Melhores alvos de astrofotografia em setembro: galáxias, aglomerados estelares e nebulosas mais brilhantes
Setembro é um bom mês para observar e fotografar galáxias, nebulosas e aglomerados estelares. Este guia apresenta alguns dos melhores alvos e explica onde estão visíveis, de que equipamento poderá precisar e como fotografá-los. Use a app Sky Tonight para localizar cada objeto no seu céu.
Índice
- Verifique a fase da Lua antes de fotografar objetos de céu profundo
- Melhores alvos de astrofotografia em setembro: galáxias
- Melhores alvos de astrofotografia em setembro: nebulosas
- Melhores alvos de astrofotografia em setembro: aglomerados estelares
- Objetos de céu profundo em setembro: perguntas frequentes
- Mais objetos de céu profundo excelentes para fotografar em setembro
- Objetos de céu profundo em setembro: factos essenciais
Verifique a fase da Lua antes de fotografar objetos de céu profundo
Um céu escuro é importante para observar e fotografar galáxias e nebulosas ténues. O luar intenso pode ocultar alvos de baixo brilho superficial, como a Nebulosa Íris e o Quinteto de Stephan.
Em setembro de 2026, a Lua Nova ocorre a 11 de setembro, às 03:27 GMT, tornando aproximadamente o período de 7 a 15 de setembro o melhor para a astrofotografia de céu profundo. As primeiras noites do mês também podem oferecer boas condições: o Quarto Minguante ocorre a 4 de setembro, por isso a Lua nasce relativamente tarde. Tente evitar as noites próximas da Lua Cheia de 26 de setembro, às 16:49 GMT, quando será muito mais difícil captar objetos de céu profundo ténues.
Para consultar as datas exatas das fases da Lua, a iluminação e as horas do nascer e do pôr da Lua na sua localização, veja o nosso Calendário Lunar.
Melhores alvos de astrofotografia em setembro: galáxias
As galáxias são sistemas de estrelas, gás, poeira e matéria escura ligados pela gravidade. A maioria das galáxias para além da Via Láctea parece uma mancha ténue e difusa através da ocular. A Galáxia de Andrómeda é a mais fácil desta lista para observar em setembro e pode ser vista a olho nu sob um céu escuro; as restantes exigem condições mais escuras e, em alguns casos, telescópios de maior abertura. Fotografar galáxias costuma exigir longos tempos totais de exposição para revelar a sua estrutura.
Galáxia de Andrómeda

- Nomes alternativos: M31, NGC 224
- Tamanho aparente: 3° × 1° (6 × Lua)
- Magnitude aparente: 3,4
- Constelação: Andrómeda
- Onde observar: Hemisfério Norte
A Galáxia de Andrómeda é uma galáxia espiral barrada e a galáxia de grande dimensão mais próxima da Via Láctea, situada a cerca de 2,5 milhões de anos-luz da Terra. É um dos maiores membros do Grupo Local, que também inclui a nossa galáxia, a Via Láctea, a Galáxia do Triângulo e mais de uma centena de galáxias menores.
Modelos anteriores previam que Andrómeda e a Via Láctea colidiriam dentro de cerca de 4,5 mil milhões de anos e acabariam por se fundir. No entanto, um estudo de 2025 concluiu que as incertezas relativas aos movimentos e às massas das galáxias deixam aproximadamente 50% de probabilidade de não ocorrer qualquer fusão nos próximos 10 mil milhões de anos. Teste os seus conhecimentos sobre o passado, o presente e o possível futuro da Via Láctea no nosso quiz.

Dicas de observação e astrofotografia
Sob um céu escuro e limpo, a Galáxia de Andrómeda é visível a olho nu como um brilho suave e nebuloso. Binóculos (7×50 ou 10×50) ou um telescópio pequeno revelam a sua forma oval alongada e o núcleo mais brilhante.
Para a astrofotografia, use uma objetiva fotográfica ou um pequeno refrator com um campo de visão suficientemente amplo para enquadrar a galáxia. Combine exposições mais curtas do núcleo brilhante com exposições mais longas do disco exterior ténue para preservar os detalhes em toda a sua ampla gama de brilho.

Galáxia do Triângulo

- Nomes alternativos: M33, NGC 598
- Tamanho aparente: 1° × 41′ (2 × Lua)
- Magnitude aparente: 5,7
- Constelação: Triângulo
- Onde observar: Hemisfério Norte
A Galáxia do Triângulo é uma galáxia espiral vista de frente, situada a cerca de 2,73 milhões de anos-luz. É o terceiro maior membro do Grupo Local, depois de Andrómeda e da Via Láctea.
Dicas de observação e astrofotografia
Sob um céu escuro e transparente, a Galáxia do Triângulo aparece nos binóculos como uma mancha ténue e difusa. Um telescópio pode mostrar um núcleo mais brilhante e indícios de uma estrutura irregular, mas o baixo brilho superficial da galáxia torna-a menos evidente do que a sua magnitude sugere.
Para a astrofotografia, use um telescópio pequeno ou uma objetiva de distância focal média e acumule tempo de exposição suficiente para revelar os braços espirais abertos e as numerosas regiões de formação estelar. Os dados a cores de banda larga registam a cor e a estrutura gerais da galáxia; a adição de dados de H-alfa pode destacar as suas regiões ricas em hidrogénio.
Quer uma forma mais simples de fotografar a Galáxia do Triângulo? Com o Seestar S50, pode encontrar a galáxia automaticamente e deixar que o telescópio trate da focagem, do seguimento e do empilhamento em tempo real. O seu campo de visão é adequado para esta grande galáxia, facilitando a revelação da estrutura espiral de M33 e das suas regiões brilhantes de formação estelar sem ser necessário montar um equipamento tradicional de astrofotografia.

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Quinteto de Stephan

- Nomes alternativos: HCG 92, Arp 319, VV 288, SQ
- Tamanho aparente: 4,4′ × 4,4′ (0,1 × Lua)
- Magnitude aparente: cerca de 13–15 (galáxias individuais)
- Constelação: Pégaso
- Onde observar: Ambos os hemisférios
O Quinteto de Stephan é um grupo de cinco galáxias. Um dos membros, NGC 7320, está muito mais próximo de nós, a cerca de 40 milhões de anos-luz, enquanto os outros quatro (NGC 7317, NGC 7318A, NGC 7318B e NGC 7319) se encontram a cerca de 290 milhões de anos-luz e interagem fisicamente. É um dos grupos compactos de galáxias mais estudados.
Dicas de observação e astrofotografia
O Quinteto de Stephan é um alvo visual difícil. Para vislumbrar as suas galáxias, use um telescópio de grande abertura sob um céu escuro e transparente.
Como o Quinteto de Stephan é pequeno e ténue, fotografe-o com um telescópio de longa distância focal a partir de um local escuro, se possível. Várias horas de exposição total podem revelar detalhes das galáxias individuais. Durante o processamento, evite cortar os realces ou saturar demasiado a imagem, pois os membros diferem visivelmente em brilho e cor. Se o campo de visão permitir, inclua a vizinha NGC 7331 no enquadramento.

Galáxia do Escultor

- Nomes alternativos: NGC 253, Galáxia da Moeda de Prata, Galáxia do Dólar de Prata, Caldwell 65
- Tamanho aparente: 28,8′ × 5,9′ (1 × Lua)
- Magnitude aparente: 7,6
- Constelação: Escultor
- Melhor observada a partir do: Hemisfério Sul
A Galáxia do Escultor (NGC 253) é uma grande galáxia espiral vista quase de perfil, situada a aproximadamente 10 milhões de anos-luz. É o membro dominante do Grupo do Escultor e uma galáxia de surto de formação estelar, o que significa que forma estrelas a um ritmo invulgarmente elevado. Faixas de poeira proeminentes atravessam o seu disco inclinado, que também contém muitas estrelas jovens e regiões ativas de formação estelar.
Dicas de observação e astrofotografia
A Galáxia do Escultor é visível mesmo com um telescópio pequeno sob um céu escuro. Os observadores do Hemisfério Sul têm a melhor vista, enquanto nas latitudes médias do Hemisfério Norte a galáxia aparece baixa sobre o horizonte sul.
Para a astrofotografia, use uma objetiva de distância focal média ou um telescópio pequeno para enquadrar o disco longo e estreito da galáxia. As imagens de banda larga registam as suas cores naturais e as faixas escuras de poeira; uma integração mais longa revela estruturas mais ténues em torno do disco. Dados opcionais de H-alfa podem realçar as regiões ativas de formação estelar.

NGC 55

- Nomes alternativos: Caldwell 72
- Tamanho aparente: 32,4′ × 4,0′ (1,1 × Lua)
- Magnitude aparente: 7,8
- Constelação: Escultor
- Melhor observada a partir do: Hemisfério Sul
NGC 55 é uma galáxia espiral barrada do tipo magalhânico, situada a cerca de 6,5 milhões de anos-luz. Assemelha-se a uma versão menor da Grande Nuvem de Magalhães. Vista quase de perfil, apresenta-se como uma faixa longa e estreita, com uma distribuição irregular de estrelas, gás e poeira.
Dicas de observação e astrofotografia
Sob um céu escuro, NGC 55 pode ser detetada com binóculos, enquanto um telescópio pequeno mostra mais claramente a sua forma alongada. A galáxia encontra-se mais bem posicionada para os observadores do Hemisfério Sul.
Para a astrofotografia, use uma objetiva de distância focal média ou um telescópio pequeno para enquadrar toda a galáxia. Os dados de banda larga captam as cores das suas estrelas, enquanto uma integração mais longa revela a estrutura irregular, a poeira e as ténues regiões exteriores.
Melhores alvos de astrofotografia em setembro: nebulosas
As nebulosas são nuvens de gás e poeira que incluem regiões de formação estelar e material expelido por estrelas moribundas. Muitas têm baixo brilho superficial e são difíceis de observar visualmente. A grande Nebulosa do Pelicano, por exemplo, é muito mais difícil de detetar do que a sua magnitude integrada sugere. A maioria das nebulosas desta lista requer um telescópio, e um filtro UHC ou O III pode melhorar o contraste de alguns alvos. Nas fotografias, as integrações longas revelam estruturas e cores que o olho não consegue ver.
Nebulosa do Pelicano

- Nomes alternativos: IC 5070
- Tamanho aparente: 1° × 0,8° (1,8 × Lua)
- Magnitude aparente: 5,9
- Constelação: Cisne
- Onde observar: Hemisfério Norte
A Nebulosa do Pelicano é uma nebulosa de emissão situada a aproximadamente 1800 anos-luz da Terra. O seu contorno lembra um pelicano, e faz parte da mesma nuvem interestelar que a vizinha Nebulosa América do Norte (NGC 7000).
Dicas de observação e astrofotografia
Como a Nebulosa do Pelicano tem baixo brilho superficial, é difícil vê-la com binóculos e telescópios pequenos. Para a observação visual, escolha um céu muito escuro e transparente e use um telescópio de campo amplo com um filtro UHC. Aberturas maiores tornam os seus limites mais brilhantes mais fáceis de detetar.
Para a astrofotografia, use uma objetiva fotográfica, um pequeno refrator ou um telescópio de campo amplo para captar a Nebulosa do Pelicano e o campo estelar circundante do Cisne. Como partilha uma grande região H II com a Nebulosa América do Norte, ambos os objetos enquadram-se naturalmente numa composição de campo amplo. Uma integração mais longa revela gás e poeira mais ténues; filtros H-alfa ou de banda dupla aumentam o contraste da emissão de hidrogénio, sobretudo sob um céu com poluição luminosa.

Nebulosa Pacman

- Nomes alternativos: NGC 281, Sh2-184
- Tamanho aparente: 35' (1,2 × Lua)
- Magnitude aparente: 7,3
- Constelação: Cassiopeia
- Onde observar: Hemisfério Norte
A Nebulosa Pacman (NGC 281) é uma nebulosa de emissão situada no Braço de Perseu da Via Láctea, a cerca de 9500 anos-luz da Terra. A sua faixa escura de poeira cria um contorno semelhante ao personagem Pac-Man do videojogo.
Dicas de observação e astrofotografia
A partir de um local escuro, a Nebulosa Pacman pode ser vista através de um telescópio de 200 mm (8 polegadas). Um filtro UHC ou O III melhora o seu contraste.
Para a astrofotografia, use um pequeno refrator ou um telescópio de distância focal média para incluir toda a nebulosa e o campo estelar circundante. Uma integração longa revela tanto as regiões de emissão como as estruturas escuras de poeira, enquanto filtros H-alfa ou de banda dupla melhoram o contraste sob um céu com poluição luminosa.
O telescópio inteligente Seestar S50 é uma excelente opção para fotografar este alvo: o seu filtro de banda dupla integrado ajuda a realçar a emissão brilhante de hidrogénio e oxigénio da nebulosa, mesmo sob um céu com poluição luminosa. Selecione NGC 281 na app Seestar, deixe o telescópio encontrá-la e segui-la automaticamente e observe a imagem ganhar detalhes à medida que as exposições são empilhadas.
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Nebulosa Crescente

- Nomes alternativos: NGC 6888, Caldwell 27
- Tamanho aparente: 18' × 12' (0,5 × Lua)
- Magnitude aparente: 7,4
- Constelação: Cisne
- Onde observar: Hemisfério Norte
A Nebulosa Crescente é uma nebulosa de emissão situada a cerca de 5000 anos-luz da Terra. No seu centro encontra-se WR 136, uma estrela Wolf-Rayet extremamente quente.

Dicas de observação e astrofotografia
Para a observação visual, use um filtro UHC ou O III e a visão periférica; um telescópio de 200 mm (8 polegadas) oferece uma melhor possibilidade de ver a ténue concha. Para a astrofotografia, um equipamento de distância focal média com dados de H-alfa e O III, ou um filtro de banda dupla, pode captar tanto a concha como o campo estelar circundante do Cisne.

Nebulosa de Saturno

- Nomes alternativos: NGC 7009, Caldwell 55
- Tamanho aparente: 41" × 35" (0,02 × Lua)
- Constelação: Aquário
- Magnitude aparente: 8,0
- Onde observar: Ambos os hemisférios
A Nebulosa de Saturno (NGC 7009) é uma nebulosa planetária situada a cerca de 2000 anos-luz da Terra. O seu nome refere-se às extensões ténues que lembram os anéis de Saturno. A forma foi produzida por sucessivos fluxos de gás provenientes da estrela moribunda no seu centro.
Dicas de observação e astrofotografia
Num telescópio pequeno, a Nebulosa de Saturno aparece como um objeto minúsculo, quase estelar, com uma tonalidade esverdeada. É necessário um telescópio maior e uma ampliação elevada para revelar a sua forma alongada e as ténues «asas».
Para a astrofotografia, use um telescópio de longa distância focal e um seguimento preciso. Empilhe muitas exposições curtas para preservar a região central brilhante e revelar as estruturas exteriores mais ténues. Um filtro O III pode aumentar o contraste da emissão de oxigénio ionizado da nebulosa.

Nebulosa Bola de Neve Azul

- Nomes alternativos: NGC 7662, Nebulosa Bola de Neve, Caldwell 22
- Tamanho aparente: cerca de 0,5′ (0,02 × Lua)
- Magnitude aparente: 8,3
- Constelação: Andrómeda
- Melhor observada a partir do: Hemisfério Norte
A Nebulosa Bola de Neve Azul (NGC 7662) é uma nebulosa planetária compacta situada a cerca de 2500 anos-luz. Formou-se quando uma estrela semelhante ao Sol expeliu as suas camadas exteriores perto do fim da vida, deixando um remanescente quente que ioniza o gás circundante. A sua forma arredondada e a cor azul-esverdeada inspiraram a alcunha.
Dicas de observação e astrofotografia
A Nebulosa Bola de Neve Azul é visível através de telescópios pequenos, embora com pouca ampliação possa parecer quase estelar. Uma ampliação maior facilita a distinção do seu pequeno disco, e um telescópio de tamanho médio pode mostrar variações de brilho na sua superfície.
Para a astrofotografia, o seu minúsculo tamanho aparente torna NGC 7662 um alvo para um equipamento de alta resolução e longa distância focal. Use um seguimento preciso e empilhe muitas exposições relativamente curtas para preservar a região central brilhante e revelar as conchas circundantes. Um filtro de banda estreita também pode ajudar a revelar estruturas no gás luminoso.

Nebulosa do Crânio

- Nomes alternativos: NGC 246, Caldwell 56
- Tamanho aparente: 3,7′ (0,1 × Lua)
- Magnitude aparente: 8,0
- Constelação: Baleia
- Melhor observada a partir de: Ambos os hemisférios
A Nebulosa do Crânio (NGC 246) é uma nebulosa planetária situada a cerca de 1600 anos-luz. É constituída por gás expelido por uma estrela moribunda semelhante ao Sol, cujo remanescente quente brilha agora como uma anã branca perto do centro da nebulosa. A sua grande concha irregular confere ao objeto a aparência de um crânio em fotografias de céu profundo.
Dicas de observação e astrofotografia
Através de um telescópio de tamanho médio, NGC 246 aparece como um brilho ténue e aproximadamente circular, com várias estrelas aparentemente projetadas sobre ele. Um céu escuro é importante para a observação, pois a nebulosa é bastante grande e difusa.
Para a astrofotografia, use um telescópio de distância focal média para captar toda a concha e parte do campo estelar circundante. Uma integração longa revela a sua ténue estrutura exterior, enquanto dados de O III, H-alfa ou banda dupla podem aumentar o contraste do gás ionizado.

Melhores alvos de astrofotografia em setembro: aglomerados estelares
Os aglomerados estelares são grupos de estrelas que se formaram em conjunto. Os aglomerados abertos são geralmente jovens, pouco ligados pela gravidade e muitas vezes visíveis através de binóculos ou telescópios pequenos. Os aglomerados globulares são muito mais antigos e densos, e normalmente beneficiam de uma maior abertura e ampliação. Os aglomerados estão entre os objetos de céu profundo mais fáceis para principiantes. Também não requerem filtros para nebulosas e costumam precisar de menos tempo total de exposição do que as galáxias ou nebulosas ténues.
Aglomerado da Pirâmide

- Nomes alternativos: M39, NGC 7092
- Tamanho aparente: 29′ (0,9 × Lua)
- Magnitude aparente: 4,6
- Constelação: Cisne
- Onde observar: Hemisfério Norte
O Aglomerado da Pirâmide (M39) é um aglomerado estelar aberto situado a aproximadamente 1000 anos-luz da Terra. Os seus membros mais brilhantes formam o padrão triangular disperso que deu origem à sua alcunha.
Dicas de observação e astrofotografia
Pode usar um telescópio pequeno para observar M39, mas o aglomerado é mais bem visto com binóculos. Com binóculos 10×50, é possível ver cerca de sete estrelas no aglomerado; binóculos 15x70 revelam aproximadamente uma dúzia. Sob um céu escuro e transparente, também pode ser visto a olho nu como uma mancha ténue.
Para a astrofotografia, use uma teleobjetiva ou um pequeno refrator para manter no enquadramento todo o aglomerado e parte da Via Láctea circundante. Não são necessários filtros especiais; foque cuidadosamente e evite exposições suficientemente longas para saturar as estrelas mais brilhantes.

Aglomerado do Peixe-Anjo

- Nomes alternativos: M71, NGC 6838
- Tamanho aparente: 7,2' (0,2 × Lua)
- Magnitude aparente: 5,9
- Constelação: Flecha
- Onde observar: Hemisfério Norte
O Aglomerado do Peixe-Anjo é um aglomerado globular pouco denso, situado a cerca de 13 000 anos-luz da Terra. Durante muito tempo, os astrónomos debateram se era um aglomerado aberto ou globular; na década de 1970, as evidências passaram a favorecer a classificação como aglomerado globular.
Dicas de observação e astrofotografia
Numa noite escura e sem luar, o Aglomerado do Peixe-Anjo é visível com binóculos 10×50 como uma pequena mancha nebulosa. Um telescópio de 100 mm (4 polegadas) começa a resolver as suas estrelas mais brilhantes.
Para a astrofotografia, use um telescópio de distância focal média. Não são necessários filtros especiais. Um seguimento preciso e uma combinação de exposições mais curtas e mais longas revelarão as estrelas ténues sem saturar as mais brilhantes.

Rosa de Caroline

- Nomes alternativos: NGC 7789, Aglomerado Rosa de Caroline
- Tamanho aparente: 25,3′ (0,8 × Lua)
- Magnitude aparente: 6,7
- Constelação: Cassiopeia
- Melhor observada a partir do: Hemisfério Norte
A Rosa de Caroline (NGC 7789) é um rico aglomerado estelar aberto situado a cerca de 8000 anos-luz. Caroline Herschel descobriu-o em 1783, e os astrónomos estimam que tenha cerca de 1,6 mil milhões de anos. Cadeias curvas de estrelas, separadas por intervalos mais escuros, lembram camadas de pétalas de rosa e inspiraram a alcunha.

Dicas de observação e astrofotografia
Os binóculos mostram a Rosa de Caroline como uma rica concentração de estrelas, mas um telescópio pequeno revela muito mais claramente o seu padrão semelhante a uma rosa. Use uma ampliação baixa a média para manter a maior parte do aglomerado, com 25′ de largura, no campo de visão.
Para a astrofotografia, use uma teleobjetiva, um pequeno refrator ou um telescópio capaz de enquadrar todo o aglomerado. Não são necessários filtros especiais. Uma focagem e um seguimento precisos ajudam a separar o denso campo estelar, enquanto exposições moderadas preservam as estrelas mais brilhantes e revelam os membros mais ténues do aglomerado.

NGC 6752

- Nomes alternativos: Caldwell 93
- Tamanho aparente: 20,4′ (0,7 × Lua)
- Magnitude aparente: 5,4
- Constelação: Pavão
- Melhor observado a partir do: Hemisfério Sul
NGC 6752 é um aglomerado globular brilhante situado a cerca de 13 000 anos-luz, no halo da Via Láctea. Contém mais de 100 000 estrelas concentradas numa região com aproximadamente 100 anos-luz de diâmetro, e acredita-se que as suas estrelas tenham cerca de 10 mil milhões de anos.
Dicas de observação e astrofotografia
NGC 6752 é um dos aglomerados globulares mais brilhantes do céu e pode ser visível a olho nu a partir de um local muito escuro. Os binóculos mostram-no como um brilho compacto, enquanto um telescópio começa a resolver as suas estrelas densamente agrupadas. Encontra-se mais bem posicionado para os observadores do Hemisfério Sul.
Para a astrofotografia, use um telescópio de distância focal média ou longa para resolver o núcleo denso e o halo circundante. Não são necessários filtros especiais. Combine exposições mais curtas, que preservem o centro brilhante, com exposições mais longas, que revelem as estrelas ténues mais afastadas do núcleo.

Objetos de céu profundo em setembro: perguntas frequentes
O que é um objeto de céu profundo?
Um objeto de céu profundo (DSO) é um objeto astronómico para além do nosso Sistema Solar, como uma galáxia, nebulosa ou aglomerado estelar. A maioria dos DSO é ténue e observa-se melhor com binóculos ou um telescópio. A Galáxia de Andrómeda é visível a olho nu sob um céu escuro; a Galáxia do Triângulo exige condições excecionalmente escuras e transparentes, além de uma visão apurada. Saiba como o brilho do céu afeta a visibilidade com a Escala de Bortle.

Quais são os objetos de céu profundo mais brilhantes em setembro?
Estes são três dos alvos de setembro mais acessíveis entre as categorias deste guia:
- Galáxia: A Galáxia de Andrómeda (M31), com magnitude 3,4, é visível a olho nu a partir de locais escuros e fácil de encontrar com binóculos ou um telescópio pequeno.
- Aglomerado estelar: O Aglomerado da Pirâmide (M39), na constelação do Cisne e com magnitude 4,6, é fácil de ver com binóculos e pode ser visível a olho nu em condições excelentes.
- Nebulosa: A compacta Nebulosa de Saturno (NGC 7009), com magnitude 8,0, é mais fácil de detetar através de um telescópio do que a muito maior Nebulosa do Pelicano, pois a sua luz está concentrada numa área pequena.
Como encontrar facilmente os melhores objetos de céu profundo para a minha localização?
Para saber que objetos de céu profundo estão visíveis esta noite a partir da sua localização, use a app Sky Tonight:
- Toque no ícone do telescópio para abrir a secção Visível esta noite.
- Desloque-se até à secção «Objetos de céu profundo» ou toque na barra de filtros superior e selecione o ícone da galáxia para restringir a lista.
- Toque no ícone azul de alvo junto de qualquer objeto para ver quando e onde aparece no céu.
Para consultar um guia visual, veja o nosso tutorial em vídeo.
Mais objetos de céu profundo excelentes para fotografar em setembro
Vários objetos apresentados nos nossos guias mensais anteriores também estão bem posicionados em setembro:
- Galáxia dos Fogos de Artifício (NGC 6946)
- Nebulosa América do Norte (NGC 7000)
- Nebulosa Íris (NGC 7023)
- Nebulosa do Véu (NGC 6960)
- Nebulosa do Casulo (IC 5146)
- Aglomerado do Pato Selvagem (M11)
Objetos de céu profundo em setembro: factos essenciais
Setembro oferece alvos adequados para diferentes equipamentos e níveis de experiência. O Aglomerado da Pirâmide e a Galáxia de Andrómeda são fáceis de encontrar com binóculos sob um céu escuro, enquanto a Nebulosa do Pelicano é muito mais difícil e observa-se melhor com um telescópio de campo amplo e um filtro UHC. Use a app Sky Tonight para verificar quando cada objeto está visível a partir da sua localização e aponte o dispositivo na sua direção.
Melhores objetos de céu profundo por mês: calendário anual
Para conhecer alvos visíveis noutras épocas do ano, consulte os nossos guias mensais de céu profundo:
- Objetos de céu profundo de janeiro
- Objetos de céu profundo de fevereiro
- Objetos de céu profundo de março
- Objetos de céu profundo de abril
- Objetos de céu profundo de maio
- Objetos de céu profundo de junho
- Objetos de céu profundo de julho
- Objetos de céu profundo de agosto
- Objetos de céu profundo de outubro
- Objetos de céu profundo de novembro
- Objetos de céu profundo de dezembro
