Melhores constelações de janeiro: mapa do céu noturno para 2026
Aproveite o céu noturno neste mês de janeiro observando Órion, Touro e outros belos padrões estelares. Com o aplicativo gratuito Star Walk 2, encontrá-los é muito fácil — leva apenas alguns segundos. Leia este artigo para conhecer todas as constelações imperdíveis de janeiro, os melhores horários para observá-las e muito mais.
Índice
- Lista de constelações de janeiro
- Como encontrar constelações no céu noturno?
- Constelações visíveis em janeiro: conclusão
Lista de constelações de janeiro
Neste artigo, destacamos as constelações mais proeminentes para observar em janeiro. Cada mês tem suas constelações “em destaque” — focamos naquelas que atingem seu ponto mais alto no céu por volta das 21h no horário local. No entanto, lembre-se de que as constelações permanecem visíveis por mais de um mês.
As orientações abaixo partem do pressuposto de que você esteja observando entre 21h e 22h no horário local, quando o céu já está escuro. Cada item também inclui a faixa de latitudes em que a constelação pode ser vista. Para verificar a visibilidade a partir da sua localização exata e encontrar facilmente qualquer constelação no céu, use o aplicativo Star Walk 2.
Órion
- Brilho: ☆☆☆
- Visível entre: 85°N e 75°S
- Estrela mais brilhante: Rigel (mag 0,1)
- Objeto de céu profundo mais brilhante: Nebulosa de Órion (M42, mag 4,0)

Órion domina os céus de janeiro. Quando a noite cai, procure a constelação acima do horizonte sul. As três estrelas que formam o Cinturão de Órion (Alnitak, Alnilam e Mintaka) têm brilho semelhante e estão alinhadas em uma linha reta. Próximo a elas está a Espada de Órion — sua “estrela” central é, na verdade, a Nebulosa de Órion, onde novas estrelas e planetas estão nascendo.
As sete estrelas mais brilhantes de Órion atravessam a poluição luminosa, tornando-a uma das constelações mais fáceis de identificar, até mesmo nas cidades. No Hemisfério Norte, procure seu padrão famoso voltado para o sul; no Hemisfério Sul, olhe para o norte-nordeste.
Touro
- Brilho: ☆☆☆
- Visível entre: 90°N e 65°S
- Estrela mais brilhante: Aldebarã (mag 0,8)
- Objeto de céu profundo mais brilhante: Plêiades (M45, mag 1,6)

A constelação do zodíaco Touro fica a oeste de Auriga e é conhecida pela estrela vermelho-alaranjada Aldebarã e pelo belíssimo aglomerado das Plêiades. Na mitologia, esse touro investe contra Órion, que se defende com um porrete e um escudo. As Plêiades incluem mais de 300 estrelas; geralmente é possível ver 6 ou 7 delas a olho nu.
Outro importante aglomerado estelar em Touro é o das Híades. Aldebarã parece fazer parte das Híades, mas na verdade não pertence ao aglomerado: a estrela está a 65 anos-luz da Terra, enquanto as Híades ficam a 153 anos-luz. Nesta constelação, você também encontra a Nebulosa do Caranguejo (M1), remanescente de uma supernova observada em 1054.
Encontre Touro próximo de Órion no céu.
- Hemisfério Norte: vire-se para o sul — Touro fica acima de Órion.
- Hemisfério Sul: vire-se para o norte — Touro fica abaixo de Órion.
Dorado
- Brilho: ☆☆
- Visível entre: 15°N e 90°S
- Estrela mais brilhante: Alpha Doradus (mag 3,3)
- Objetos de céu profundo mais brilhantes: parte da Grande Nuvem de Magalhães (LMC, mag 0,9), Nebulosa da Tarântula (30 Doradus, mag 8,0)

Dorado é uma constelação tênue do Hemisfério Sul. Sua estrela mais brilhante, Alpha Doradus (mag 3,3), é melhor observada a olho nu apenas sob céus escuros, com pouca poluição luminosa. Dorado abriga grande parte da Grande Nuvem de Magalhães (LMC), o objeto de maior destaque nessa região. A LMC pode ser vista sem auxílio óptico, mas binóculos ou um telescópio revelam muito mais de seus aglomerados estelares e nebulosas, incluindo a Nebulosa da Tarântula (30 Doradus).
Do Hemisfério Sul, procure Dorado alto acima do horizonte sul. Um ponto de referência útil nas proximidades é a estrela brilhante Canopus, na constelação de Carina, brilhando logo a leste. Da maior parte do Hemisfério Norte, Dorado não se eleva acima do horizonte.
Reticulum
- Brilho: ☆☆
- Visível entre: 20°N e 90°S
- Estrela mais brilhante: Alpha Reticuli (mag 3,3)
- Objetos de céu profundo mais brilhantes: NGC 1313 (mag 10,0), NGC 1559 (mag 10,5)

Depois de encontrar Dorado, olhe logo a oeste para localizar Reticulum — uma constelação do Hemisfério Sul ainda menor. Seu padrão principal lembra um losango, mas será preciso um céu escuro e sem Lua para distingui-lo.
Caelum
- Brilho: ☆
- Visível entre: 40°N e 90°S
- Estrela mais brilhante: Alpha Caeli (mag 4,4)
- Objeto de céu profundo mais brilhante: NGC 1679 (mag 11,4)

Caelum é uma constelação pequena e fraca. Ela aparece alta no céu em grande parte do Hemisfério Sul, enquanto observadores do sul do Hemisfério Norte podem vê-la baixa acima do horizonte sul. Um céu escuro e sem Lua, longe das luzes da cidade, é essencial: sua estrela mais brilhante, Alpha Caeli, é de 4ª magnitude, e as demais são ainda mais tênues.
Como Caelum é pequena e fica afastada da Via Láctea, ela não possui objetos de céu profundo de destaque.
Mensa
- Brilho: ☆
- Visível entre: 0°N e 90°S
- Estrela mais brilhante: Alpha Mensae (mag 5,0)
- Objeto de céu profundo mais brilhante: parte da Grande Nuvem de Magalhães (LMC, mag 0,9)

Mensa é uma constelação extremamente tênue: sua estrela mais brilhante, Alpha Mensae (mag 5,0), mal é visível a olho nu sob céus escuros. Na verdade, Mensa possui a estrela mais brilhante mais fraca entre as 88 constelações, razão pela qual costuma ser considerada a constelação mais fraca no geral.
Mensa contém quase metade da Grande Nuvem de Magalhães, mas a maioria de seus outros objetos de céu profundo — incluindo aglomerados abertos e globulares — é bastante fraca. Dorado faz fronteira com Mensa ao norte, portanto, se quiser encarar o desafio de observar Mensa, comece localizando Dorado.
Como encontrar constelações no céu noturno?
A maneira mais simples de localizar qualquer constelação ou estrela é usando o aplicativo gratuito Star Walk 2. Se preferir um método mais tradicional, experimente o “salto de estrelas”: nosso infográfico prático mostra como encontrar 15 estrelas famosas usando o Grande Carro ou o Cinturão de Órion. Depois de testar esse método clássico, confirme suas descobertas com o mapa interativo do céu no Star Walk 2 — ele funciona offline, então você pode testar suas habilidades onde estiver!

Constelações visíveis em janeiro: conclusão
As noites de janeiro são perfeitas para observar destaques como Órion (com o Cinturão de Órion) e Touro (lar das Plêiades). Você também pode tentar encontrar constelações mais fracas — elas são mais desafiadoras, mas recompensadoras com um pouco de navegação celeste. Para a forma mais fácil de localizar qualquer constelação ou estrela a partir da sua posição, use o aplicativo Star Walk 2.
