarão suficientemente altos para uma observação confortável. Marte ficará perto da parte curva da Foice de Leão, com o brilhante Júpiter nas proximidades, na constelação de Caranguejo (Câncer).
A tabela corresponde à noite de 30 para 31 de março. Os planetas podem já estar baixos no momento de menor separação; para uma observação mais confortável, escolha uma hora anterior dentro do intervalo.
| Cidade | Fuso horário | Início da visibilidade | Fim da visibilidade | Melhor momento | Separação | Altura de Júpiter | Altura de Marte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Lisboa, Portugal | WEST (UTC+1) | 30 mar. 20:25 | 31 mar. 04:25 | 31 mar. 04:25 | 4°17′ | 10° | 14° |
| Porto, Portugal | WEST (UTC+1) | 30 mar. 20:25 | 31 mar. 04:25 | 31 mar. 04:25 | 4°17′ | 10° | 14° |
| Faro, Portugal | WEST (UTC+1) | 30 mar. 20:20 | 31 mar. 04:15 | 31 mar. 04:15 | 4°17′ | 11° | 15° |
| São Paulo, Brasil | UTC−3 | 30 mar. 18:35 | 31 mar. 01:35 | 31 mar. 01:35 | 4°17′ | 10° | 14° |
| Rio de Janeiro, Brasil | UTC−3 | 30 mar. 18:20 | 31 mar. 01:20 | 31 mar. 01:20 | 4°17′ | 11° | 14° |
| Brasília, Brasil | UTC−3 | 30 mar. 18:40 | 31 mar. 01:50 | 31 mar. 01:50 | 4°17′ | 11° | 15° |
- Início da visibilidade: Ambos os planetas estão pelo menos 10° acima do horizonte e o Sol pelo menos 6° abaixo.
- Melhor momento: Momento de menor separação angular entre os planetas, vista da cidade indicada, dentro do intervalo da tabela.
- Fim da visibilidade: O intervalo termina quando um dos planetas desce abaixo da altura mínima ou o Sol sobe acima de −6°.
- Separação e alturas: A separação e as alturas correspondem ao melhor momento. As horas são locais, no formato de 24 horas e em intervalos de 5 minutos. O início é arredondado para mais tarde e o fim para mais cedo, para manter ambos dentro do período que cumpre os critérios.
11 de abril de 2027: Mercúrio perto de Neptuno

- Hora da conjunção: 11 abr. 12:02 UTC (11 abr. 13:02 WEST (UTC+1); 11 abr. 09:02 UTC−3)
- Distância na conjunção: 1°03′
- Hora da aproximação máxima: 11 abr. 18:17 UTC (11 abr. 19:17 WEST (UTC+1); 11 abr. 15:17 UTC−3)
- Distância na aproximação máxima: 0°57′
No dia 11 de abril, Mercúrio (mag. −0,5) aparecerá perto de Neptuno (mag. 7,8) antes do amanhecer. A dupla estará a apenas cerca de 17° do Sol, pelo que Neptuno ainda ficará abaixo do horizonte no início do crepúsculo astronómico matutino, quando o Sol está 18° abaixo do horizonte. Quando Neptuno subir mais, o céu já estará a clarear.
Mercúrio poderá continuar visível a olho nu no crepúsculo, e o brilhante Vénus (mag. −3,9) também aparecerá perto no céu da manhã. Neptuno, porém, será extremamente difícil de identificar, mesmo com um telescópio. Se usar equipamento óptico, termine a observação com bastante antecedência em relação ao nascer do sol e nunca aponte um telescópio ou binóculos para perto do Sol.
19 de abril de 2027: Mercúrio perto de Saturno

- Hora da aproximação máxima: 19 abr. 12:35 UTC (19 abr. 13:35 WEST (UTC+1); 19 abr. 09:35 UTC−3)
- Distância na aproximação máxima: 0°33′
- Hora da conjunção: 19 abr. 16:10 UTC (19 abr. 17:10 WEST (UTC+1); 19 abr. 13:10 UTC−3)
- Distância na conjunção: 0°37′
No dia 19 de abril, Mercúrio (mag. −1,1) aparecerá ao lado de Saturno (mag. 0,7) antes do amanhecer. Embora ambos tenham brilho suficiente para serem vistos a olho nu, encontrá-los no crepúsculo luminoso poderá ser extremamente difícil. Os observadores do Hemisfério Sul terão uma oportunidade ligeiramente melhor; nas latitudes do norte, os dois astros nascerão quase ao mesmo tempo que o Sol.
24 de abril de 2027: Vénus perto de Neptuno

- Hora da conjunção: 24 abr. 08:52 UTC (24 abr. 09:52 WEST (UTC+1); 24 abr. 05:52 UTC−3)
- Distância na conjunção: 0°15′
- Hora da aproximação máxima: 24 abr. 10:52 UTC (24 abr. 11:52 WEST (UTC+1); 24 abr. 07:52 UTC−3)
- Distância na aproximação máxima: 0°14′
No dia 24 de abril, uma dupla invulgar aparecerá antes do amanhecer: Vénus (mag. −3,9), o planeta mais brilhante do Sistema Solar no nosso céu, ao lado do mais ténue, Neptuno (mag. 7,8). Os dois passarão tão perto um do outro que caberão no mesmo campo de visão de um telescópio com pouca ampliação.
Em alguns locais do Hemisfério Sul, ambos os planetas alcançarão brevemente pelo menos 10° de altura antes do início do crepúsculo astronómico matutino. Neptuno continuará baixo e a Lua gibosa minguante, ainda brilhante, dificultará a sua identificação mesmo com um telescópio. Vénus, por outro lado, será fácil de identificar a olho nu.
Se usar equipamento óptico, termine a observação com bastante antecedência em relação ao nascer do sol e nunca aponte um telescópio ou binóculos para perto do Sol.
A tabela inclui cidades do Brasil e Maputo. Nas cidades verificadas de Portugal, não há um intervalo com ambos os planetas a pelo menos 10° de altura e o Sol a −18° ou menos: o céu começa a clarear antes de Neptuno subir o suficiente. Vénus pode continuar visível.
| Cidade | Fuso horário | Início da visibilidade | Fim da visibilidade | Melhor momento | Separação | Altura de Vénus | Altura de Neptuno |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| São Paulo, Brasil | UTC−3 | 24 abr. 05:05 | 24 abr. 05:07 | 24 abr. 05:07 | 0°16′ | 11° | 11° |
| Rio de Janeiro, Brasil | UTC−3 | 24 abr. 04:51 | 24 abr. 04:53 | 24 abr. 04:53 | 0°17′ | 11° | 11° |
| Brasília, Brasil | UTC−3 | 24 abr. 05:07 | 24 abr. 05:08 | 24 abr. 05:08 | 0°16′ | 10° | 10° |
| Porto Alegre, Brasil | UTC−3 | 24 abr. 05:26 | 24 abr. 05:28 | 24 abr. 05:28 | 0°16′ | 11° | 10° |
| Maputo, Moçambique | CAT (UTC+2) | 24 abr. 04:50 | 24 abr. 04:51 | 24 abr. 04:51 | 0°27′ | 11° | 10° |
Os intervalos desta tabela são muito curtos: apenas 1–2 minutos após o arredondamento. Cumprir os critérios de altura e escuridão não garante que Neptuno seja visível.
- Início da visibilidade: Ambos os planetas estão pelo menos 10° acima do horizonte e o Sol pelo menos 18° abaixo.
- Melhor momento: Momento de menor separação angular entre os planetas, vista da cidade indicada, dentro do intervalo da tabela.
- Fim da visibilidade: O intervalo termina quando um dos planetas desce abaixo da altura mínima ou o Sol sobe acima de −18°.
- Separação e alturas: A separação e as alturas correspondem ao melhor momento. As horas são locais, no formato de 24 horas e em intervalos de 1 minuto. O início é arredondado para mais tarde e o fim para mais cedo, para manter ambos dentro do período que cumpre os critérios.
Tripla conjunção de 2027: Vénus e Mercúrio
Os planetas interiores Vénus e Mercúrio encontrar-se-ão três vezes num curto período, formando uma tripla conjunção. As condições de visibilidade e as posições dos planetas no céu serão diferentes em cada encontro, pelo que nem todos serão igualmente fáceis de observar. Veja abaixo os detalhes de cada conjunção.
1 de julho de 2027: primeiro encontro da tripla conjunção Vénus-Mercúrio
- Hora da aproximação máxima: 1 jul. 07:53 UTC (1 jul. 08:53 WEST (UTC+1); 1 jul. 04:53 UTC−3)
- Distância na aproximação máxima: 4°33′
- Hora da conjunção: 1 jul. 10:42 UTC (1 jul. 11:42 WEST (UTC+1); 1 jul. 07:42 UTC−3)
- Distância na conjunção: 4°35′
No dia 1 de julho, Vénus (mag. −3,8) e Mercúrio (mag. 3,4) estarão próximos e muito baixos no céu antes do amanhecer. Mercúrio será difícil de observar, pois a dupla permanecerá perto do Sol. Vénus estará na constelação de Touro e Mercúrio em Orion. Nessa altura, Mercúrio estará em movimento retrógrado, contribuindo para este encontro invulgar em três etapas.
11 de agosto de 2027: segundo encontro da tripla conjunção Vénus-Mercúrio
- Hora da conjunção: 11 ago. 01:39 UTC (11 ago. 02:39 WEST (UTC+1); 10 ago. 22:39 UTC−3)
- Distância na conjunção: 0°32′
- Hora da aproximação máxima: 11 ago. 06:25 UTC (11 ago. 07:25 WEST (UTC+1); 11 ago. 03:25 UTC−3)
- Distância na aproximação máxima: 0°31′
Pouco mais de um mês depois, Vénus e Mercúrio voltarão a encontrar-se, desta vez com uma separação angular muito menor. A conjunção ocorre ainda no dia 10 de agosto pelo horário de Brasília. Contudo, o evento coincide quase com as suas conjunções solares superiores: Mercúrio em 11 de agosto e Vénus em 12 de agosto. Ambos os planetas estarão demasiado perto do Sol para serem observados e ficarão ocultos pelo seu brilho.
10 de outubro de 2027: último encontro da tripla conjunção Vénus-Mercúrio
- Hora da conjunção: 10 out. 13:05 UTC (10 out. 14:05 WEST (UTC+1); 10 out. 10:05 UTC−3)
- Distância na conjunção: 4°10′
- Hora da aproximação máxima: 11 out. 14:14 UTC (11 out. 15:14 WEST (UTC+1); 11 out. 11:14 UTC−3)
- Distância na aproximação máxima: 3°47′
A última conjunção da série ocorre no dia 10 de outubro, quando Vénus (mag. −3,8) e Mercúrio (mag. 1,1) aparecerão baixos no céu ao anoitecer. Ambos estarão na constelação de Virgem. Nessa altura, Mercúrio estará em movimento retrógrado.
O que é uma conjunção planetária?
Em termos simples, uma conjunção planetária ocorre quando dois ou mais planetas parecem próximos no céu. Essa proximidade é um efeito de perspectiva: na realidade, estão muito afastados uns dos outros.
Do ponto de vista astronómico, uma conjunção acontece quando os corpos celestes têm a mesma ascensão reta ou longitude eclíptica.
Para compreender bem o que é uma conjunção, convém explicar também a ascensão reta e a longitude eclíptica.
A ascensão reta é o equivalente celeste da longitude geográfica, medida para leste ao longo do equador celeste.
A eclíptica é uma linha imaginária que representa o percurso aparente do Sol no céu ao longo de um ano. A longitude eclíptica mede-se ao longo dessa linha, para leste, a partir da posição do Sol no equinócio de março. Para compreender melhor as coordenadas celestes, explore a nossa infografia dedicada ao tema.

Quando os planetas atingem a menor separação angular, dá-se uma aproximação máxima. Uma aproximação máxima e uma conjunção ocorrem muitas vezes em momentos próximos, mas nem sempre. Não confunda estes eventos!

A distância aparente entre os astros durante uma conjunção pode variar muito. Por vezes, estão separados por cerca de 9°, aproximadamente a largura do punho com o braço estendido. Nas conjunções particularmente próximas, podem ficar a menos de 0,5°, uma distância inferior ao diâmetro aparente da Lua Cheia.
As conjunções também podem envolver outros corpos celestes além dos planetas, como luas, asteroides ou estrelas. O nosso artigo sobre as próximas conjunções da Lua com os planetas ajuda a descobrir qual é o planeta que está perto da Lua esta noite.
Conjunção e alinhamento planetário: qual é a diferença?
Algumas pessoas confundem uma conjunção com um alinhamento planetário, por vezes chamado «desfile de planetas». Num alinhamento, vários planetas são visíveis ao mesmo tempo ao longo da eclíptica e podem estar espalhados por uma vasta região do céu. Alguns deles podem também estar em conjunção entre si enquanto participam no alinhamento.
Um dos próximos desfiles será o alinhamento por volta de 14 de novembro de 2026, quando quatro planetas se distribuirão pelo céu da manhã.
Quer saber mais sobre alinhamentos e quando observar o próximo desfile planetário? Consulte a nossa infografia atualizada regularmente!

O que é uma tripla conjunção?
Uma tripla conjunção é um evento astronómico em que os mesmos dois corpos celestes — dois planetas, ou um planeta e uma estrela — parecem encontrar-se três vezes num período relativamente curto, de algumas semanas ou meses. Isto acontece devido a mudanças no movimento aparente visto da Terra, muitas vezes quando um ou ambos os astros entram em movimento retrógrado. Ao mudar de direção aparente, podem passar um pelo outro, afastar-se e voltar a aproximar-se, produzindo três conjunções distintas em vez de apenas uma.
Não confunda as triplas conjunções com os alinhamentos planetários, nos quais vários planetas aparecem ao longo da eclíptica. Uma tripla conjunção envolve apenas dois corpos celestes que se encontram repetidamente no céu.
Existem três tipos principais de triplas conjunções entre planetas:
-
Entre planetas interiores: ocorrem quase sempre que Vénus passa por trás do Sol, na conjunção superior, mas o segundo encontro costuma ficar oculto pelo brilho solar. Com menor frequência, acontecem quando ambos os planetas passam entre a Terra e o Sol, na conjunção inferior; também nesse caso, o segundo encontro é frequentemente inobservável. O próximo exemplo será a tripla conjunção de Mercúrio e Vénus em 2027.
-
Entre um planeta interior e um exterior: este tipo ocorre quando o planeta interior está na fase retrógrada e o exterior está perto da conjunção com o Sol. Normalmente, o segundo encontro acontece quando o planeta interior está demasiado perto do Sol para ser visto. Com planetas brilhantes como Vénus e Júpiter, os três encontros podem ser visíveis se os planetas permanecerem suficientemente afastados do Sol no céu.
-
Entre dois planetas exteriores: a frequência depende da dupla. As triplas conjunções que envolvem apenas planetas brilhantes, como Marte, Júpiter ou Saturno, são raras e ocorrem em intervalos irregulares, muitas vezes separados por várias décadas ou mais. Geralmente, é possível observar os três encontros. Ambos os planetas orbitam para além da órbita terrestre e atingem a oposição perto desse período, pelo que nenhum dos encontros se perde no brilho do Sol.
O que é uma Grande Conjunção?
Uma Grande Conjunção é uma conjunção entre Saturno e Júpiter. Recebe esse nome por ser a conjunção mais rara entre os planetas visíveis a olho nu. Saturno e Júpiter movem-se lentamente em torno do Sol e encontram-se aproximadamente a cada 20 anos, quando Júpiter «ultrapassa» Saturno na sua órbita. A última Grande Conjunção ocorreu em 2020, quando os planetas apareceram separados por apenas 0,1°, a menor distância aparente desde 1623. A próxima Grande Conjunção ocorrerá em 5 de novembro de 2040.
Como localizar planetas com Sky Tonight
Com a ajuda de Sky Tonight, é fácil localizar planetas no céu da sua região. Siga estes passos:
- Abra a aplicação e escreva o nome do planeta que procura na barra de pesquisa.
- Toque no botão azul com um alvo junto ao resultado correspondente. A aplicação mostrará a posição do planeta no mapa do céu.
- Toque no botão azul da bússola para encontrar a posição real do planeta no céu. Surgirá uma seta branca no visor: siga-a até encontrar o planeta. A imagem da aplicação corresponderá ao céu real.
Conjunções planetárias: perguntas frequentes
Quando será a próxima conjunção planetária em 2026?
A próxima conjunção ocorrerá em 15 de novembro, quando Júpiter e Marte aparecerão próximos um do outro no céu noturno. Procure os dois planetas na constelação de Leão, perto do asterismo da Foice. Ambos os planetas nascerão tarde da noite e subirão cada vez mais no céu até o amanhecer, facilitando sua observação a olho nu. Nos dias 15 e 16 de novembro, estarão separados por pouco mais de 1°, oferecendo uma excelente oportunidade de observação nos dois hemisférios. Use o aplicativo gratuito Sky Tonight para localizar os planetas e descobrir mais eventos astronômicos.
Quando é a próxima tripla conjunção?
A próxima será a tripla conjunção de Vénus e Mercúrio em 2027. Os dois planetas encontrar-se-ão três vezes ao longo de vários meses: em 1 de julho de 2027, 11 de agosto de 2027 e 10 de outubro de 2027, considerando as datas em UTC. A conjunção de agosto ocorre ainda no dia 10 pelo horário de Brasília.
Quando é a próxima Grande Conjunção?
Uma Grande Conjunção é um encontro entre Saturno e Júpiter, dois dos grandes e brilhantes planetas do Sistema Solar. Não haverá nenhuma em 2026. A próxima Grande Conjunção entre Saturno e Júpiter ocorrerá em 5 de novembro de 2040.
Qual é a diferença entre uma conjunção planetária e uma aproximação máxima?
Uma conjunção ocorre quando dois planetas têm a mesma ascensão reta ou longitude eclíptica. A aproximação máxima é o momento em que a distância aparente entre eles no céu é menor, mesmo que não ocorra uma conjunção.
Conjunções planetárias de 2026–2027: o essencial
As conjunções planetárias são belos eventos em que os planetas aparecem próximos no céu. Astronomicamente, ocorrem quando os astros têm a mesma ascensão reta ou longitude eclíptica. Precisa de ajuda para os encontrar? A aplicação Sky Tonight facilita a localização dos planetas e a observação do céu noturno. Boas observações!
Saiba quando observar conjunções dos planetas com a Lua
As conjunções não acontecem apenas entre planetas. Também podem ocorrer quando um planeta aparece perto da Lua, criando uma imagem brilhante e marcante no céu. Muitas conjunções da Lua com planetas brilhantes são fáceis de ver sem equipamento especial. Descubra quando observar os próximos encontros e qual é o planeta que está perto da Lua esta noite.
