Melhores constelações para observar em setembro
Este guia apresenta dez das melhores constelações para observar nas noites de setembro: Águia, Cisne, Capricórnio, Pavão, Índio, Golfinho, Flecha, Potro, Raposa e Microscópio. A Águia e o Cisne são os alvos mais fáceis de encontrar no céu do norte, enquanto o Pavão e o Índio são mais bem observados no Hemisfério Sul. A maioria das outras constelações é bem mais tênue e pode ser vista com mais facilidade sob céus escuros. Use o aplicativo gratuito Star Walk 2 para localizar facilmente qualquer uma dessas constelações.
Índice
- Constelações de setembro: guia rápido
- Constelações mais proeminentes de setembro
- Constelações tênues de setembro
- Dicas para observar constelações em setembro
- O que mais observar no céu noturno de setembro de 2026
- Perguntas frequentes sobre as constelações de setembro
- Quais constelações posso ver em setembro no Hemisfério Norte?
- Quais constelações posso ver em setembro no Hemisfério Sul?
- Quais estrelas brilhantes posso ver em setembro?
- Qual é a constelação mais fácil de encontrar em setembro?
- Qual é a melhor hora para ver as constelações de setembro?
- É possível ver a Via Láctea em setembro?
- Melhores constelações e estrelas de setembro: conclusão
Constelações de setembro: guia rápido
As constelações apresentadas neste guia são consideradas especialmente favoráveis para observação em setembro porque atingem seu ponto mais alto no céu por volta das 21h, na hora local. Elas não são as únicas constelações visíveis durante o mês, mas as noites de setembro oferecem condições particularmente boas para observá-las.
As constelações estão organizadas das mais proeminentes às mais tênues no céu noturno:
- ☆☆☆ — brilhantes e relativamente fáceis de reconhecer.
- ☆☆ — moderadamente brilhantes; visíveis com algum esforço.
- ☆ — tênues; mais bem observadas sob céus escuros, e os binóculos podem ajudar.
| Constelação | Visibilidade | Estrela mais brilhante | Como encontrá-la |
|---|---|---|---|
| Águia | 85° N a 75° S | Altair | Encontre a brilhante Altair, uma das três estrelas do Triângulo de Verão. |
| Cisne | 90° N a 40° S | Deneb | Procure a Cruz do Norte ao longo da Via Láctea. |
| Capricórnio | 60° N a 90° S | Deneb Algedi | Procure uma figura triangular ampla a leste de Sagitário. |
| Pavão | 15° N a 90° S | Peacock | No Hemisfério Sul, procure a estrela brilhante Peacock ao sul do Índio. |
| Índio | 25° N a 90° S | Alpha Indi | Procure entre o Pavão e as constelações austrais Grou e Tucano. |
| Golfinho | 90° N a 70° S | Rotanev | Procure um pequeno losango de estrelas perto de Altair. |
| Flecha | 90° N a 70° S | Gamma Sagittae | Procure uma pequena figura em forma de flecha ao norte de Altair. |
| Potro | 90° N a 70° S | Kitalpha | Procure um pequeno grupo de estrelas tênues entre o Golfinho e Pégaso. |
| Raposa | 90° N a 55° S | Anser | Procure ao longo da Via Láctea, entre o Cisne e a Flecha. |
| Microscópio | 45° N a 90° S | Gamma Microscopii | Procure ao sul de Capricórnio sob um céu escuro. |
As faixas de latitude são aproximadas e se referem à visibilidade prática da figura principal de cada constelação; estrelas individuais podem continuar visíveis fora dessas faixas.
Constelações mais proeminentes de setembro
Águia
- Brilho: ☆☆☆
- Faixa de visibilidade: 78° N a 71° S
- Estrela mais brilhante: Altair (mag 0,8)
- Objetos notáveis do céu profundo: Nebulosa do Olho Brilhante (mag 12), NGC 6709 (mag 6,7)

Como encontrar a Águia em setembro
Comece pela brilhante Altair, uma das três estrelas do Triângulo de Verão. Os outros dois vértices são Vega, na Lira, e Deneb, no Cisne. Duas estrelas próximas de Altair — Tarazed e Alshain — formam uma linha curta com ela e ajudam a identificar a cabeça da Águia.
A Águia fica ao longo da Via Láctea. Depois de encontrar Altair, siga as estrelas da constelação para o norte e para o sul ao longo dessa faixa rica em estrelas para traçar o contorno alongado da Águia.
No Hemisfério Norte, olhe para o alto no céu do sul depois de escurecer. Em latitudes médias do norte, Altair é uma das estrelas mais proeminentes nas noites de setembro.

No Hemisfério Sul, olhe para o norte. Em muitos locais do sul, Altair aparece aproximadamente a meia altura no céu, com as pequenas constelações da Flecha e do Golfinho por perto.
Águia: mitologia
Na mitologia grega, a Águia representa a águia de Zeus. A ave carregava os raios do deus e servia como sua mensageira. Em uma das histórias, a águia levou Ganimedes ao Olimpo, onde o jovem se tornou o copeiro dos deuses.
A Águia também está ligada à história de Prometeu. Uma águia foi enviada para atormentá-lo como punição por ter dado o fogo à humanidade. Mais tarde, Héracles matou a ave com uma flecha que, segundo uma tradição, é representada pela constelação da Flecha, localizada nas proximidades.
Cisne
- Brilho: ☆☆☆
- Faixa de visibilidade: 90° N a 40° S
- Estrela mais brilhante: Deneb (mag 1,2)
- Objetos notáveis do céu profundo: Nebulosa da América do Norte (mag 4), Nebulosa do Véu (mag 7)

Como encontrar o Cisne em setembro
O Cisne é reconhecível porque suas estrelas mais brilhantes formam o asterismo da Cruz do Norte. Deneb fica em uma extremidade do eixo longo, Sadr marca o centro e Albireo está na extremidade oposta. No contorno do Cisne, Deneb representa a cauda e Albireo, o bico.
Deneb também é um dos vértices do Triângulo de Verão. O Cisne se estende pela Via Láctea, tornando essa área especialmente interessante para explorar com binóculos.
No Hemisfério Norte, olhe bem alto depois do crepúsculo. Encontre Deneb e siga uma linha que passa por Sadr até Albireo. As asas do Cisne se estendem para os dois lados de Sadr.

No Hemisfério Sul, olhe para o norte. O Cisne aparece mais baixo no céu, e a Cruz do Norte pode parecer inclinada ou quase de lado. A figura completa é mais bem observada ao norte de aproximadamente 40° S.
Cisne: mitologia
Um mito grego associa o Cisne a Cicno, amigo ou parente de Faetonte, filho de Hélio. Depois que Faetonte perdeu o controle da carruagem do deus do Sol e caiu na Terra, Cicno procurou seu corpo em um rio e lamentou sua morte. Os deuses tiveram pena dele, transformaram Cicno em cisne e o colocaram entre as estrelas.
Outra tradição identifica o cisne com Zeus, que assumiu essa forma para se aproximar da princesa etólia Leda. A história dos dois foi associada a várias figuras famosas da mitologia grega, incluindo Helena de Troia.
Capricórnio
- Brilho: ☆☆
- Faixa de visibilidade: 60° N a 90° S
- Estrela mais brilhante: Deneb Algedi (mag 2,8)
- Objeto notável do céu profundo: Messier 30 (mag 7,5)

Como encontrar Capricórnio em setembro
Capricórnio é uma das constelações do zodíaco mais tênues, por isso escolha uma noite de céu limpo e escuro para observá-la. Suas estrelas principais formam um triângulo amplo e achatado ou uma figura em forma de V entre Sagitário e Aquário.
No Hemisfério Norte, olhe para o sul no início da noite. Capricórnio permanece relativamente baixo sobre o horizonte, especialmente nas latitudes mais altas do norte. Primeiro encontre o Bule de Sagitário e depois procure Capricórnio a leste.

No Hemisfério Sul, Capricórnio aparece muito mais alto. Em latitudes médias do sul, olhe para o alto na parte norte do céu; perto dos trópicos, a constelação pode passar quase pelo zênite.
Capricórnio: mitologia
Capricórnio representa uma cabra-marinha — uma criatura com a metade dianteira de uma cabra e a cauda de um peixe. Uma história grega a associa ao deus Pã. Quando o monstro Tifão atacou os deuses, Pã saltou em um rio. A parte de seu corpo que ficou acima da água continuou sendo uma cabra, enquanto a parte submersa se transformou em peixe. A constelação também é associada a uma tradição mais antiga sobre a cabra Amalteia, que cuidou de Zeus quando ele era bebê.
Pavão
- Brilho: ☆☆
- Faixa de visibilidade: 15° N a 90° S
- Estrela mais brilhante: Peacock (mag 1,9)
- Objeto notável do céu profundo: NGC 6752 (mag 5,4)

Como encontrar o Pavão em setembro
O Pavão é principalmente uma constelação do Hemisfério Sul. Sua estrela mais brilhante, Peacock, se destaca com clareza, mas a maioria das outras estrelas da constelação é muito mais tênue.
No Hemisfério Sul, olhe para o sul depois de escurecer. Procure Peacock a leste do Triângulo Austral e ao sul do Índio. Em muitos locais de latitudes médias do sul, o Pavão aparece alto no céu e pode ser circumpolar, permanecendo acima do horizonte durante toda a noite.

Na maior parte do Hemisfério Norte, o Pavão nunca nasce. Em latitudes baixas do norte, Peacock e parte da constelação podem aparecer muito perto do horizonte sul. É essencial ter um horizonte plano e desobstruído.
Pavão: mitologia
O Pavão é uma constelação moderna que não fazia parte dos antigos catálogos estelares gregos. Os navegadores neerlandeses Pieter Dirkszoon Keyser e Frederick de Houtman registraram suas estrelas durante viagens ao Hemisfério Sul no fim do século XVI. Mais tarde, a constelação apareceu em mapas celestes de Petrus Plancius e Johann Bayer.
No entanto, Plancius e Bayer talvez não tenham sido os primeiros a ver um pavão nesse grupo de estrelas. De acordo com uma interpretação da mitologia grega, as estrelas que hoje formam o Pavão representavam Argos, o construtor do navio Argo. Hera o transformou em pavão e o colocou no céu ao lado de seu navio. Não se sabe ao certo se essa tradição influenciou os criadores neerlandeses da constelação moderna.
Outro mito mais conhecido associa o pavão a Argos Panoptes, um gigante de cem olhos que Hera ordenou que vigiasse Io. Depois que Hermes matou Argos, Hera colocou seus olhos na cauda de seu pavão sagrado, dando às penas sua aparência característica.
Constelações tênues de setembro
Índio
- Brilho: ☆
- Faixa de visibilidade: 25° N a 90° S
- Estrela mais brilhante: Alpha Indi (mag 3,1)
- Objeto notável do céu profundo: NGC 7049 (mag 10,6)

Como encontrar o Índio em setembro
O Índio é uma constelação austral tênue sem uma figura muito característica. Os binóculos e um céu escuro facilitam a identificação de suas estrelas principais.
No Hemisfério Sul, olhe para o sudeste depois de escurecer e procure no alto do céu. Primeiro localize a brilhante Peacock, no Pavão. A cerca de 10° de distância — aproximadamente um punho com o braço estendido —, procure Alpha Indi, a estrela mais brilhante do Índio. Use-a como ponto de partida para acompanhar as estrelas mais tênues da constelação.

No Hemisfério Norte, o Índio só é visível de latitudes mais baixas. Olhe para o sul e procure bem perto do horizonte. Em latitudes médias e altas do norte, grande parte da constelação, ou até toda ela, permanece escondida.
Índio: mitologia
O Índio é uma das constelações austrais registradas pelos navegadores neerlandeses Pieter Dirkszoon Keyser e Frederick de Houtman no fim do século XVI. Mais tarde, foi incluído no atlas estelar Uranometria, de Johann Bayer.
Seu nome histórico se referia de forma ampla a uma pessoa indígena encontrada por exploradores europeus, e não a uma figura mitológica ou cultura específica. Por esse motivo, o Índio não está associado a nenhum mito tradicional grego ou romano.
Golfinho
- Brilho: ☆
- Faixa de visibilidade: 90° N a 70° S
- Estrela mais brilhante: Rotanev (mag 3,6)
- Objeto notável do céu profundo: NGC 6934 (mag 8,8)

Como encontrar o Golfinho em setembro
O Golfinho é pequeno e tênue, mas sua forma compacta é surpreendentemente fácil de reconhecer. Quatro estrelas formam um pequeno losango conhecido como o Caixão de Jó, enquanto uma quinta estrela se afasta do losango e forma a cauda do Golfinho.
No Hemisfério Norte, encontre Altair na Águia e olhe cerca de 10° para leste-nordeste — aproximadamente um punho — em busca do pequeno asterismo em forma de losango. Em muitos locais de latitudes médias do norte, o Golfinho aparece alto no céu do sul.

No Hemisfério Sul, olhe para o norte e use Altair como referência. O Golfinho aparece mais baixo do que para os observadores do norte, mas ainda pode ser visto na maioria das latitudes austrais.
Golfinho: mitologia
Uma história grega associa o Golfinho ao poeta e músico Árion. Durante uma viagem marítima, marinheiros planejaram roubá-lo e matá-lo. Árion pediu para cantar uma última canção e então saltou ao mar. Um golfinho, encantado por sua música, levou-o em segurança até a costa.
Outra tradição conta que um golfinho ajudou Poseidon a encontrar Anfitrite e convencê-la a se tornar sua esposa. Em agradecimento, Poseidon colocou o golfinho entre as estrelas.
Flecha
- Brilho: ☆
- Faixa de visibilidade: 90° N a 70° S
- Estrela mais brilhante: Gamma Sagittae (mag 3,5)
- Objeto notável do céu profundo: Aglomerado do Peixe-Anjo (mag 8,2)

Como encontrar a Flecha em setembro
A Flecha é a terceira menor constelação do céu. Suas poucas estrelas principais formam uma flecha simples: duas estrelas marcam a parte traseira, enquanto uma linha curta forma a haste. Gamma Sagittae, a estrela mais brilhante da constelação, fica perto da ponta da flecha.
No Hemisfério Norte, encontre Altair e olhe para o norte, em direção à área entre a Águia e o Cisne. A Flecha fica ao longo da Via Láctea, perto do Golfinho e da Raposa.

No Hemisfério Sul, olhe para o norte e encontre Altair. A Flecha fica por perto, aproximadamente um punho mais próxima do horizonte norte.
Flecha: mitologia
Várias histórias gregas foram associadas à constelação da Flecha. Em uma tradição, ela é a flecha usada por Héracles para matar a águia que atormentava Prometeu. Outros relatos a identificam como uma flecha disparada por Apolo ou como uma das flechas de Cupido.
Potro
- Brilho: ☆
- Faixa de visibilidade: 90° N a 80° S
- Estrela mais brilhante: Kitalpha (mag 3,9)
- Objeto notável do céu profundo: NGC 7040 (mag 15)

Como encontrar o Potro em setembro
O Potro é a segunda menor constelação depois do Cruzeiro do Sul. Ele não contém estrelas brilhantes, e sua figura principal é um pequeno grupo irregular, em vez de um contorno claro.
No Hemisfério Norte, localize Altair e o losango próximo do Golfinho. Em seguida, encontre o Grande Quadrado de Pégaso, facilmente reconhecível. O Potro fica entre o Golfinho e o Grande Quadrado, a cerca de 8° do Golfinho — um pouco menos de um punho com o braço estendido.

No Hemisfério Sul, olhe para o norte e use o Golfinho e o Grande Quadrado de Pégaso como referências. O Potro fica entre eles, muito mais perto do Golfinho. Ele permanece relativamente baixo nas latitudes mais ao sul, por isso escolha um local com uma vista clara e desobstruída do horizonte norte. Os binóculos podem ajudar a revelar suas estrelas tênues.
Potro: mitologia
Uma tradição grega associa o Potro a Celeris, um cavalo veloz aparentado com Pégaso e dado ao herói Cástor pelo deus Mercúrio. Outra história relaciona a constelação a Hipe, filha do centauro Quíron.
Raposa
- Brilho: ☆
- Faixa de visibilidade: 90° N a 55° S
- Estrela mais brilhante: Anser (mag 4,4)
- Objetos notáveis do céu profundo: NGC 6940 (mag 6,3), Nebulosa do Haltere (mag 7,4)

Como encontrar a Raposa em setembro
A Raposa não tem uma figura evidente a olho nu. Ela fica em uma região da Via Láctea rica em estrelas, entre o Cisne e a Flecha, por isso os binóculos são úteis.
No Hemisfério Norte, encontre a estrela Albireo no bico do Cisne e olhe para o sul, em direção à Flecha. A Raposa ocupa a área entre ambos. Sua estrela mais brilhante, Anser, é tênue e pode desaparecer entre as luzes da cidade.

No Hemisfério Sul, olhe para o norte e use o Cisne, Altair e a Flecha para identificar a região correta. A constelação aparece mais baixa no céu quando vista de latitudes austrais.
Raposa: mitologia
O astrônomo polonês Johannes Hevelius introduziu a constelação no fim do século XVII. Originalmente, ele a chamou de Vulpecula cum Ansere, que significa “a Pequena Raposa com o Ganso”, e representou uma raposa carregando um ganso na boca.
Mais tarde, o nome foi encurtado para Vulpecula. A constelação não tem uma mitologia antiga, embora sua estrela mais brilhante ainda tenha o nome Anser, a palavra latina para “ganso”.
Microscópio
- Brilho: ☆
- Faixa de visibilidade: 45° N a 90° S
- Estrela mais brilhante: Gamma Microscopii (mag 4,7)
- Objeto notável do céu profundo: NGC 7060 (mag 13,7)

Como encontrar o Microscópio em setembro
O Microscópio é uma das constelações mais tênues deste guia. Nenhuma de suas estrelas tem magnitude aparente inferior a 4,7, por isso observe-o em um local escuro e use binóculos se necessário.
No Hemisfério Norte, olhe para o sul e encontre Capricórnio. O Microscópio fica diretamente abaixo e permanece a pouca altura sobre o horizonte nas latitudes médias do norte. Ele não é visível em locais muito ao norte.

No Hemisfério Sul, primeiro encontre Capricórnio e depois procure a figura dispersa do Microscópio ao sul dessa constelação. A constelação aparece muito mais alta nas latitudes médias do sul.
Microscópio: mitologia
O astrônomo francês Nicolas-Louis de Lacaille introduziu o Microscópio no século XVIII depois de mapear o céu austral. A constelação representa um dos primeiros microscópios compostos.
Assim como várias outras constelações criadas por Lacaille, o Microscópio homenageia um instrumento científico, e não um personagem mitológico. Ele não está associado a nenhuma lenda antiga.
Dicas para observar constelações em setembro
- Melhor hora: Observe depois que o céu estiver completamente escuro, de preferência por volta das 21h, na hora local, quando as constelações apresentadas neste guia estão próximas de suas posições mais altas. Muitas continuam visíveis mais tarde, mas descem gradualmente no céu.
- Fase da Lua: Escolha noites próximas da Lua Nova de 11 de setembro de 2026 ou noites em que apenas um fino crescente lunar esteja visível. As noites entre 10 e 13 de setembro serão especialmente favoráveis para constelações tênues e objetos do céu profundo. Consulte a fase da Lua para sua localização em nosso calendário lunar.
- Localização: Encontre um local escuro, longe da poluição luminosa. Para os observadores do norte que procuram Capricórnio, Pavão, Índio ou Microscópio, é importante ter uma vista desobstruída do horizonte sul.
- Adaptação ao escuro: Dê aos seus olhos pelo menos 20 minutos para se adaptarem à escuridão. Evite telas brilhantes ou use um modo de luz vermelha.
- Equipamento: Águia, Cisne e Pavão são fáceis de identificar a olho nu. Capricórnio e Golfinho também podem ser reconhecidos sem equipamento sob céus escuros. Os binóculos são especialmente úteis para identificar as figuras tênues do Índio, da Flecha, do Potro, da Raposa e do Microscópio, além de permitirem explorar a Via Láctea nas regiões da Águia e do Cisne.
- Mapa do céu: Use Star Walk 2 para localizar constelações tênues no seu céu.
O que mais observar no céu noturno de setembro de 2026
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Procure o Triângulo de Verão, que continua proeminente nas noites de setembro. Suas três estrelas brilhantes — Vega, Deneb e Altair — marcam as constelações da Lira, do Cisne e da Águia, respectivamente. As constelações menores da Flecha, do Golfinho e da Raposa ficam nas proximidades.
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Explore com binóculos a Via Láctea nas regiões do Cisne e da Águia para descobrir campos estelares densos, faixas escuras e vários aglomerados e nebulosas.
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A Galáxia de Andrômeda se torna cada vez mais proeminente nas noites de setembro no Hemisfério Norte, nascendo mais cedo à medida que o mês avança. Sob céus escuros, ela pode ser detectada a olho nu como uma mancha tênue; os binóculos facilitam muito sua observação. Em latitudes baixas e médias do sul, procure-a perto do horizonte norte.
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Por volta do equinócio de setembro, procure a luz zodiacal, um brilho triangular tênue causado pela luz solar refletida pela poeira interplanetária.
Vários eventos notáveis ocorrem em setembro de 2026:
- 8–9 de setembro: A Lua passa perto de Júpiter no céu da manhã.
- 11 de setembro: A Lua Nova proporciona um céu escuro para observar constelações tênues e objetos do céu profundo.
- 14 de setembro: A Lua passa perto de Vênus no céu do início da noite. Uma ocultação lunar de Vênus será visível em partes da Europa, da África, da Ásia e do oeste da Rússia.
- 22 de setembro: Vênus atinge seu maior brilho do ano, com magnitude −4,6. Procure o planeta brilhante a baixa altura no céu a oeste pouco depois do pôr do Sol.
- 23 de setembro: O equinócio de setembro ocorre às 00:06 GMT/UTC (01:06 WEST em Portugal continental; 21:06 BRT de 22 de setembro no horário de Brasília) e marca o início do outono astronômico no Hemisfério Norte e da primavera astronômica no Hemisfério Sul.
- 26 de setembro: A Lua Cheia ocorre às 16:49 GMT/UTC (17:49 WEST em Portugal continental; 13:49 BRT no horário de Brasília). Conhecida como Lua da Colheita, ela brilhará em Peixes, perto de Saturno.
Para mais eventos, leia nosso guia completo do céu noturno de setembro.
Perguntas frequentes sobre as constelações de setembro
Quais constelações posso ver em setembro no Hemisfério Norte?
Entre as constelações proeminentes de setembro no Hemisfério Norte estão Cisne, Águia, Lira, Cassiopeia, Pégaso e Andrômeda. O Cisne, a Águia e a Lira são especialmente fáceis de localizar porque suas estrelas mais brilhantes formam o Triângulo de Verão.
Dependendo da latitude e do horário de observação, também é possível ver Golfinho, Flecha, Capricórnio, Raposa, Potro e Microscópio. Constelações muito ao sul, como Pavão e Índio, são difíceis ou impossíveis de observar na maior parte do Hemisfério Norte.
Quais constelações posso ver em setembro no Hemisfério Sul?
Entre as constelações proeminentes visíveis nas noites de setembro no Hemisfério Sul estão Pavão, Índio, Sagitário, Capricórnio, Grou e Peixe Austral. O Escorpião ainda pode estar visível no céu a oeste no início da noite, enquanto Pégaso e Aquário podem ser encontrados mais ao norte.
A Águia, o Golfinho, a Flecha e o Potro também são observáveis em muitos locais do sul. O Cisne e a Raposa tornam-se cada vez mais difíceis de ver em direção ao extremo sul.
Quais estrelas brilhantes posso ver em setembro?
Entre as estrelas brilhantes visíveis nas noites de setembro estão Vega, Altair e Deneb, que formam o Triângulo de Verão. Os observadores do norte também podem ver Arcturus no início da noite, enquanto Fomalhaut se torna mais proeminente com o passar das horas.
No Hemisfério Sul, as estrelas notáveis de setembro incluem Peacock no Pavão, Fomalhaut no Peixe Austral e Achernar no Erídano. Antares também pode continuar visível no céu a oeste no início da noite, no começo do mês.
Qual é a constelação mais fácil de encontrar em setembro?
A constelação mais fácil de encontrar depende da sua localização e do horário de observação. No Hemisfério Norte, o Cisne é um dos melhores pontos de partida porque contém a brilhante Deneb e o asterismo característico da Cruz do Norte. A Águia é outro alvo acessível porque sua estrela mais brilhante, Altair, faz parte do Triângulo de Verão.
Em grande parte do Hemisfério Sul, o Escorpião é fácil de reconhecer no céu a oeste no início da noite, embora se ponha cada vez mais cedo durante setembro. Mais ao sul, o Pavão é outro alvo útil graças à sua proeminente estrela Peacock.
Qual é a melhor hora para ver as constelações de setembro?
A melhor hora é depois que o céu fica completamente escuro, aproximadamente entre 21h e 2h, na hora local. Por volta das 21h, as constelações apresentadas neste guia estão próximas de suas posições mais altas no céu.
Para os alvos mais tênues, escolha uma noite sem luar perto da Lua Nova e dê aos seus olhos pelo menos 20 minutos para se adaptarem à escuridão.
É possível ver a Via Láctea em setembro?
Sim. Setembro continua sendo um bom mês para observar a Via Láctea, especialmente no início da noite e por volta da Lua Nova. Ela passa pelas constelações da Águia, da Flecha, da Raposa e do Cisne.
No Hemisfério Norte, essa faixa estrelada se estende no alto do céu noturno. No Hemisfério Sul, sua orientação e altura exatas dependem da latitude, mas a região do Cisne e da Águia é visível em muitos locais.
Melhores constelações e estrelas de setembro: conclusão
Setembro oferece alvos para observadores do céu de todos os níveis. No Hemisfério Norte, comece pelas brilhantes Deneb e Altair, que ajudam a identificar o Cisne e a Águia. Essas estrelas do Triângulo de Verão também servem como pontos de referência para encontrar as pequenas constelações próximas: o Golfinho, a Flecha e a Raposa. Capricórnio e o Microscópio são mais desafiadores porque permanecem baixos no céu do sul.
No Hemisfério Sul, comece por Peacock, a estrela mais brilhante do Pavão, antes de procurar o Índio nas proximidades. Capricórnio e o Microscópio estão especialmente bem posicionados para os observadores do sul e sobem bem alto no céu. A Águia, o Golfinho, a Flecha e o Potro também são visíveis, geralmente em direção ao norte. Independentemente do local de observação, um céu escuro e um horizonte desobstruído facilitarão muito a identificação das constelações mais tênues de setembro.
Para localizar qualquer uma dessas constelações, abra o Star Walk 2, insira o nome da constelação no campo de busca e siga a seta no mapa do céu.
