Constelação da Ursa Maior: estrelas, localização e como encontrá-la
A Ursa Maior, também conhecida pelo nome latino Ursa Major, é uma das constelações mais fáceis de reconhecer quando você sabe para onde olhar. Suas estrelas mais brilhantes formam o Grande Carro — o famoso asterismo chamado Big Dipper em inglês —, um padrão que ajuda a encontrar a Estrela Polar e a se orientar no céu do norte. Neste guia, você vai aprender onde fica a constelação da Ursa Maior, quando observá-la, quais são suas estrelas principais e qual é a diferença entre a Grande Ursa e o Grande Carro.
Se quiser localizar a Ursa Maior agora mesmo a partir da sua cidade, abra o app Star Walk 2, pesquise “Ursa Maior” ou “Grande Carro” e aponte o dispositivo para o céu para ver onde a constelação está.
Índice
- Fatos sobre a constelação da Ursa Maior
- Localização da Ursa Maior: onde fica no céu
- Estrelas da Ursa Maior: nomes e características
- Objetos de céu profundo na Ursa Maior
- O que dá para ver na Ursa Maior com cada equipamento
- Mitologia e significado da Ursa Maior
Ursa Maior: perguntas frequentes
- Por que a constelação da Ursa Maior é tão importante?
- Qual é a melhor época para ver a Ursa Maior?
- A Ursa Maior é visível no Brasil?
- Qual é a estrela mais brilhante da Ursa Maior?
- Quantas estrelas tem a Ursa Maior?
- Quantas galáxias existem na Ursa Maior?
- Polaris fica na Ursa Maior ou na Ursa Menor?
- A Ursa Maior é a mesma coisa que o Grande Carro?
- Qual é o significado da constelação Ursa Maior?
- Por que a Ursa Maior e a Ursa Menor são constelações circumpolares?
- É possível ver a Ursa Maior do hemisfério sul?
- Constelação da Ursa Maior: principais fatos
Fatos sobre a constelação da Ursa Maior
- Nome: Ursa Maior (Ursa Major, a Grande Ursa)
- Abreviação: UMa
- Asterismo: o Grande Carro
- Tamanho: 1.280 graus quadrados (3ª maior constelação)
- Ascensão reta aproximada: 10,67 h
- Declinação aproximada: +55,54°
- Visível entre: 90°N e 30°S
- Hemisfério celeste: norte
- Estrela mais brilhante: Alioth (Epsilon Ursae Majoris)
- Asterismo principal: o Grande Carro, formado por 7 estrelas brilhantes
- Objetos Messier: 7
- Constelações vizinhas: Boieiro, Girafa, Cães de Caça, Cabeleira de Berenice, Dragão, Leão, Leão Menor e Lince
Localização da Ursa Maior: onde fica no céu

A Ursa Maior é uma constelação do hemisfério norte visível entre as latitudes 90°N e 30°S. Ela cobre 1.280 graus quadrados do céu, o que a torna a terceira maior constelação. Em muitas latitudes médias e altas do hemisfério norte, a Ursa Maior pode ser vista durante todo o ano e nunca se põe completamente abaixo do horizonte. Mais ao sul, ela aparece mais baixa no céu ou pode ficar parcialmente abaixo do horizonte.
A Ursa Maior faz fronteira com oito constelações: Dragão, Girafa, Lince, Leão Menor, Leão, Cabeleira de Berenice, Cães de Caça e Boieiro. As constelações vizinhas mais fáceis de notar são Dragão, que se curva perto da Ursa Menor, e Boieiro, marcada pela estrela brilhante Arcturus.
A melhor época para observar a Ursa Maior no hemisfério norte é a primavera, quando o Grande Carro sobe alto no céu. No outono, ele aparece muito mais baixo e pode ser mais difícil de ver, especialmente em latitudes mais baixas do hemisfério norte.
Onde está o Grande Carro no céu?
O Grande Carro, também conhecido em inglês como Big Dipper, é um asterismo brilhante dentro da Ursa Maior — não uma constelação separada. Para encontrá-lo, olhe para o norte e procure sete estrelas brilhantes formando uma espécie de concha ou carro: uma “caixa” com um cabo curvado.
No hemisfério norte, o Grande Carro fica alto no céu noturno durante a primavera e baixo perto do horizonte no outono. No hemisfério sul, o asterismo é melhor visto de abril a junho a partir de regiões situadas aproximadamente ao norte de 25°S, onde permanece baixo sobre o horizonte norte.
A Ursa Maior é visível no Brasil?
Sim, a Ursa Maior é visível em boa parte do Brasil, mas não com a mesma facilidade em todas as regiões. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ela aparece melhor sobre o horizonte norte. No Sudeste, o Grande Carro fica baixo no céu e exige um horizonte norte livre, sem prédios, montanhas ou árvores. Já no extremo sul do Brasil, perto ou ao sul de 30°S, a constelação fica muito baixa ou pode não ser visível por completo.
Para observadores brasileiros, a melhor janela costuma ser de abril a junho, quando o Grande Carro aparece mais favorável no céu. Mesmo assim, a Ursa Maior nunca sobe tão alto quanto para observadores do hemisfério norte.
Como encontrar a constelação da Ursa Maior

A maneira mais simples de encontrar a Ursa Maior é começar pelo Grande Carro. Esse padrão brilhante de sete estrelas é a parte mais reconhecível da Grande Ursa, enquanto o restante da constelação se estende ao redor dele. Diferentes mapas do céu podem desenhar a Ursa Maior de formas um pouco diferentes, então o Grande Carro pode aparecer como partes diferentes do animal, dependendo da ilustração.
Em muitos mapas celestes modernos, a parte em forma de “caixa” do Grande Carro marca os quartos traseiros da ursa, enquanto o cabo curvado forma sua longa cauda. As estrelas mais fracas ao redor completam a cabeça, o corpo e as patas do animal. Por isso, a constelação completa é muito maior e mais difícil de traçar do que o Grande Carro sozinho.
Sob céus com poluição luminosa, talvez você consiga ver claramente apenas o Grande Carro. Para traçar a figura completa da Ursa Maior, escolha um local mais escuro e deixe seus olhos se adaptarem à escuridão por pelo menos 15–20 minutos. Confira nosso guia da escala de Bortle para entender como a poluição luminosa afeta o que você consegue ver no céu noturno.
Como encontrar Polaris e outras estrelas usando o Grande Carro

As duas estrelas na borda externa da “caixa” do Grande Carro — Merak e Dubhe — são chamadas de “Indicadoras” porque apontam para Polaris, a Estrela Polar. Para encontrar a Estrela Polar, trace uma linha imaginária entre essas duas estrelas e prolongue-a cerca de cinco vezes. Quando encontrar Polaris, você estará no caminho para localizar o Pequeno Carro e, depois, a constelação da Ursa Menor. Polaris é a estrela mais brilhante da Ursa Menor e marca a extremidade do cabo do Pequeno Carro.

Além disso, você pode localizar Arcturus com a ajuda do Grande Carro. Para isso, prolongue o arco do cabo do Grande Carro por cerca de 30°, seguindo sua curva natural. Arcturus é a estrela alaranjada e a mais brilhante da constelação de Boieiro. Ela é melhor vista durante a primavera e o verão no hemisfério norte e durante o inverno e o outono no hemisfério sul. Se você continuar a curva ainda mais, também poderá encontrar Spica, a estrela mais brilhante da constelação de Virgem.

Trace uma linha imaginária entre duas estrelas do Grande Carro localizadas na extremidade da “caixa” próxima ao cabo — Megrez e Phecda (Phad) — e prolongue-a por cerca de 45°. Você chegará a Regulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão.
Depois de aprender esses saltos de estrela em estrela a partir do Grande Carro, tente encontrar mais estrelas brilhantes com nosso infográfico: 15 estrelas que todo mundo consegue encontrar.
Como encontrar a Ursa Maior com apps de astronomia

Se você não tem certeza de que encontrou a Ursa Maior ou suas constelações vizinhas corretamente, confirme com apps de astronomia.
Para encontrar a Grande Ursa com a ajuda do app Star Walk 2, toque no ícone de lupa e comece a digitar “Ursa” ou “Ursa Maior” na barra de busca. O primeiro resultado, Ursa Maior com o ícone da ursa, é o que você precisa. Toque nele, e uma seta vai guiar você até a constelação no céu noturno de acordo com a sua localização.

Outro app útil para observar o céu, Sky Tonight, funciona de forma parecida. Para encontrar a Grande Ursa, toque no ícone de lupa e digite “Ursa” ou “Ursa Maior” no campo de busca. Toque no primeiro resultado — Ursa Maior — e depois no ícone de alvo para ver sua posição atual no céu. Se tocar no ícone de bússola, uma seta ajudará você a encontrar a constelação de acordo com a sua localização. No Sky Tonight, você também pode buscar o asterismo do Grande Carro separadamente: digite “Grande Carro” ou “Big Dipper” no campo de busca e escolha o resultado correspondente.
Estrelas da Ursa Maior: nomes e características
As estrelas mais conhecidas da Ursa Maior são as sete estrelas brilhantes que formam o Grande Carro: Alkaid (Benetnash), Mizar, Alioth, Megrez, Dubhe, Merak e Phecda (Phad). Mizar tem uma famosa companheira mais fraca, Alcor, localizada perto dela no cabo do Grande Carro. Sob um bom céu, muitos observadores conseguem separar Mizar e Alcor sem binóculos, embora à primeira vista elas possam parecer uma única estrela. Visto com telescópios, o sistema é ainda mais complexo. As estrelas mais brilhantes do Grande Carro — e de toda a constelação — são Alioth, Dubhe e Alkaid.
A maioria das estrelas do Grande Carro se move pelo espaço em conjunto como parte do Grupo Móvel da Ursa Maior. No entanto, Dubhe e Alkaid são exceções: elas apenas parecem pertencer ao mesmo padrão do nosso ponto de vista.

Alioth
- Outros nomes: Epsilon Ursae Majoris, ε UMa, HIP 62956, HR 4905
- Tipo: subgigante azul-branca quimicamente peculiar
- Magnitude: 1,8
- Origem do nome: “a cauda gorda da ovelha” (árabe)
Alioth é a estrela mais brilhante da Ursa Maior e a 31ª estrela mais brilhante do céu noturno. Ela fica no cabo do Grande Carro, perto da parte em forma de caixa.
Alioth tem quase 3 vezes a massa do Sol e está a cerca de 82 anos-luz de nós. Também é uma das 57 estrelas principais historicamente usadas na navegação celeste.
Dubhe
- Outros nomes: Alpha Ursae Majoris, α UMa, HIP 54061, HR 4301
- Tipo: sistema binário espectroscópico
- Magnitude: 1,8
- Origem do nome: “o dorso da Grande Ursa” (árabe)
Dubhe é a segunda estrela mais brilhante da Ursa Maior. Ela marca o ponto superior direito da “caixa” do Grande Carro e é uma das duas estrelas Indicadoras usadas para encontrar Polaris.
Dubhe é um sistema binário espectroscópico. Sua estrela principal, Dubhe A, é uma gigante laranja com cerca de 4,25 massas solares. Assim como Alioth, Dubhe é uma das principais estrelas de navegação.
Alkaid
- Outros nomes: Benetnash, Eta Ursae Majoris, η UMa, HIP 67301, HR 5191
- Tipo: estrela azul-branca da sequência principal
- Magnitude: 1,9
- Origem do nome: “o chefe das filhas do esquife” (árabe)
Alkaid é a terceira estrela mais brilhante da Ursa Maior. Ela marca a ponta do cabo do Grande Carro e também é conhecida pelo nome tradicional Benetnash.
Alkaid é uma estrela azul-branca muito quente, com cerca de 6 massas solares. Ao contrário da maioria das outras estrelas do Grande Carro, ela não faz parte do Grupo Móvel da Ursa Maior.
Mizar e Alcor: o famoso teste de visão do Grande Carro
Olhe para a estrela central do cabo do Grande Carro. Se o céu estiver escuro e sua visão for boa, talvez você perceba uma estrela mais fraca bem perto dela. A mais brilhante é Mizar, e a mais fraca é Alcor — uma das estrelas duplas visíveis a olho nu mais famosas do céu.
Binóculos separam o par facilmente, e até um telescópio pequeno revela que a própria Mizar é dupla. Na realidade, esse pequeno “teste de visão” é um sistema estelar múltiplo bastante complexo.
Objetos de céu profundo na Ursa Maior
Os catálogos listam centenas de objetos de céu profundo na Ursa Maior, embora a maioria seja muito fraca. A constelação contém sete objetos do catálogo Messier. Seis deles são verdadeiros objetos de céu profundo, enquanto M40 é uma estrela dupla óptica. Os objetos Messier da Ursa Maior são:
- Messier 40 (M40, Winnecke 4)
- Messier 81 (M81, NGC 3031, Galáxia de Bode)
- Messier 82 (M82, NGC 3034, Galáxia do Charuto)
- Messier 97 (M97, NGC 3587, Nebulosa da Coruja)
- Messier 101 (M101, NGC 5457, Galáxia do Cata-vento)
- Messier 108 (M108, NGC 3556)
- Messier 109 (M109, NGC 3992)
Aqui está um guia rápido para observar os objetos Messier da Ursa Maior:
| Objeto | Tipo | Magnitude | Melhor com | Dificuldade |
|---|---|---|---|---|
| M81, Galáxia de Bode | Galáxia espiral | 6,9 | Binóculos / telescópio | Fácil sob céu escuro |
| M82, Galáxia do Charuto | Galáxia com intensa formação estelar | 8,4 | Telescópio pequeno | Fácil a moderada |
| M101, Galáxia do Cata-vento | Galáxia espiral vista de frente | 7,9 | Telescópio, céu escuro | Moderada |
| M97, Nebulosa da Coruja | Nebulosa planetária | 9,9 | Telescópio | Moderada |
| M108 | Galáxia espiral vista de lado | 10,0 | Telescópio | Moderada |
| M109 | Galáxia espiral barrada | 9,8 | Telescópio médio | Difícil |
| M40 | Estrela dupla óptica | cerca de 9–10 | Telescópio | Fácil, mas não é um verdadeiro objeto de céu profundo |
M81 e M82 são especialmente populares porque ficam muito próximas uma da outra no céu. Sob céus escuros, ambas podem ser encontradas com binóculos, enquanto um telescópio as revela muito melhor. Vamos observar com mais detalhes três dos principais objetos de céu profundo da Ursa Maior.
M81 (Messier 81) — Galáxia de Bode

M81 é uma galáxia espiral que brilha com magnitude 6,9. Ela fica a aproximadamente 12 milhões de anos-luz do Sistema Solar. É possível detectar sua luz tênue até com binóculos, mas seu núcleo aparece apenas com telescópio. A melhor época para observar a Galáxia de Bode é abril.
M97 (Messier 97) — Nebulosa da Coruja

A Nebulosa da Coruja é uma das quatro nebulosas planetárias do catálogo Messier. Ela tem magnitude 9,9. Sob céus muito escuros, observadores experientes podem percebê-la como um ponto tênue com binóculos grandes, mas um telescópio oferece uma visão muito melhor. Com instrumentos mais potentes, os detalhes ficam mais evidentes: seus dois “olhos” parecidos com os de uma coruja podem ser vistos com telescópios de 10 polegadas ou maiores.
M82 (Messier 82) — Galáxia do Charuto

M82 fica a cerca de 12 milhões de anos-luz da Terra. Ela é conhecida por sua taxa extremamente alta de formação estelar: ali, estrelas nascem cerca de 10 vezes mais rápido do que na região central da Via Láctea. A Galáxia do Charuto brilha com magnitude 8,41. Ela é melhor observada em abril com um telescópio amador sob céu escuro, embora também possa ser vista com binóculos como uma mancha fraca de luz.
Campo Profundo do Hubble na Ursa Maior
A Ursa Maior também contém uma das regiões “vazias” do céu mais famosas já fotografadas: o Campo Profundo do Hubble original. Em 1995, o Telescópio Espacial Hubble observou por muito tempo uma minúscula área dessa constelação e revelou milhares de galáxias distantes, mudando a forma como os astrônomos estudam o universo primitivo.
O que dá para ver na Ursa Maior com cada equipamento
- A olho nu: o Grande Carro, Mizar e Alcor sob bons céus, e o contorno mais brilhante da Ursa Maior.
- Com binóculos: M81 e M82 como manchas tênues sob céu escuro; separação mais fácil de Mizar e Alcor.
- Com telescópio pequeno: o núcleo brilhante de M81, a forma alongada de M82, M97 como um disco fraco e Mizar como estrela dupla.
- Com telescópio grande: mais detalhes em M82, indícios de estrutura em M101 e os “olhos” da Nebulosa da Coruja sob céu escuro.
Mitologia e significado da Ursa Maior
O nome Ursa Major significa “ursa maior” ou “grande ursa” em latim. Uma das referências escritas mais antigas à constelação aparece na Odisseia de Homero, onde ela é descrita como “a Ursa, que os homens também chamam de Carro”.
A Ursa Maior tem significado cultural em muitas tradições. Em termos astronômicos, ela é importante por servir como ponto de referência para encontrar a Estrela Polar, a Ursa Menor e outras estrelas brilhantes. Em mitos antigos, seu significado costuma estar ligado a histórias sobre uma ursa, caçadores, viajantes e orientação no céu.
Mitologia grega da Ursa Maior
Segundo o mito grego, Calisto era uma ninfa que havia feito voto de castidade a Ártemis. Zeus, porém, se apaixonou por ela, e os dois tiveram um filho chamado Arcas. Uma versão diz que Ártemis tentou matar Calisto porque ela quebrou seu voto, mas Zeus transformou sua amada em uma ursa e a colocou no céu. Em outra versão, foi Hera quem tentou matar Calisto por ciúmes. Uma terceira versão acrescenta que Arcas cresceu enquanto sua mãe vagava pelas montanhas na forma de ursa durante quinze anos. Um dia, Arcas encontrou Calisto durante uma caçada e quase matou a própria mãe, mas Zeus interveio e transformou Calisto na Ursa Maior e Arcas na constelação de Boieiro.
Mitos indígenas norte-americanos sobre a Ursa Maior
Muitas tradições indígenas da América do Norte relacionam as estrelas da Ursa Maior ou do Grande Carro a histórias sobre uma ursa, caçadores ou pessoas colocadas no céu. Em algumas versões, a parte em forma de “caixa” do Grande Carro representa uma ursa, enquanto as estrelas do cabo representam caçadores que a seguem. Outros relatos associam as sete estrelas brilhantes a irmãos, viajantes ou figuras sagradas. Essas tradições variam muito entre diferentes povos, por isso é melhor entendê-las como uma família de histórias celestes relacionadas, não como um único mito.
A Grande Ursa em outras culturas
A constelação da Grande Ursa tem histórias parecidas em diferentes culturas, incluindo tradições da América do Norte e do sul da Ásia. Alguns pesquisadores sugerem que isso pode apontar para uma origem muito antiga do mito da ursa, talvez desde tempos paleolíticos. A Ursa Maior também teve muitos outros nomes antigos:
- Mesopotâmico: Mul Mar Gid Da (“a constelação da carruagem longa”);
- Egípcio: Khepesh (“a coxa”);
- Chinês: Bei Dou (“a concha do norte”);
- Hindu: Saptarshi (“os sete sábios”);
- Persa: Haptoiringa (“aquela que tem sete sinais”).
A Ursa Maior continua importante na cultura atual. O Grande Carro aparece na bandeira do Alasca e, em diferentes tradições, serviu como símbolo de orientação, viagem e céu do norte.
Ursa Maior: perguntas frequentes
Por que a constelação da Ursa Maior é tão importante?
A Ursa Maior é uma das constelações mais reconhecíveis do céu. Ela aparece na cultura de muitos povos, desde a literatura grega antiga até histórias celestes indígenas da América do Norte. Também é um excelente ponto de referência para encontrar outras estrelas e constelações. Descubra quanto você sabe sobre constelações com nosso quiz divertido.
Qual é a melhor época para ver a Ursa Maior?
Para observadores do hemisfério norte, a Ursa Maior é melhor vista no céu noturno da primavera. Nessa época, o Grande Carro aparece alto no céu e fica fácil de reconhecer. No outono, ele fica muito mais baixo e pode ser mais difícil de ver, especialmente em latitudes mais baixas do hemisfério norte.
No Brasil e em outras regiões próximas ao limite sul de visibilidade da constelação, a Ursa Maior costuma ser observada melhor de abril a junho, sempre baixa sobre o horizonte norte.
A Ursa Maior é visível no Brasil?
Sim, a Ursa Maior é visível em grande parte do Brasil, mas geralmente aparece baixa sobre o horizonte norte. Ela é mais fácil de observar no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No Sudeste, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, é preciso ter um horizonte norte bem livre. No extremo sul do país, a constelação pode ficar baixa demais ou não ser visível por completo.
Qual é a estrela mais brilhante da Ursa Maior?
A estrela mais brilhante da Ursa Maior é Alioth, também conhecida como Epsilon Ursae Majoris. Ela brilha com magnitude 1,8 e fica no cabo do Grande Carro, perto da parte em forma de caixa.
Quantas estrelas tem a Ursa Maior?
A constelação completa da Ursa Maior contém muitas estrelas visíveis com diferentes instrumentos, mas sua parte mais famosa, o Grande Carro, é formada por sete estrelas principais: Alkaid, Mizar, Alioth, Megrez, Dubhe, Merak e Phecda. Se considerarmos toda a constelação, não há um único número fixo para a observação a olho nu, porque isso depende da escuridão do céu e da visão do observador.
Quantas galáxias existem na Ursa Maior?
A Ursa Maior contém centenas de galáxias catalogadas, mas apenas algumas são fáceis de observar. Os melhores alvos para telescópios amadores são a Galáxia do Charuto (M82, NGC 3034) e a Galáxia de Bode (M81, NGC 3031). Para objetos mais fáceis para iniciantes, veja nosso guia de aglomerados estelares brilhantes visíveis a olho nu.
Polaris fica na Ursa Maior ou na Ursa Menor?
A Estrela Polar, também conhecida como Polaris, fica na constelação da Ursa Menor. As estrelas Merak e Dubhe, na constelação da Ursa Maior, ajudam a encontrar Polaris no céu noturno: basta traçar uma linha imaginária entre elas e prolongá-la cerca de cinco vezes. Para localizar rapidamente qualquer estrela ou constelação, veja nosso tutorial em vídeo para encontrar objetos no céu.
A Ursa Maior é a mesma coisa que o Grande Carro?
O Grande Carro é um asterismo da Ursa Maior: um padrão de estrelas muito visível, menor do que a constelação completa. O Grande Carro é formado por sete estrelas principais, incluindo várias das mais brilhantes de toda a constelação. O restante da Ursa Maior é mais difícil de ver a olho nu quando o céu tem poluição luminosa. Aprenda a encontrar a Ursa Maior e outras constelações com nosso infográfico.
Qual é o significado da constelação Ursa Maior?
O significado literal de Ursa Major é “Ursa Maior” ou “Grande Ursa” em latim. Culturalmente, a constelação está ligada a mitos sobre uma ursa, caçadores e orientação no céu. Não existe um único “significado espiritual” universal da Ursa Maior: seu simbolismo muda de cultura para cultura.
Por que a Ursa Maior e a Ursa Menor são constelações circumpolares?
Para muitos observadores em latitudes médias e altas do hemisfério norte, a Ursa Maior e a Ursa Menor são constelações circumpolares: elas giram ao redor de Polaris e nunca se põem abaixo do horizonte. Dependendo da estação e da hora da noite, podem aparecer em lados diferentes da Estrela Polar. No hemisfério sul, o Cruzeiro do Sul é uma das constelações circumpolares mais conhecidas.
É possível ver a Ursa Maior do hemisfério sul?
A Ursa Maior é principalmente uma constelação do hemisfério norte, mas pode ser vista de algumas regiões mais ao norte do hemisfério sul. Quanto mais ao sul você estiver, mais baixa ela aparece sobre o horizonte norte. Ao sul de cerca de 30°S, a Ursa Maior deixa de ser visível.
Constelação da Ursa Maior: principais fatos
A Ursa Maior é uma das constelações mais úteis para aprender a se orientar no céu do norte. Suas estrelas mais brilhantes formam o Grande Carro, um padrão fácil de reconhecer que ajuda a encontrar Polaris, o Pequeno Carro, Arcturus, Spica, Regulus e várias constelações vizinhas. A Grande Ursa também é rica em objetos de céu profundo, como a Galáxia de Bode, a Galáxia do Charuto, a Nebulosa da Coruja, a Galáxia do Cata-vento e o Campo Profundo do Hubble original.
Para muitos observadores do hemisfério norte, a Ursa Maior é visível durante todo o ano, mas é mais fácil vê-la nas noites de primavera, quando o Grande Carro sobe alto no céu. No Brasil, ela aparece baixa sobre o horizonte norte e é melhor observada de abril a junho. Use o app Star Walk 2 para localizar a Ursa Maior, identificar suas estrelas mais brilhantes e explorar as constelações próximas a partir da sua localização.
