Taurídeos 2026: datas dos picos e onde observar

~7 min

As chuvas de meteoros Taurídeos estão de volta! Os Taurídeos do Sul atingem o pico em 4–5 de novembro. Cerca de uma semana depois, os Taurídeos do Norte chegam à atividade máxima em 11–12 de novembro. Ambas as chuvas são conhecidas pelos meteoros lentos e pelos bólidos ocasionais. Em 2026, a luz da Lua causará pouca interferência perto das datas dos picos.

Planeje a observação de meteoros com o Sky Tonight: localize o radiante de cada chuva, consulte os horários do nascer e do pôr da Lua no seu local e escolha as horas mais escuras para aumentar as chances de ver os Taurídeos.

Conteúdo

Taurídeos do Sul e do Norte em 2026

Os Taurídeos são chuvas de meteoros anuais associadas ao complexo de Encke. Segundo uma hipótese, esse complexo se formou quando um grande cometa progenitor se fragmentou, deixando o cometa 2P/Encke, vários asteroides e correntes de meteoroides.

Os Taurídeos têm duas correntes distintas: os Taurídeos do Norte e os do Sul. Os Taurídeos do Sul se originam do próprio cometa Encke, enquanto se acredita que os do Norte venham de um dos asteroides remanescentes, o asteroide 2004 TG10.

Tanto os Taurídeos do Sul como os do Norte são chuvas relativamente fracas em número de meteoros por hora, mas se destacam pelos meteoros brilhantes e lentos e pelos bólidos ocasionais. Os Taurídeos do Sul têm um primeiro máximo em 12–13 de outubro e outro em 4–5 de novembro, enquanto os do Norte atingem o pico em 11–12 de novembro.

4–5 de novembro de 2026: Taurídeos do Sul

  • Meteoros por hora¹: 5–10
  • Fase da Lua: fino arco de Lua minguante
  • Período de atividade: de 20 de setembro a 20 de novembro
  • Primeiro máximo: 12–13 de outubro
  • Localização do radiante: Touro
  • Visibilidade: ambos os hemisférios

¹O número real de meteoros visíveis depende da altura do radiante, da escuridão do céu e das condições de observação. A taxa de meteoros por hora indicada aqui corresponde a condições ideais, com o radiante no zênite.

Os Taurídeos do Sul são uma chuva de meteoros fraca, mas de longa duração, formada pelos detritos deixados pelo cometa periódico 2P/Encke, o segundo cuja periodicidade foi reconhecida, depois do cometa Halley. O tamanho dos grãos desses detritos, maior que a média, frequentemente dá origem a bólidos brilhantes.

Condições de observação dos Taurídeos do Sul em 2026

O máximo de novembro dos Taurídeos do Sul ocorre em condições geralmente favoráveis, com pouca interferência do fino arco de Lua minguante. Planeje observar perto da meia-noite local, quando o radiante estiver alto no céu. No entanto, a Lua poderá atrapalhar mais tarde, por isso consulte o horário local do seu nascer antes de programar uma sessão prolongada. Um lugar com pouca poluição luminosa também ajuda a revelar meteoros mais fracos.

Os Taurídeos têm um máximo amplo, por isso perder a noite indicada não significa perder toda a chuva. Se a noite de 4 para 5 de novembro estiver nublada, escolha uma noite de céu limpo próxima dessa data.

O primeiro máximo dos Taurídeos do Sul ocorreu por volta de 13 de outubro de 2026, com pouca interferência do fino arco de Lua crescente logo após a Lua nova.

11–12 de novembro de 2026: Taurídeos do Norte

  • Meteoros por hora: 5
  • Fase da Lua: fino arco de Lua crescente
  • Período de atividade: de 20 de outubro a 10 de dezembro
  • Localização do radiante: Touro
  • Visibilidade: ambos os hemisférios

Acredita-se que os Taurídeos do Norte se originem de grãos de poeira de um fragmento do complexo de Encke conhecido como asteroide 2004 TG10. Vemos essa chuva sempre que a Terra atravessa essa corrente de partículas.

Condições de observação dos Taurídeos do Norte em 2026

Em 2026, os Taurídeos do Norte devem atingir o máximo em 11–12 de novembro, com uma fina Lua crescente que não prejudicará as observações. O fino arco lunar se põe no início da noite, deixando as horas próximas da meia-noite praticamente livres de luz da Lua.

A atividade da chuva pode permanecer perto do máximo durante cerca de dez dias, entre o início e meados de novembro, oferecendo várias boas oportunidades de observação. A Lua nova de 9 de novembro proporciona céus escuros, tornando esse período ideal para encontrar os característicos meteoros lentos e brilhantes dos Taurídeos do Norte.

Onde observar as chuvas de Taurídeos?

Táuridas do Norte e do Sul — radiantes das chuvas de meteoros
Perto dos respectivos picos de novembro, as Táuridas do Sul e do Norte têm radiantes próximos, mas distintos, na constelação de Touro. O radiante das Táuridas do Sul fica a oeste e ligeiramente ao sul de Aldebaran; o das Táuridas do Norte fica a noroeste da estrela.

Perto dos máximos de novembro, os meteoros dos Taurídeos do Norte e do Sul parecem partir de regiões diferentes da constelação de Touro. O radiante dos Taurídeos do Norte fica mais perto das Plêiades, enquanto o dos Taurídeos do Sul está mais ao sul, na região próxima da estrela Xi Tauri.

Os Taurídeos do Sul também têm um máximo anterior, em outubro, quando o radiante está na constelação da Baleia. À medida que o radiante se desloca pelo céu, passa para Áries e depois entra em Touro, no início de novembro.

Para observar melhor, espere que os radiantes estejam bem acima do horizonte, geralmente perto da meia-noite local. Mas não olhe apenas para eles: mantenha uma área ampla e escura do céu no campo de visão. Os meteoros podem aparecer longe dos radiantes, e suas trajetórias tendem a parecer mais longas quanto mais distantes estão deles.

Os Taurídeos são visíveis em ambos os hemisférios, embora seus radiantes geralmente atinjam maior altura nas latitudes do norte. São chuvas menores, com taxas relativamente baixas de meteoros por hora, mas os meteoros lentos e os bólidos brilhantes ocasionais fazem delas alvos atraentes para a astrofotografia.

O enxame de asteroides dos Taurídeos é perigoso para a Terra?

Acredita-se que o cometa progenitor dos Taurídeos, 2P/Encke, também tenha dado origem ao complexo do enxame dos Taurídeos. O complexo dos Taurídeos inclui uma concentração de meteoroides conhecida como enxame ressonante dos Taurídeos. Ao contrário das correntes regulares dos Taurídeos, que a Terra encontra todos os anos, esse enxame se aproxima mais do nosso planeta em determinados anos. Os astrônomos monitoram essa região há muito tempo porque ela pode conter um número significativo de grandes asteroides de tamanho quilométrico. Uma hipótese chega a relacionar o objeto responsável pela explosão atmosférica de Tunguska, em 1908, ao complexo dos Taurídeos. O corpo de Tunguska era relativamente pequeno, com cerca de 50 a 100 metros de diâmetro, mas objetos maiores podem causar destruição em escala regional se colidirem com a Terra.

Dangerous Asteroids 101
Há um asteroide vindo para a Terra? Qual é o tamanho de um asteroide capaz de destruir uma cidade? Confira este infográfico para aprender curiosidades sobre asteroides perigosos.
Veja Infográfico

Durante muito tempo, não se sabia quantos objetos grandes o enxame dos Taurídeos poderia realmente conter. Um estudo recente da Universidade de Maryland sugere que a ameaça pode ser menor do que se temia: os pesquisadores estimam que o enxame contenha, no máximo, cerca de 9 a 14 objetos com pelo menos 100 metros de diâmetro, um número bastante inferior a algumas estimativas anteriores. É uma notícia tranquilizadora para a defesa planetária, embora os autores continuem a destacar a importância de manter as observações e melhorar os métodos de detecção.

Outro estudo recente sugere que a Terra poderá atravessar uma parte mais densa da corrente de detritos dos Taurídeos em 2032. Segundo o estudo, isso poderia aumentar a quantidade de material cometário que entra na atmosfera terrestre e elevar a probabilidade de explosões aéreas — explosões na atmosfera causadas por objetos que nela entram — em 2032 e 2036.

Então, o enxame dos Taurídeos representa um perigo imediato? As pesquisas atuais não indicam que seja esperado um grande impacto proveniente desse enxame. Ainda assim, o complexo dos Taurídeos continua a ter grande importância científica, pois contém detritos de tamanhos muito variados, desde as partículas comuns que produzem meteoros até corpos muito maiores que os astrônomos seguem monitorando.

Leia nosso artigo sobre o tema para saber como os astrônomos detectam objetos potencialmente perigosos e o que pode ser feito caso algum seja encontrado em rota de colisão com a Terra.

Como observar as chuvas de Taurídeos?

Observe os Taurídeos a olho nu: binóculos e telescópios reduzem o campo de visão. Estas dicas vão ajudar a aproveitar melhor a observação de meteoros:

  • Consulte a previsão do tempo e a fase da Lua para escolher a melhor data de observação da chuva.

  • Use aplicativos de astronomia como guias. Nossos aplicativos Sky Tonight e Star Walk 2 ajudam a localizar o radiante e fornecem informações essenciais sobre qualquer chuva de meteoros que queira observar.

  • Mantenha a maior área possível do céu no campo de visão. Escolha um lugar com horizonte desimpedido e céu escuro, deite-se sobre uma manta ou recoste-se numa cadeira dobrável e prepare-se para o espetáculo celeste. Olhe um pouco para o lado do radiante para encontrar meteoros com trajetórias mais longas e marcantes.

  • Preserve a visão noturna. Os olhos precisam de tempo para se adaptar à escuridão e distinguir mais meteoros. Use lanternas de luz vermelha e o modo noturno do telefone para manter essa adaptação.

  • Vista roupas quentes e leve bebidas quentes. Durante uma observação prolongada, a noite pode ficar fria, por isso prepare-se para manter o conforto.

Encontre mais dicas para observar chuvas de meteoros em nosso artigo sobre o tema e teste seus conhecimentos com o quiz sobre como encontrar uma estrela cadente, para conferir se está tudo pronto.

Meteor Showers Quiz
Acha que é um expert em meteoros? Mergulhe em nosso quiz e veja se você realmente tem olhos estrelados ou apenas está viajando 🌠 👀 Bônus: garanta dicas valiosas para pegar aquelas estrelas cadentes tão fugazes.
Responda ao questionário!

Taurídeos do Sul e do Norte: conclusão

Em 2026, os Taurídeos oferecem condições favoráveis de observação, com os picos dos dois ramos sob céus predominantemente escuros. Embora sejam chuvas menores — em condições ideais, cerca de 5–10 meteoros por hora nos Taurídeos do Sul e aproximadamente 5 por hora nos do Norte —, seus meteoros lentos e brilhantes e os bólidos ocasionais recompensam a paciência de observadores e astrofotógrafos dos dois hemisférios.

Use o aplicativo Sky Tonight para encontrar os radiantes dos dois ramos dos Taurídeos, verificar quando atingem a maior altura no seu local, consultar o nascer e o pôr da Lua e escolher as horas mais escuras para observar. Defina um lembrete para os picos e saia ao ar livre na hora certa para procurar os lentos meteoros dos Taurídeos e, com sorte, um bólido brilhante.

Quer mais oportunidades de ver estrelas cadentes? Consulte nosso guia de chuvas de meteoros de novembro.

Crédito Texto:
Trustpilot