Quando e onde Vénus será visível em 2026? Observe o planeta mais brilhante
Vénus é um dos planetas mais fáceis de ver a olho nu. Surge muitas vezes como uma “estrela” branca e intensa depois do pôr do sol ou antes do nascer do sol e é o planeta mais brilhante no céu da Terra. Neste artigo, descobrirá quando observar Vénus em 2026, como encontrá-lo no céu, porque brilha tanto e o que torna este mundo quente e tóxico tão fascinante. Use a aplicação gratuita Sky Tonight para localizar Vénus no céu onde se encontra.
Vénus em resumo
- Visível agora: sim, no céu ao entardecer. É melhor observado no Hemisfério Sul; nas latitudes setentrionais, permanece muito baixo sobre o horizonte.
- Visível a olho nu: sim, parece uma “estrela” branca e brilhante.
- Quando observar em 2026: de fevereiro ao início de outubro no céu vespertino; a partir de novembro no céu matutino.
- Maior brilho em 2026: final de setembro (mag –4,80); final de novembro (mag –4,89).
Conteúdo
- Vénus em resumo
- Vénus é visível da Terra?
- Onde está Vénus no céu em 2026?
Quando é possível ver Vénus no céu em 2026?
- 3 de outubro: Vénus inicia o movimento retrógrado
- 5–7 de outubro: Vénus perto de Mercúrio
- 12 de outubro: Lua perto de Vénus
- 24 de outubro: Vénus em conjunção solar inferior
- 3–9 de novembro: Vénus perto de Espiga
- 14 de novembro: Vénus termina o movimento retrógrado
- 19 de novembro: Vénus perto de Espiga
- Final de novembro de 2026: Vénus no seu maior brilho no céu matutino
- 16 de junho de 2027: Vénus perto de Aldebarã
- Qual é a cor de Vénus?
- Porque é que Vénus é tão brilhante?
- Porque é que Vénus aparece como Estrela da Manhã ou Estrela da Tarde?
- Factos sobre Vénus
- Quem descobriu Vénus?
- Quantas luas Vénus tem?
- Qual é o tamanho de Vénus?
- Temperatura de Vénus
- Órbita e rotação de Vénus
- A que distância está Vénus?
- Missões a Vénus
- De que é feito Vénus?
- Perguntas frequentes sobre Vénus
- Planeta Vénus: resumo
Vénus é visível da Terra?

Sim — Vénus é fácil de ver da Terra, mesmo sem equipamento. Geralmente aparece como um ponto branco muito brilhante, baixo sobre o horizonte, pouco antes do nascer ou depois do pôr do sol. Vénus é o planeta mais brilhante no nosso céu e o segundo objeto natural mais brilhante do céu noturno, depois da Lua.
Eis como Vénus aparece com diferentes instrumentos de observação:
- A olho nu: um ponto de luz branco, estável e muito brilhante, muitas vezes visível até no crepúsculo.
- Com binóculos: um disco minúsculo e muito brilhante, e não um planeta detalhado. Com as mãos firmes, boa ótica e condições favoráveis, poderá notar que Vénus não é perfeitamente redondo e até distinguir a sua fase.
- Com telescópio: um pequeno disco brilhante com fases, de quase cheio a crescente. Não verá a superfície de Vénus, mas sim a sua espessa cobertura de nuvens refletoras.
Ao observar Vénus perto do nascer ou do pôr do sol, nunca aponte binóculos ou um telescópio para uma zona próxima do Sol.
Onde está Vénus no céu em 2026?
Vénus muda de posição de forma percetível nos últimos meses de 2026, passando do céu vespertino para o matutino.
-
Setembro de 2026: Vénus está em Virgem, brilhando baixo sobre o horizonte oeste depois do pôr do sol. À medida que setembro avança, Vénus desce ainda mais no crepúsculo vespertino.
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Outubro de 2026: Vénus permanece perto do Sol no céu e torna-se cada vez mais difícil de observar. No início de outubro, ainda pode ser encontrado muito baixo no crepúsculo vespertino, mas, mais tarde no mês, desaparece no brilho solar. Em 24 de outubro, Vénus passa pela conjunção inferior, movendo-se entre a Terra e o Sol. Depois disso, passa do céu vespertino para o matutino.
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Novembro de 2026: Vénus regressa ao céu matutino em Virgem, onde descreve um impressionante laço retrógrado em torno de Espiga, a estrela mais brilhante de Virgem. No final de novembro, o planeta atinge o máximo brilho da sua aparição matutina — e de todo o ano de 2026 —, com cerca de mag –4,89.
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Dezembro de 2026: Vénus desloca-se para leste de Virgem para Balança e torna-se cada vez mais proeminente no céu antes do amanhecer. Nasce várias horas antes do Sol e permanece extremamente brilhante durante todo o mês. Por volta de meados de dezembro, Vénus encontra-se visivelmente mais alto sobre o horizonte leste antes do nascer do sol, tornando-se mais fácil de observar.
Quando é possível ver Vénus no céu em 2026?
Vénus é um dos planetas mais fáceis de localizar a olho nu, mas algumas datas oferecem vistas especialmente interessantes. Abaixo encontra as melhores datas para observar Vénus, com os horários exatos dos eventos, as separações angulares e dicas sobre quando e onde olhar.
3 de outubro: Vénus inicia o movimento retrógrado
Em 3 de outubro de 2026, Vénus inicia o movimento retrógrado, que durará até 14 de novembro. A mudança em si não é percetível de uma noite para a outra, mas, se acompanhar Vénus em relação às estrelas de fundo durante várias semanas, verá o planeta traçar um pequeno laço no céu antes de retomar o movimento habitual para leste. Saiba por que motivo os planetas às vezes parecem mover-se para trás na nossa infografia sobre o movimento retrógrado.

5–7 de outubro: Vénus perto de Mercúrio
- Hora da conjunção: 5 de outubro, 14:50 GMT
- Distância da conjunção: 5°28′
- Hora da aproximação máxima: 7 de outubro, 04:09 GMT
- Distância da aproximação máxima: 5°02′
De 5 a 7 de outubro, Vénus (mag –4,6) e Mercúrio (mag 0,0) aparecerão próximos um do outro no céu vespertino. O evento favorece muito o Hemisfério Sul: ali, ambos os planetas estarão relativamente altos sobre o horizonte oeste após o pôr do sol. No Hemisfério Norte, porém, o par estará muito baixo ou já abaixo do horizonte quando o céu estiver suficientemente escuro, tornando a conjunção difícil ou impossível de observar.
12 de outubro: Lua perto de Vénus
- Hora da conjunção: 02:31 UTC
- Distância na conjunção: 3°05′
- Hora da aproximação máxima: 04:37 UTC
- Distância na aproximação máxima: 2°49′
No dia 12 de outubro, uma Lua crescente muito fina aparecerá perto do brilhante Vénus (mag. −4,4), em Virgem. Procure os dois astros a baixa altura sobre o horizonte oeste, pouco depois do pôr do sol. Mercúrio (mag. 0,0), menos brilhante, também estará por perto, na constelação de Balança (Libra).
As melhores condições serão no hemisfério sul. Perto do equador, haverá apenas um breve intervalo para observar os dois astros enquanto o céu escurece. Nas latitudes médias e altas do hemisfério norte, estarão demasiado baixos quando o céu estiver suficientemente escuro.
Em Porto Alegre e Maputo, a tabela mantém o limite habitual de 10° e mostra uma janela muito curta no dia 12 de outubro. Em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília, as linhas com * usam o limite de 5° e a janela mais próxima na noite de 11 de outubro. Em Portugal, nem esse limite reduzido oferece um intervalo adequado: Vénus fica demasiado baixo quando escurece. Ambos os objetos estão pelo menos 10° acima do horizonte e o Sol, pelo menos 6° abaixo. * Nas linhas assinaladas, a altura mínima dos dois objetos foi reduzida para 5°; o Sol continua a ter de estar pelo menos 6° abaixo do horizonte. A observação é difícil e exige um horizonte desimpedido.
| Cidade | Fuso horário | Início da visibilidade | Fim da visibilidade | Melhor momento | Separação | Altura da Lua | Altura de Vénus |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Porto Alegre, Brasil | BRT (UTC−3) | 12 out. 19:00 | 12 out. 19:05 | 12 out. 19:00 | 9,0° | 20° | 11° |
| Maputo, Moçambique | CAT (UTC+2) | 12 out. 18:20 | 12 out. 18:25 | 12 out. 18:20 | 6,1° | 17° | 11° |
| São Paulo, Brasil * | BRT (UTC−3) | 11 out. 18:35 | 11 out. 18:45 | 11 out. 18:45 | 5,4° | 5° | 10° |
| Rio de Janeiro, Brasil * | BRT (UTC−3) | 11 out. 18:20 | 11 out. 18:30 | 11 out. 18:30 | 5,5° | 5° | 10° |
| Brasília, Brasil * | BRT (UTC−3) | 11 out. 18:35 | 11 out. 18:40 | 11 out. 18:40 | 5,4° | 5° | 10° |
- Melhor momento: Menor separação angular topocêntrica dentro do intervalo indicado, calculada para cada cidade.
- Separação e alturas: A separação e as alturas correspondem ao melhor momento. As horas usam o formato de 24 horas e são arredondadas em passos de 5 minutos para dentro do intervalo visível.
- Fim da visibilidade: O intervalo termina quando deixa de se cumprir alguma das condições de altura ou escuridão.
24 de outubro: Vénus em conjunção solar inferior
Em 24 de outubro de 2026, Vénus passará entre a Terra e o Sol — um evento chamado conjunção solar inferior. Nesse momento, o planeta aparecerá a apenas cerca de 6° do Sol no nosso céu e ficará perdido no brilho solar para os observadores comuns.
Não utilize binóculos nem telescópios para procurar Vénus perto do Sol — isso pode causar danos permanentes na visão!
Este evento marca a transição de Vénus do céu vespertino para o céu matutino. A partir do início de novembro, os observadores poderão começar a procurar Vénus baixo sobre o horizonte leste antes do nascer do sol. Em meados de novembro, será muito mais fácil encontrá-lo à medida que se afasta do Sol.
3–9 de novembro: Vénus perto de Espiga

- Hora da conjunção: 3 de novembro, 12:59 GMT
- Distância da conjunção: 2°21′
- Hora da aproximação máxima: 9 de novembro, 11:24 GMT
- Distância da aproximação máxima: 1°09′
De 3 a 9 de novembro, Vénus passará perto de Espiga, a estrela mais brilhante de Virgem. O planeta estará em movimento retrógrado, por isso, em vez de simplesmente passar pela estrela uma vez, traçará parte de um laço em torno dela. Vénus e Espiga estarão em conjunção em 3 de novembro e, no dia 9, Vénus aproximar-se-á a pouco mais de 1° — aproximadamente a largura do dedo mindinho com o braço estendido.
O par será visível no céu matutino antes do nascer do sol, e o brilhante Vénus ofuscará facilmente Espiga. Ambos permanecerão baixos sobre o horizonte, por isso escolha um local de observação com uma vista limpa e desimpedida nessa direção.
| Cidade | Fuso horário | Melhor hora (local) | Separação | Altitude de Espiga | Altitude de Vénus | Altitude do Sol |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Lisboa, Portugal | WET (UTC+0) | 9 de nov., 06:33 | 1,16° | 12° | 13° | −8° |
| Porto, Portugal | WET (UTC+0) | 9 de nov., 06:34 | 1,16° | 12° | 12° | −8° |
| Faro, Portugal | WET (UTC+0) | 9 de nov., 06:26 | 1,16° | 13° | 13° | −8° |
| São Paulo, Brasil | BRT (UTC−3) | 9 de nov., 04:42 | 1,15° | 10° | 11° | −8° |
| Rio de Janeiro, Brasil | BRT (UTC−3) | 9 de nov., 04:29 | 1,15° | 10° | 11° | −8° |
| Brasília, Brasil | BRT (UTC−3) | 9 de nov., 05:00 | 1,15° | 12° | 13° | −8° |
- A melhor hora é quando o Sol está cerca de 8° abaixo do horizonte e Vénus e Espiga ainda são visíveis.
- A altitude indica a altura dos objetos acima do horizonte: 0° corresponde ao horizonte, 30° é aproximadamente um terço do caminho até ao zénite e 90° fica diretamente por cima da cabeça.
- Se o par estiver abaixo de cerca de 10°, escolha um local com o horizonte limpo e desimpedido.
14 de novembro: Vénus termina o movimento retrógrado
Em 14 de novembro de 2026, Vénus termina o movimento retrógrado e volta a deslocar-se para leste em relação às estrelas de fundo. A mudança não será percetível de uma manhã para a outra, mas, se acompanhar o planeta durante várias semanas, verá o seu laço aparente no céu chegar ao fim. Depois de retomar o movimento direto, Vénus afastar-se-á de Espiga e continuará a subir para uma posição mais favorável no céu matutino. Saiba por que motivo os planetas às vezes parecem mover-se para trás no nosso artigo sobre o movimento retrógrado.
19 de novembro: Vénus perto de Espiga

- Hora da conjunção: 22:45 GMT
- Distância da conjunção: 1°48′
Em 19 de novembro, Vénus passará por Espiga pela segunda vez, depois de terminar o movimento retrógrado em 14 de novembro e retomar o deslocamento para leste.
O par será visível no céu matutino antes do nascer do sol. Em meados de novembro, Vénus estará mais alto no céu antes do amanhecer, por isso este segundo encontro com Espiga será, em geral, mais fácil de observar do que o do início do mês. Procure-os sobre o horizonte entre leste e sudeste, de preferência num local com uma vista desimpedida nessa direção.
| Cidade | Fuso horário | Melhor hora (local) | Separação | Altitude de Espiga | Altitude de Vénus | Altitude do Sol |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Lisboa, Portugal | WET (UTC+0) | 19 de nov., 06:43 | 1,74° | 21° | 22° | −8° |
| Porto, Portugal | WET (UTC+0) | 19 de nov., 06:45 | 1,74° | 20° | 21° | −8° |
| Faro, Portugal | WET (UTC+0) | 19 de nov., 06:35 | 1,74° | 21° | 23° | −8° |
| São Paulo, Brasil | BRT (UTC−3) | 19 de nov., 04:38 | 1,75° | 18° | 17° | −8° |
| Rio de Janeiro, Brasil | BRT (UTC−3) | 19 de nov., 04:25 | 1,75° | 18° | 18° | −8° |
| Brasília, Brasil | BRT (UTC−3) | 19 de nov., 04:58 | 1,75° | 21° | 20° | −8° |
- A melhor hora é quando o Sol está cerca de 8° abaixo do horizonte e Vénus e Espiga ainda são visíveis.
- A altitude indica a altura dos objetos acima do horizonte: 0° corresponde ao horizonte, 30° é aproximadamente um terço do caminho até ao zénite e 90° fica diretamente por cima da cabeça.
- Se o par estiver abaixo de cerca de 10°, escolha um local com o horizonte limpo e desimpedido.
Final de novembro de 2026: Vénus no seu maior brilho no céu matutino

No final de novembro, Vénus atinge o seu maior brilho de 2026, resplandecendo com cerca de mag –4,89 no céu matutino. O pico ocorre por volta de 25 de novembro, quando o planeta é visível antes do nascer do sol e está muito mais alto sobre o horizonte do que no início do mês.
Esta é a aparição mais brilhante de Vénus no ano, ligeiramente superior ao pico vespertino de setembro. Nessa altura, o planeta estará suficientemente afastado do brilho solar, tornando o final de novembro uma das melhores épocas para ver a deslumbrante “Estrela da Manhã”.
Curiosamente, Vénus estará apenas cerca de 23% iluminado, parecendo um crescente através de um telescópio. Apesar de mostrar menos de um quarto do lado iluminado pelo Sol, o planeta parece excecionalmente brilhante porque ainda está relativamente perto da Terra e, por isso, parece grande no nosso céu.
| Cidade | Fuso horário | Melhor hora (local) | Altitude de Vénus | Altitude do Sol |
|---|---|---|---|---|
| Lisboa, Portugal | WET (UTC+0) | 25 de nov., 07:00 | 27° | −6° |
| Porto, Portugal | WET (UTC+0) | 25 de nov., 07:03 | 26° | −6° |
| Faro, Portugal | WET (UTC+0) | 25 de nov., 06:52 | 28° | −6° |
| São Paulo, Brasil | BRT (UTC−3) | 25 de nov., 04:46 | 23° | −6° |
| Rio de Janeiro, Brasil | BRT (UTC−3) | 25 de nov., 04:34 | 23° | −6° |
| Brasília, Brasil | BRT (UTC−3) | 25 de nov., 05:06 | 26° | −6° |
- A melhor hora é quando o Sol está cerca de 6° abaixo do horizonte e Vénus ainda é visível.
- A altitude indica a altura de Vénus acima do horizonte: 0° corresponde ao horizonte, 30° é aproximadamente um terço do caminho até ao zénite e 90° fica diretamente por cima da cabeça.
- Se Vénus estiver abaixo de cerca de 10°, escolha um local com o horizonte limpo e desimpedido.
16 de junho de 2027: Vénus perto de Aldebarã

- Hora da aproximação máxima: 17:46 GMT
- Distância da aproximação máxima: 4°45′
- Hora da conjunção: 17 de junho, 10:16 GMT
- Distância da conjunção: 4°49′
Em 16 de junho de 2027, Vénus passará perto de Aldebarã. Ambos os objetos serão visíveis a olho nu durante cerca de uma hora antes do nascer do sol local. Urano, muito menos brilhante, também estará próximo, mas exigirá binóculos e poderá perder-se no crepúsculo cada vez mais claro.
Qual é a cor de Vénus?
Vénus apresenta uma cor branca ou branco-amarelada quando é observado através de um telescópio. Isso deve-se à espessa atmosfera de dióxido de carbono e às nuvens de ácido sulfúrico que o cobrem.
A cobertura de nuvens do planeta impede observações diretas, pelo que a cor da superfície de Vénus não é conhecida com precisão. Contudo, com base nos dados recolhidos por missões espaciais, os cientistas acreditam que a superfície é sobretudo escura e de cor relativamente neutra, com tons acinzentados e acastanhados. O conhecido aspeto laranja-avermelhado visto em algumas imagens de módulos de aterragem em Vénus é fortemente influenciado pela densa atmosfera do planeta, que filtra e dispersa a luz solar antes de esta chegar à superfície.
Porque é que Vénus é tão brilhante?
Vénus parece uma “estrela” branca e deslumbrante porque reflete extremamente bem a luz solar. O planeta está envolto em nuvens espessas e brilhantes que devolvem grande parte da luz do Sol ao espaço, fazendo-o sobressair até no crepúsculo. A relativa proximidade à Terra também contribui para que pareça especialmente grande e brilhante no nosso céu.
Mas o brilho de Vénus nem sempre é igual. À medida que o planeta orbita o Sol, a sua fase e a distância à Terra mudam. Vénus atinge o brilho máximo quando está relativamente perto de nós — embora, surpreendentemente, o disco não esteja totalmente iluminado nesse momento. Vejamos porquê.
A atmosfera de Vénus é altamente refletora
Mikhail Lomonosov é tradicionalmente creditado pela descoberta da atmosfera de Vénus em 1761, depois de observar o trânsito do planeta diante do Sol. Ele descreveu um arco luminoso em torno de Vénus perto da borda do disco solar e interpretou-o como prova da existência de uma atmosfera.

Nuvens espessas compostas principalmente por gotículas de ácido sulfúrico cobrem Vénus, enquanto o vapor de água está presente apenas em quantidades residuais na atmosfera. Estas nuvens brilhantes refletem cerca de 77% da luz solar que chega ao planeta, ajudando Vénus a brilhar intensamente no nosso céu.
As fases de Vénus afetam o seu brilho
Vénus nem sempre brilha com a mesma intensidade. Tal como a Lua, Vénus passa por fases enquanto orbita o Sol. Eis um breve resumo de cada fase; saiba mais sobre a mecânica celeste por trás delas no nosso artigo dedicado:
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A fase nova ocorre na conjunção inferior, quando Vénus passa entre o Sol e a Terra. Se passar diretamente em frente ao Sol, aparece como um pequeno ponto negro a atravessar o disco solar. No entanto, este evento só pode ser observado em segurança com filtros solares especiais — nunca olhe diretamente para o Sol!
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A fase cheia ocorre na conjunção superior, quando Vénus se encontra atrás do Sol visto da Terra. Esta fase é completamente inobservável, pois o brilho solar impede a visão.
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As fases de quarto ocorrem nas maiores elongações, quando Vénus aparece mais afastado do Sol no céu.
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A fase gibosa decorre entre a fase cheia e as maiores elongações, quando mais de metade de Vénus está iluminada.
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A fase crescente é visível entre a fase nova e as maiores elongações.
As fases de Vénus foram observadas pela primeira vez por Galileu Galilei em 1610, fornecendo uma prova fundamental de que Vénus orbita o Sol. As fases de Vénus são fáceis de ver através de um pequeno telescópio. A fase crescente também pode ser visível com binóculos; em casos raros, pessoas com uma visão excecional podem até vê-la a olho nu.

Surpreendentemente, ao contrário da Lua, Vénus não atinge o seu maior brilho quando está totalmente iluminado. Isto acontece porque o seu brilho depende tanto da fase como da distância à Terra. Quando Vénus está na fase cheia, encontra-se no ponto mais afastado de nós, parecendo menor e menos brilhante. Durante a fase crescente, porém, Vénus está muito mais perto e, embora apenas parte da sua superfície esteja iluminada, o seu tamanho aparente é muito maior. Vénus atinge o brilho máximo quando menos de metade do disco está iluminado, devido aos efeitos combinados do tamanho aparente, da fração iluminada e das nuvens altamente refletoras.
Porque é que Vénus aparece como Estrela da Manhã ou Estrela da Tarde?
Vénus é visível antes do nascer do sol ou depois do pôr do sol porque permanece sempre relativamente perto do Sol no nosso céu. Isto acontece porque Vénus é um planeta interior: orbita o Sol dentro da órbita da Terra. Do nosso ponto de vista, Vénus nunca atravessa toda a noite como Marte, Júpiter ou Saturno. Em vez disso, aparece antes do nascer do sol ou depois do pôr do sol, nunca a meio da noite, recebendo os famosos nomes de Estrela da Manhã e Estrela da Tarde.
Elongação: como Vénus alterna entre o céu da manhã e o da tarde
A distância aparente entre Vénus e o Sol no céu chama-se elongação. Quanto maior for a elongação, mais afastado do Sol Vénus parece estar e mais fácil é observá-lo num crepúsculo mais escuro.
Quando Vénus está em elongação oriental, aparece a leste do Sol no céu. Isso significa que se põe depois do Sol e fica visível ao entardecer como Estrela da Tarde. Na elongação ocidental, aparece a oeste do Sol, nasce antes dele e brilha de manhã como Estrela da Manhã.
Vénus é muitas vezes mais fácil de observar perto da sua maior elongação, quando a separação aparente do Sol vista da Terra é máxima. Por volta dessa altura, o planeta geralmente permanece visível durante mais tempo no crepúsculo.

As maiores elongações de Vénus ocorrem aproximadamente a cada nove meses. A maior elongação ocidental também é chamada matutina, pois, durante esse período, Vénus brilha intensamente antes do amanhecer — daí o nome “Estrela da Manhã”. A maior elongação oriental é chamada vespertina, pois Vénus aparece por volta do pôr do sol.
Para confirmar que o ponto brilhante que está a observar é Vénus, use uma aplicação de astronomia como Sky Tonight ou Star Walk 2. Basta apontar o dispositivo para o céu e a aplicação mostrará o nome de qualquer corpo celeste.
Dupla visibilidade de Vénus: quando o planeta aparece de manhã e à tarde
Vénus é chamado de “Estrela da Tarde” ou “Estrela da Manhã”, dependendo do momento em que aparece no céu. Mas, em casos raros perto da conjunção inferior, pode ser visível nos céus matutino e vespertino durante alguns dias. Este raro fenómeno ocorreu pela última vez em março de 2025 e encantou brevemente os observadores do Hemisfério Norte. A próxima oportunidade só acontecerá em 2033.

A dupla visibilidade ocorre quando Vénus atinge a conjunção inferior num ponto em que a sua latitude eclíptica é máxima. Isso significa que não fica exatamente alinhado com o Sol, mas ligeiramente acima dele na nossa perspetiva.
Esta dupla visibilidade depende sobretudo de Vénus passar bem a norte do Sol durante a conjunção inferior. O efeito é mais forte nas latitudes setentrionais elevadas, onde esse desvio para norte pode manter Vénus logo acima do horizonte tanto antes do nascer do sol como depois do pôr do sol.
Observar Vénus perto da conjunção inferior é especialmente interessante com um telescópio. Nessa altura, o planeta apresenta o maior tamanho aparente por estar mais próximo da Terra, mas apenas uma fração de 1% do disco está iluminada. Tenha, porém, extremo cuidado ao observar o planeta perto do Sol.
Factos sobre Vénus
- Tipo de planeta: terrestre
- Raio: 6051,8 km (3760,4 milhas)
- Massa: 4,867×10²⁴ kg
- Afélio: 108,939 milhões de km (67,691 milhões de milhas)
- Periélio: 107,476 milhões de km (66,782 milhões de milhas)
- Distância à Terra: entre cerca de 38 e 261 milhões de km (24–162 milhões de milhas)
- Temperatura da superfície: de 438 °C a 482 °C (820–900 °F)
- Duração do dia solar: 116,75 dias terrestres
- Duração do dia sideral: 243,022 dias terrestres
- Duração do ano: 224,701 dias terrestres
- Idade: 4,5 mil milhões de anos
- Nome inspirado em: a deusa romana do amor e da beleza
Curiosidades sobre Vénus
Eis alguns factos surpreendentes sobre Vénus.
- Vénus é o planeta mais quente do Sistema Solar.
- Em Vénus chove ácido sulfúrico, mas a chuva evapora antes de chegar à superfície.
- Vénus gira sobre o eixo na direção oposta à da maioria dos outros planetas.
- Os ventos na atmosfera de Vénus atingem velocidades de até 360 km/h (224 mph).
- Vénus não tem luas nem anéis. No entanto, tem uma quase-lua chamada Zoozve!
- Vénus gira incrivelmente devagar: o seu dia sideral dura cerca de 243 dias terrestres, mais do que em qualquer outro planeta do Sistema Solar.
- Um ano em Vénus dura cerca de 225 dias terrestres, menos do que um dia sideral em Vénus — uma rotação completa sobre o eixo, que demora cerca de 243 dias terrestres.
- A pressão atmosférica em Vénus é cerca de 92 vezes superior à pressão ao nível do mar na Terra. Isto equivale aproximadamente à pressão a 1 km (0,62 milhas) de profundidade nos oceanos terrestres.
- Várias naves espaciais aterraram com sucesso em Vénus, mas permaneceram operacionais durante muito pouco tempo devido às condições extremas da superfície.
Faça o nosso quiz divertido e educativo sobre Vénus para descobrir mais factos interessantes e testar os seus conhecimentos sobre este planeta fascinante!

Quem descobriu Vénus?
Por ser tão brilhante, Vénus é conhecido por muitas civilizações desde a Antiguidade. Por isso, a descoberta do planeta não pode ser atribuída a uma única pessoa. No século XVI, Copérnico colocou Vénus no sistema heliocêntrico como um planeta que orbita o Sol. Em 1610, Galileu observou o planeta com um telescópio e descobriu as suas fases, semelhantes às da Lua. Esta descoberta mostrou que Vénus orbita o Sol, refutou o modelo ptolomaico tradicional e forneceu fortes provas a favor do heliocentrismo.
Quantas luas Vénus tem?
Vénus não tem luas. A razão pela qual não possui satélites naturais continua a ser uma questão em aberto na ciência planetária. Algumas hipóteses sugerem que Vénus pode ter tido um satélite que mais tarde se perdeu ou foi destruído, talvez devido a grandes colisões ou à evolução orbital a longo prazo. Contudo, ainda não existe uma explicação confirmada.
Zoozve — uma quase-lua de Vénus
524522 Zoozve (também conhecido como 2002 VE68) é um asteroide potencialmente perigoso e uma quase-lua de Vénus — um objeto que orbita o Sol enquanto permanece perto de um planeta, sem estar gravitacionalmente ligado a ele. Zoozve foi descoberto em 2002.

Por que razão a quase-lua de Vénus se chama Zoozve? O nome invulgar surgiu de uma simples confusão: Latif Nasser, coapresentador do podcast Radiolab, encontrou um cartaz que mostrava Vénus com uma lua chamada “ZOOZVE”. Mais tarde, descobriu que o criador do cartaz, Alex Foster, tinha lido mal o seu próprio “2002 VE” manuscrito como “ZOOZVE”. Nasser gostou do nome e fez campanha para o tornar oficial. Em fevereiro de 2024, a União Astronómica Internacional aprovou “Zoozve” como nome oficial do objeto.
Qual é o tamanho de Vénus?

Vénus tem um raio médio de 6052 km (3760 milhas). Uma viagem à volta do equador do planeta cobriria cerca de 38 025 km (23 627 milhas). Ao contrário de muitos outros planetas do Sistema Solar com abaulamento equatorial, Vénus é uma esfera quase perfeita, pelo que o raio não difere entre os polos e o equador. O abaulamento não se forma porque o planeta gira muito lentamente sobre o eixo.
Vénus é maior que a Terra?
Vénus é ligeiramente menor do que a Terra — o seu diâmetro equivale a cerca de 95% do diâmetro terrestre. A massa de Vénus (4,867×10²⁴ kg) corresponde a cerca de 81% da massa da Terra.
Temperatura de Vénus
Vénus tem uma temperatura média à superfície de cerca de 462 °C (864 °F), o que o torna um dos locais mais quentes do Sistema Solar. Este calor extremo é causado principalmente pela atmosfera espessa e rica em dióxido de carbono de Vénus. Ela cria um poderoso efeito de estufa que retém o calor que tenta escapar. A proximidade do planeta ao Sol também contribui para as temperaturas elevadas.
Quer saber como a temperatura de Vénus se compara à dos outros planetas? Consulte esta infografia do termómetro do Sistema Solar — e conheça uma criatura que prospera independentemente do calor ou do frio!

Órbita e rotação de Vénus
Quanto dura um dia em Vénus?
Depende do tipo de “dia” em questão. Vénus demora cerca de 243 dias terrestres a completar uma rotação sobre o eixo — o chamado dia sideral. Nesse sentido, Vénus tem a rotação mais lenta e o dia sideral mais longo de todos os planetas do Sistema Solar.
Um dia solar — o intervalo entre um nascer do sol e o seguinte — é muito mais curto: cerca de 117 dias terrestres. Isto acontece porque Vénus gira muito lentamente em sentido retrógrado enquanto também orbita o Sol.
Quanto dura um ano em Vénus?
Na Terra estamos habituados a um ano com aproximadamente 365 dias, mas Vénus segue um ritmo celeste diferente. Um ano venusiano, ou seja, o período orbital em torno do Sol, dura cerca de 225 dias terrestres. Surpreendentemente, um ano em Vénus é mais curto do que um dia venusiano!
Por que Vénus gira ao contrário?
Vénus gira na direção oposta à da maioria dos planetas do Sistema Solar, um fenómeno conhecido como rotação retrógrada (não confundir com movimento retrógrado). Por isso, em Vénus o Sol nasce a oeste e põe-se a leste, ao contrário do movimento de leste para oeste visto no céu terrestre. A causa desta rotação ainda não é bem compreendida.
Uma teoria importante sugere que uma colisão com um asteroide gigante no início da história de Vénus pode ter invertido a rotação. Algo semelhante poderá ter acontecido com Urano, fazendo o planeta girar de lado.
Outra explicação possível envolve o equilíbrio a longo prazo entre as marés gravitacionais do corpo sólido provocadas pelo Sol e as marés térmicas atmosféricas impulsionadas pelo aquecimento solar. Em conjunto, estes efeitos podem ter abrandado a rotação de Vénus e ajudado a estabelecer o atual estado de rotação retrógrada.
A que distância está Vénus?
A que distância Vénus está do Sol?
Vénus é o segundo planeta a contar do Sol; a sua distância à nossa estrela é pouco superior a 70% da distância entre a Terra e o Sol. Como a órbita elíptica de Vénus é a menos excêntrica de todos os planetas, não há uma diferença significativa entre os pontos mais próximo (107,4 milhões de km) e mais distante (108,9 milhões de km) do Sol. A distância média é de 108,2 milhões de km.
A que distância está Vénus da Terra?
A distância entre Vénus e a Terra muda constantemente à medida que ambos os planetas orbitam o Sol. Na aproximação máxima, Vénus pode ficar a cerca de 38 milhões de km (24 milhões de milhas) da Terra. No ponto mais distante, quando os dois planetas estão em lados opostos do Sol, a distância pode aumentar para cerca de 261 milhões de km (162 milhões de milhas). Embora Vénus se aproxime mais da Terra do que qualquer outro planeta, em média Mercúrio passa mais tempo como o nosso vizinho planetário mais próximo.
Quando é que Vénus está mais perto da Terra?
Vénus aproxima-se mais da Terra por volta da conjunção inferior, quando passa entre a Terra e o Sol. O próximo evento deste tipo ocorrerá em 24 de outubro de 2026. Nessa altura, Vénus estará perto da sua distância mínima à Terra — aproximadamente 40 milhões de km (25 milhões de milhas).
Missões a Vénus

Missões históricas a Vénus
Durante muito tempo, pensou-se que Vénus tinha selvas luxuriantes e grandes massas de água como a Terra, pois ninguém conseguia ver a superfície através das nuvens espessas. No entanto, as missões espaciais revelaram uma realidade muito diferente: um planeta vulcânico infernal, com temperaturas extremamente altas e uma pressão atmosférica esmagadora. No total, mais de 40 naves espaciais foram lançadas para explorar Vénus, mas nem todas atingiram os seus objetivos. Eis uma breve lista das missões a Vénus mais bem-sucedidas:
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Mariner 2 — lançada em 1962; tornou-se a primeira nave espacial a sobrevoar Vénus com sucesso ainda nesse ano e enviou as primeiras medições de perto do planeta.
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Venera 7 — lançada em 1970; tornou-se a primeira nave espacial a aterrar com sucesso noutro planeta e a transmitir dados da sua superfície.
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Venera 9 e Venera 10 — lançadas em 1975; entraram em órbita de Vénus e libertaram módulos que enviaram as primeiras imagens da superfície de outro planeta.
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Magellan — lançada em 1989; entrou em órbita de Vénus em 1990 e usou radar para mapear a maior parte da superfície do planeta com um detalhe sem precedentes.
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Galileo — lançada em 1989; sobrevoou Vénus em 1990 a caminho de Júpiter e recolheu dados adicionais sobre a atmosfera e a estrutura das nuvens do planeta.
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Cassini — lançada em 1997; sobrevoou Vénus em 1998 e 1999 a caminho de Saturno, utilizando os encontros para assistências gravitacionais e observações científicas do planeta e da sua atmosfera.
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Venus Express — lançada em 2005; entrou em órbita de Vénus em 2006 e passou anos a estudar a atmosfera, o ambiente de plasma e o clima do planeta.
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Akatsuki — lançada em 2010; entrou com sucesso em órbita de Vénus em 2015 e estudou o tempo, os padrões de nuvens e a dinâmica atmosférica do planeta até a missão terminar em setembro de 2025.
A exploração de Vénus produziu vários marcos importantes na história dos voos espaciais — desde a primeira aterragem bem-sucedida noutro planeta até às primeiras imagens transmitidas da superfície de outro mundo. Se quiser testar os seus conhecimentos sobre outras conquistas pioneiras da exploração espacial, experimente o nosso quiz sobre os marcos mais importantes do espaço.

Próximas missões a Vénus
Várias novas missões entusiasmantes deverão ser lançadas nos próximos anos para revelar o que existe sob as espessas nuvens de Vénus e explorar o passado misterioso do planeta.
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Venus Orbiter Mission (ISRO, planeada para março de 2028) — a primeira missão indiana a Vénus estudará a superfície, a atmosfera e a ionosfera do planeta.
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DAVINCI (NASA, planeada para o início da década de 2030) — estudará Vénus desde acima das nuvens até à superfície. A sonda de descida medirá a química, a temperatura, a pressão e os ventos da atmosfera à medida que desce.
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VERITAS (NASA, não antes de 2031) — mapeará a superfície de Vénus em alta resolução e investigará a geologia e o interior do planeta.
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Envision (ESA, planeada para novembro de 2031) — estudará Vénus desde o núcleo até à atmosfera superior, investigando a geologia, o clima e a evolução do planeta.
Em conjunto, estas missões poderão ajudar os cientistas a determinar se Vénus já foi mais parecido com a Terra e por que razão os dois planetas irmãos evoluíram de formas tão diferentes.
Quanto tempo demora a chegar a Vénus?
Em média, as naves espaciais demoram entre três e cinco meses a chegar a Vénus. A duração depende, entre outros fatores, da trajetória da nave e das posições relativas da Terra e de Vénus nas respetivas órbitas. A sonda soviética Venera 1 (1961) chegou às proximidades de Vénus em apenas 97 dias (pouco mais de três meses), mas passou a cerca de 100 000 km (62 000 milhas) do planeta. A Mariner 2 da NASA (1962) chegou em 110 dias (cerca de três meses e 20 dias), enquanto a Venus Express da ESA (2005) demorou 153 dias (cerca de cinco meses).
De que é feito Vénus?
Os cientistas ainda sabem relativamente pouco sobre a estrutura interna de Vénus.
Formação de Vénus
Vénus formou-se juntamente com os outros planetas do Sistema Solar. Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, uma enorme nuvem de gás e poeira interestelar colapsou sob a própria gravidade e achatou-se num disco protoplanetário. Vénus e os outros planetas rochosos formaram-se na parte interior desse disco, enquanto os gigantes gasosos se estabeleceram nas regiões exteriores do jovem Sistema Solar.
Estrutura de Vénus
Devido à semelhança de tamanho e massa entre Vénus e a Terra, os cientistas acreditam que os dois planetas têm estruturas internas semelhantes. Ambos possuem um núcleo de ferro rodeado por um manto de rocha quente e uma fina crosta rochosa. Em ambos, o calor e a pressão das profundezas podem deformar a crosta e provocar erupções vulcânicas.
Perguntas frequentes sobre Vénus
Vénus é o planeta mais brilhante?
Sim. Vénus é o planeta mais brilhante no céu da Terra e pode atingir uma magnitude de cerca de –4,9. Isso significa que Vénus pode parecer aproximadamente 6 vezes mais brilhante do que Júpiter, o segundo planeta mais brilhante, que normalmente atinge apenas cerca de –2,9. Vénus pode até ser visto a olho nu durante o dia, se souber exatamente onde procurar.
Qual é a temperatura de Vénus?
A espessa atmosfera venusiana retém o calor, fazendo com que a temperatura à superfície varie entre 438 e 482 °C (820–900 °F). Por isso Vénus é mais quente do que Mercúrio, embora este seja o planeta mais próximo do Sol.
Vénus tem superfície?
Sim. Vénus tem uma superfície sólida sob a sua densa atmosfera. A superfície rochosa é semelhante à terrestre e está coberta de vulcões, montanhas, extensas planícies e vastos planaltos.
Qual é a idade de Vénus?
Tal como os outros corpos celestes do Sistema Solar, Vénus formou-se há aproximadamente 4,5 mil milhões de anos, durante as primeiras etapas da evolução do Sistema Solar. Resultou da acreção e colisão de numerosos protoplanetas e planetesimais. À medida que estes objetos se juntaram, as interações gravitacionais levaram à formação gradual do planeta.
Vénus é a estrela da manhã?
Sim — Vénus pode ser a Estrela da Manhã, mas nem sempre. Surge como Estrela da Manhã quando é visível antes do nascer do sol, brilhando no céu leste. Noutras alturas, Vénus torna-se a Estrela da Tarde e aparece depois do pôr do sol no céu oeste. Isto acontece porque Vénus orbita mais perto do Sol do que a Terra, por isso, do nosso ponto de vista, permanece sempre perto do Sol no céu. Dependendo do lado do Sol em que Vénus aparece, vemo-lo de manhã ou à tarde.
Planeta Vénus: resumo
Vénus é o planeta mais brilhante no céu da Terra e um dos mundos mais fáceis de localizar sem equipamento. Dependendo da posição em relação ao Sol, aparece antes do nascer do sol como Estrela da Manhã ou depois do pôr do sol como Estrela da Tarde. Em 2026, Vénus será visível sobretudo no céu vespertino.
Vénus é muito mais do que o seu aspeto deslumbrante: é extremamente quente, está coberto de nuvens espessas, não tem luas e gira lentamente na direção oposta à da maioria dos planetas. Com binóculos ou um telescópio, poderá até notar a mudança das suas fases.
Para encontrar rapidamente Vénus no céu a partir da sua localização, use a aplicação de astronomia gratuita Sky Tonight.
Explore os outros planetas do Sistema Solar
Esperamos que tenha gostado do artigo sobre Vénus! Também pode consultar os nossos artigos sobre os outros planetas do Sistema Solar:
- Mercúrio – o menor e mais rápido planeta;
- Marte – nosso possível futuro lar;
- Júpiter – o maior planeta;
- Saturno – o “Senhor dos Anéis” (e das luas!);
- Urano – o planeta mais frio;
- Netuno – o planeta mais distante;
- e Plutão, que foi famoso por ter sido rebaixado da categoria de planeta (e a decisão continua sendo um tema quente na comunidade astronômica há quase 20 anos).
Saiba mais factos sobre o espaço
Quer descobrir mais factos sobre o espaço? Então vai gostar do nosso quiz sobre os objetos mais extremos do Sistema Solar! Descubra qual é o mais quente ou mais rápido e onde ficam a montanha mais alta e o desfiladeiro mais profundo.

